10 janeiro 2008

Oração de Thomas Merton


Senhor meu Deus,

não sei para onde vou.

Não vejo o caminho em frente,

nem sei ao certo onde ele findará.

Na verdade nem me conheço

e o facto de pensar

que estou a seguir a Tua vontade

não quer dizer que eu esteja a ser-lhe fiel.

Mas creio que o desejo de Te agradar

Te agrada realmente.

E espero manter este desejo

em tudo quanto fizer.

Espero jamais fazer qualquer coisa

alheia a esse desejo.

Sei que, se agir assim,

Tu me conduzirás pelo caminho certo,

embora eu nada possa saber sobre ele.

Por isso, sempre confiarei em Ti,

mesmo que me sinta perdido

ou às portas da morte,

nada recearei,

pois Tu estás sempre comigo

e nunca me deixarás sozinho.
Numa busca sobre este monge, encontrei esta oração muito simples mas sentida, cheia de Fé e Esperança.

09 janeiro 2008

A "nossa" Cruz

Levemos a vida a sorrir, cada qual com a sua cruz porque, a fé em Cristo alimenta a nossa alma e, existem pessoas com cruzes bem mais pesadas do que as nossas e no entanto, nem nos damos conta...delas.



07 janeiro 2008

Ano novo

E após um pequeno "intervalo" para festas sagradas e profanas, cá estou eu novamente para mais um ano que desejo ser tão bom ou melhor (se possivel) que o que findou. Paz, Amor e Compreensão entre todos são os meus votos para este ano de 2008. Sigamos Cristo ao encontro da santidade possivel, lendo as sagradas escrituras.
Oremos e rezemos profundamente e meditemos mais sobre esta passagem que por aqui estamos a fazer, tentando assim, separar o trigo do joio.
Fiquem com Deus.

21 dezembro 2007

Um Santo Natal


Um Santo Natal e que Cristo aqueça os corações de todas as pessoas, são os meus votos para os próximos dias.
Fiquem com Deus!

18 dezembro 2007

Nossa Senhora das 3 mãos


É muito interessante essa devoção à Virgem das Três Mãos, cujo culto nasceu de um ícone milagroso da Mãe de Deus, que teria intercedido em um milagre alcançado por São João Damasceno, no século VIII.
Considerado o último dos Santos Padres Orientais, mais tarde declarado Doutor da Igreja, passou sua vida inteira sob o governo de um Califa muçulmano. João nasceu numa família cristã, em 675, em Damasco, Síria.
Nessa época as duas religiões ainda conviviam em relativa paz. Tanto, que seu pai, um cristão fervoroso, era um alto funcionário do Califa, o qual aprendeu a respeitar a sabedoria do pequeno João e acabou lhe dedicando uma sincera amizade.
Devido a sua cidade natal, na juventude João era chamado de 'o Damasceno' e se tornou um influente sacerdote da Igreja cristã da Síria. Foi um dos maiores e fortes defensores do culto das imagens sagradas no difícil período dos hereges iconoclastas. Mesmo atacando abertamente o governo muçulmano, sempre foi protegido das vinganças, pelo próprio Califa.
Diz a tradição, que insuflado por uma mentira que tornava João Damasceno um conspirador do governo, o Califa se sentiu traído pelo velho amigo. Por isso, ordenou que lhe cortasse a mão direita, conforme a lei muçulmana.
João Damasceno, porém, profundo devoto de Maria, rezou com toda fé diante do seu ícone. No dia seguinte, a mão estava recolocada no lugar.
Como prova de sua gratidão, ele pendurou uma mão de prata no ícone e mandou pintar um novo com esta mão votiva, diante do qual passou a fazer suas orações.
Assim surgiu o ícone da 'Virgem das Três Mãos' e sua devoção. Ao logo dos tempos o seu culto se difundiu e muitas cópias surgiram nos mosteiros e igrejas cristãs do Oriente.
No século XIII, São Sabas, filho de Estêvão I, fundador da dinastia e do Estado independente da Sérvia, antes de se retirar para o mosteiro do Monte Athos, esteve em Jerusalém e levou para seu país um ícone de Nossa Senhora das Três Mãos, para ser venerado na Catedral da capital Sófia.
Mais tarde, seu pai abdicou o trono e se recolheu à vida religiosa. Então, juntos decidiram fundaram um mosteiro para os sérvios em Kilandar, chamado 'Mosteiro da Santíssima Mãe de Deus' ou 'Casa da Santíssima Mãe de Deus de Kilandar', um reconhecido centro religioso e cultural.
Em 1459, a Sérvia ficou completamente sob o domínio dos turcos muçulmanos. O ícone venerado em Sófia foi transferido para o Mosteiro de Kilandar, local que deu origem à outra tradição cristã. No início do século XVII, certo dia, os monges desse Mosteiro não conseguiam entrar em acordo para eleger o novo guia espiritual.
Por isso, a Senhora das Três Mãos teria descido do altar para assumir essa função e comunicado os monges através de uma visão à um dos mais velhos. Daquela época em diante os religiosos de Kilandar rendem à Virgem das Três Mãos todas as honras devidas, especialmente no dia 28 de junho sua festa anual.
Com base nessas e outras tradições, a terceira mão que aparece no ícone foi interpretada como: mão auxiliadora da Mãe de Deus que sempre intercede pelos fiéis junto ao Senhor.

