07 abril 2006

Deus escreve direito por linhas tortas



Depois do que escrevi no post “Atrás da tempestade vem a bonança”, até parece que Tu, através do que ontem aconteceu, me deste uma resposta.

O suicídio não é resposta para os problemas e, apesar de se ter muito dinheiro, nem todos os problemas são resolvidos, eu sei!
Não que estivesse a pensar em fazer um acto desses mas, por vezes, passam coisas pela cabeça, quando uma pessoa se sente encurralada, sem saber como resolver um problema.

Para um pai, como eu sou, é uma enorme alegria ver nascer um filho, criá-lo com amor e carinho e, apesar das adversidades, vê-lo crescer na Tua graça e compaixão.
Para um pai, como eu sou, é uma enorme tristeza vê-lo morrer e, como se não fosse doloroso o bastante, saber que se matou e “nós” pais, apesar de tudo o que “fizemos” não “termos” conseguido alterar o destino, deve ser inimaginável.

Obrigado meu Deus, pelas Tuas palavras não ditas mas, sentidas.

Paz à alma dessa criança que partiu prematuramente e que ajudes os familiares mais próximos para terem e sentirem alguma paz nas suas almas.

06 abril 2006

Recordações...

Recordo-me do meu primeiro sopro de vida, não da parte meramente mecânica onde o espermatozóide fecundou o óvulo mas sim, quando a minha essência desceu do alto e pela graça Divina incorporou este corpo mortal onde habito, até que Ele me chame a si para prestar contas da minha passagem por aqui.
Esse encontro está gravado nas profundezas da minha alma, apesar das recordações serem vagas e ténues, assim como gravado se encontra outras fases da minha vida terrena.
Recordo-me do 1º minuto de vida do meu filho, como se de mim tivesse sido. Belo e perfeito como só as almas puras o são, com a ausência de pecado.
Tantas recordações que tenho dentro de mim…
Umas boas e outras, menos boas, como todo o ser humano.
Recordações, corações, orações…

Oro por mim, oro pelos meus, oro por quem precisa, oro por quem já partiu…
Oro mas não o bastante para me sentir em Paz, mais que não seja, comigo mesmo.
Amén

Atrás da tempestade virá a bonança

Por vezes a inocência magoa, fere, dói.

Ouvir uma criança dizer a um pai:
- Não devia ter nascido!” ou “- Quero morrer!”, só porque este lhe disse que a vida não ia muito bem, denota, a meu ver, uma enorme maturidade face aos problemas dos “grandes”, como se achasse que a culpa, em parte, era dele. – Isto foi a minha primeira impressão mas, depois de pensar e repensar nas palavras da criança, cheguei a uma outra impressão, apesar da primeira também ser válida:

Na Tua infinita misericórdia, puseste palavras na boca de um filho, palavras que querias dizer ao pai, que magoassem, ferissem e doessem mas que, ao mesmo tempo, fizessem-no pensar que…

- O sangue do nosso sangue é muito mais valioso;
- A vida é sagrada e por muito que se esteja mal, infelizmente há quem esteja pior;
- Deve-se dar valor ao que se tem porque, por pouco que seja, poderemos ficar piores;
- A Família é mais importante do que ter rios de dinheiro e não ter Uma Família;

Penso que essas palavras, magoaram, feriram e doeram ao pai, e por isso aqui lhe digo, mesmo que ele não chegue a saber:

- Tem fé, esperança e não desanimes, quem sabe os teus entes queridos que já se encontram junto D´Ele, não estejam a interceder para que o Sol volte a brilhar na sua vida.

05 abril 2006

Divagando


Quando aqui estou
Neste imenso silêncio
Quase angelical
Onde consigo ouvir
Os meus pensamentos
Sinto uma enorme Paz
Na turbulência
Quais ondas do mar
Da minha Alma insatisfeita

Quando aqui entro
Outro de mim reaparece
Outra faceta
Outra maneira de estar e pensar
Qual mudança do dia para a noite
Ou de Lua cheia para Lua nova
Sem os lábios abrir
Digo tudo o que penso
Por vezes sem sequer pensar

5 de Abril de 2006

O principio



Como tudo na vida, há um principio. Este meu "confessionário" tem o seu inicio aqui e agora.
Será um espaço diferente, mais de introspecção...