
Vivemos numa época onde o pudor e os bons costumes são tidos como pré-história. Não querendo parecer retrógrado ou saudosista, o que é certo é que cada vez mais somos “bombardeados” pelos media com situações anómalas ao que deveria ser o normal e infelizmente, no caso da televisão, a horas ditas nobres, onde as crianças absorvem tudo o que é dito e feito, como sendo a realidade no geral, quando é uma realidade no particular e por vezes levada ao extremo sendo enfatizada e mórbida.
Tudo isto, porque cada vez temos mais canais de televisão, mais jornais diários e no entanto, o que é suposto ser correcto é apresentado quase como uma aberração e aquilo que não presta como norma a ser tida em conta.
Nos dias que correm em que cada vez mais, os pais têm menos tempo para os seus filhos (estes refugiam-se, na sua maioria) na televisão e mais propriamente nas novelas que abundam em demasia. E depois “aprendem”:
- Tirar dinheiro na carteira dos pais é correcto;
- Troca de casais em festas informais é boa prática;
- Assaltar uma farmácia só por se precisar de um medicamento é correcto;
- Fazer sexo só por isso, deve ser feito sempre que se pode;
- Conduzir sem carta e a alta velocidade é “um gozo do caneco”;
- Uma passa ou um charro de vez em quando faz bem à saúde;
E poderia ir por ai adiante mas, penso que já fiz ver o meu ponto de vista sobre a sociedade em que vivemos, onde a liberdade é tida como um direito (que o é), mas onde a liberdade de um transborda para a liberdade de outro. Alguém disse: “A minha liberdade termina quando interfere com a liberdade de outro”, o pior é que não é isso que acontece. O pior é que falamos à boca pequena, escrevemos rios de tinta sobre o assunto mas, NINGUÉM FAZ NADA E OS QUE FAZEM SÃO UMA MINORIA QUE LOGO É ABAFADA.
Há algum tempo atrás li na blogosfera um poema onde tinha a seguinte quadra (mais ou menos e que me desculpe o seu autor se estiver a transcrevê-la mal):
“(sobre)Vivemos numa dimocracia
feita por políticos
com as trompas laqueadas
que culminam
em leis vasectómicas.”
Sinceramente pactuo com estas palavras, mas tenho esperança em dia melhores, onde nuvens como estas desapareçam e dêem lugar a um sol radioso, quente e acolhedor, onde o Homem viverá mais em harmonia com Deus e o seu semelhante.