13 dezembro 2007

12 de Dezembro

Ontem, 12 de Dezembro foi o dia de Nossa Senhora de Guadalupe, comemorado por todo o mundo, mais destacadamente no México onde é a Padroeira. Andava há dias a pensar neste dia e de Lhe rezar um pouco mas, chegou o dia e passou-me por completo, no entanto, já em casa, e por motivos que não vêem ao caso, pedi-Lhe...melhor dizendo, supliquei-Lhe que me ajudasse naquela hora, naquele momento e sobre aquele motivo. Na hora não me apercebi o porquê do acto que tinha feito mas, logo de seguida Ela atendeu à minha suplica e, apesar de algumas núvens que ainda ficaram no céu, dentro das quatro paredes, o Sol voltou a rair.

Eu Te agradeço minha Nossa Senhora por mais uma vez me Teres ouvido e atendido ao pedido de um filho Teu. Amén

Só hoje é que dei conta do dia importante que foi o de ontem para Todos que crêem em Ti!

03 dezembro 2007

Não me quer dar alguma coisa para comer?

Como quase todos os dias, hoje estive mais um pouco ao pé d´Ele. Não só para fazer-Lhe companhia mas, também, para Lhe agradecer.
Agradecer as dádivas que tem derramado por sobre mim e por sobre os meus, ainda que muitas vezes, não O saiba agradecer e mesmo assim, “cramar” da vida que levo, com tantos irmãos em piores condições do que a minha.
Para além dos agradecimentos, Pedi-Lhe mais por mim e pelos meus que, pelos outros, mas também pedi por eles. Pedi-Lhe apoio, mesmo sabendo que se calhar não mereço. Pedi-Lhe amparo porque algumas vezes sinto-me desamparado, ainda que saiba que Ele me ampara naqueles momentos mais difíceis. Depois fiz o sinal da cruz e levantei-me.
Quando me levantei e voltei-me em direcção á porta, tinha um rapaz quase ao pé de mim, vestido normalmente, nem muito apresentado, nem mal vestido, normal, como eu e muitas outras pessoas, e fez-me a seguinte pergunta:
- Não me quer dar alguma coisa para comer? – Disse-o mas num tom de voz muito baixo, quase inaudível mas perceptível.
Naquele instante, pensei que ele queria dinheiro para tudo menos para comer, como pedia. Pensei que ele estava ali a pedir, aproveitando-se da “fraqueza” das pessoas que ali estavam a orar e “sensíveis” a este género de pedidos.
- Não tenho nada. – Respondi-lhe e continuei em direcção á saída.
Quando me benzi à saída, veio-me à “ideia” que se calhar não devia ter agido assim, que se calhar não devia fazer juízos de valor e que o rapaz, realmente queria dinheiro para comer e não para outras coisas, como inicialmente pensei. Mas o que realmente “mexeu” um pouco comigo foi pensar que, Pedi-Lhe apoio, Pedi-Lhe amparo e eu, neste gesto humano e irreflectido, voltei-Lhe as costas. Voltei-Lhe a um simples pedido que Ele me fazia e que apesar da vida não estar muito fácil, não era valor que não pudesse dar. Tanto que Ele me tem dado e eu, nem uma moeda tinha para Lhe saciar a fome.
Voltei para trás e esperei que o rapaz olhasse para não interromper as orações das restantes pessoas que ali se encontravam. Quando me viu fiz-lhe sinal e veio ao meu encontro. Pus a mão no bolso e tirei uma moeda que tinha e entreguei-lhe dizendo:
- Usa-o bem. Ao que ele me respondeu com um Obrigado.
Saí, mas saí de consciência tranquila porque, na verdade, quem sabe não terá sido Ele que estava ali à minha frente a pedir para comer?

21 novembro 2007

Pensamento


Aos poucos apercebo-me de que todos nós, precisamos do Amor de Cristo. De seguir, ou pelo menos tentar, as suas pisadas e agir do modo que Ele agiu. Cada vez mais temos sede do Seu sangue e da Sua carne, de encontrar um caminho na nossa vida, errante muitas vezes.
Esta pequena introdução porque, após o curso, vejo com regularidade junto do Sacrário algumas das pessoas que também estiveram no mesmo curso, a meditarem e a conversarem com Ele, mais ainda, todos eles dizem que vão para a Escola do Movimento em vez de ficarem em casa nas sextas-feiras à noite.
Esta constatação apenas me faz lembrar que, afinal se encontrarmos Cristo em algum lugar, logo o queremos seguir.
Pena é que nem todas as pessoas O encontrem e muitas não O queiram procurar.

16 novembro 2007

Ajudar o próximo


Depois de sair do já citado Curso de Cristandade, uma das coisas que nos foi sugerido era inserirmo-nos em movimentos (da igreja ou não) que ajudassem o próximo. Por mim, já me encontro inserido em duas situações que me dão que fazer, sem descurar, a vida família, que também é muitíssimo importante nos dias que correm. Mas mesmo assim, fiquei a pensar:
“- Se calhar devia fazer mais alguma coisa, inserir-me em mais alguma coisa em prol do próximo!”.
Mas na verdade, estando integrado em duas situações, “antes poucas e bem do que muitas sem prestar”, penso já fazer a minha quota-parte.
O mais engraçado é que no meu serviço, nunca me tinha ocorrido que é mais uma situação onde ajudo o próximo, e se não estivesse atendo, vai-se lá saber o porquê, nunca me apercebia, mas passo a explicar.
Hoje pela manhã, estava eu no meu local de trabalho, como sempre obviamente, e ao atender um casal com um problema (como tantos outros, infelizmente) e depois de os ter ouvido e pensado o que a Lei permitia para o caso concreto (sim também tenho que trabalhar com Leis do homem), disse-lhes o que haviam de fazer para resolver esse problema (enorme para eles e para mim de resolução fácil, felizmente). No fim de preencher os papéis, meramente burocráticos, disseram-me:
- Muito obrigado pela ajuda que nos deu, não sabe o peso que nos tirou!
- Não tem de quê, estamos aqui é para isso, ajudar as pessoas. – Respondi.
E aqui estou a passar este meu testemunho, do pouco que fiz, pelo muito que foi para o próximo, qual Cirineu a ajudar Cristo na sua caminhada de ajuda ao próximo, A NÓS!

12 novembro 2007

Mateus 25-40


"O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes."

07 novembro 2007

Cristo ressuscitado

Aqui na ilha onde vivo, existe uma igreja relativamente recente (igreja de São Carlos – freguesia de São Pedro) que tem uma particularidade. O Cristo, ao contrário de tantos lugares de culto onde é um Cristo crucificado, este é um Cristo ressuscitado. Por vezes sonho, se um dia pudesse fazer uma casa de raiz, modesta por certo, gostaria que tivesse uma pequena ermida onde, como nesta igreja, estaria um Cristo ressuscitado. Aliás, Cristo ressuscitado é a promessa que nos foi deixada por Ele.
Como também poderão ver, existe uma dualidade neste Cristo, por força da localização dos pontos de luz. Por um lado, o Cristo físico, ressuscitado, por outro, a sombra do Cristo que já foi crucificado.
Fiquem com Deus!

06 novembro 2007

Eu e Cristo maioria absoluta

O curso acabou para "este casal". Foi bom e bastante proveitoso. Agora, começou o 4º Dia do resto das nossas vidas.
Retiramos uma frase, quase politica mas, com muita profundidade religiosa:
"Eu e Cristo maioria absoluta"
Fiquem com Deus!

30 outubro 2007

Curso de Cristandade II


Depois de um fim de semana já passado, hoje começou um Novo dia da minha vida.
Quanto ao curso poderia dizer imensas coisas mas, falar sobre ele é dificil já que, para se perceber é PRECISO VIVÊ-LO.
Apenas deixo aqui um uma oração que Santo Agostinho rezava:

"Que eu Te conheça, Senhor, que eu me conheça"

De Colores

25 outubro 2007

Curso de Cristandade


Há dias atrás, eu e a minha mulher, fomos convidados a participar num Curso de Cristandade, que aceitamos com muito gosto. Este fim de semana vou eu e no próximo a minha mulher.

Que Cristo e sua mãe Maria Santissíma nos façam perceber e entender a Sua mensagem.

22 outubro 2007

Pai Nosso por Lauro Trevisan


PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU
Sim, estás no Céu da mente de todo ser existente que sabe no céu viver...
És meu Pai, meu Paraíso, se eu ligar-me em teu poder.


SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME..
Porque o teu nome é sagrado está sempre bem guardado em todo Bem deste mundo.
Está no homem, na planta, na fera, na ave que canta, no céu ou no mar profundo


VENHA A NÓS TEU REINO.
O teu reino é a Verdade, e o amor de toda idade, e a alegria de viver...
É a saúde perfeita, e o prazer de quem aceita que tu estás em todo ser.


SEJA FEITA A TUA VONTADE
A tua santa vontade, e me dar felicidade, é me ligar só no Bem...
É me dar logo em seguida, as boas coisas da vida que eu desejo também.


ASSIM NA TERRA como no céu...
Deus está na matéria, porque Deus não é miséria porque Deus é perfeição.
Se meu corpo está doente, liga-me em Deus novamente e fico de novo são!


Assim na terra COMO NO CÉU...
A mente é um céu eterno, ou, então, o próprio inferno, que no início se traz.
Mas fazendo a tua vontade terei um céu de verdade, de harmonia, amor e paz.


O PÃO NOSSO DE CADA DIA...
O pão é a própria abundância que eu pedindo com instância, alcanço em qualquer lugar, hoje, amanhã, cada dia, porque o universo irradia tudo que eu mentalizar.
O pão nosso é a riqueza, saúde, emprego, salário, alimento, vestuário, terra que planto e que piso...
Pão nosso é paz, harmonia, amor e sabedoria, e tudo de que preciso.


NOS DÁ HOJE...
Foi na verdade por isto, que me ensinou Jesus Cristo: pede e tu receberás.
O que pedires ao Pai, se tua mente não sai, tu sempre conseguirás

PERDOA NOSSAS OFENSAS...
Sei que em Ti não há castigo, pois sou eu mesmo que ligo o meu poder destruidor.
Quando entro em desarmonia eu produzo a avaria que me traz doença e dor.


ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO...
Eu entendi o sentido e sei que assim que se faz.
Quem perdoa como deve, tem a mente limpa e leve, tem saúde e vive em paz.


NÃO DEVEIS CAIR EM TENTAÇÃO...
Na tentação negativa de tudo aquilo que priva a gente de ser feliz.
Só ligo meu pensamento em Deus a todo momento, e Deus sempre me bendiz.


MAS LIVRAI-NOS DO MAL
O mal sou eu que o crio quando eu mesmo me desvio da Harmonia do Bem só quero, neste momento, entender que é o pensamento que cria tudo.
Amém


(Tenho este Pai Nosso em PPS, quem quiser, é só pedir.)

Fiquem com Deus

18 outubro 2007

AS PROMESSAS DE NOSSA SENHORA PARA QUEM REZAR O ROSÁRIO

Falando sobre o Rosário, o Papa João Paulo II disse: "O Rosário é minha oração predileta, oração maravilhosa!". Nossa Senhora, em todas as aparições aprovadas pela Igreja, como as de Fátima, Lourdes e tantas outras, vem pedindo a reza do Rosário:
"Apeguem-se ao Rosário. Somente o Rosário pode fazer milagres no mundo e em suas vidas".
"A vossa força será a oração. Rezai o Terço todos os dias e espalhai-o, para que o mundo se converta e tenha paz"

A quem realiza os seus desejos Ela oferece valiosas promessas, que foram confiadas a S. Domingos e ao bem-aventurado Alan de La Roche.
PRIMEIRA PROMESSA

"A todos os que rezarem, com constância, o meu Rosário, receberão graças especiais"

SEGUNDA PROMESSA

"Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças."

TERCEIRA PROMESSA

"Os devotos do meu Rosário serão dotados de uma armadura poderosa contra o inferno, pois conseguirão destruir o vício, o pecado, as heresias."

QUARTA PROMESSA

"Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças."

QUINTA PROMESSA

"Toda alma que recorre a mim, através da oração do Rosário, jamais será condenada."

SEXTA PROMESSA

"Todo aquele que rezar devotamente o Rosário e aplicar-se na contemplação dos mistérios da redenção, não será atingido por desgraças; não será objeto da justiça divina, através de castigos e não morrerá impenitente. Se for justo, permanecerá como tal até a morte."

SÉTIMA PROMESSA

"Os que realmente se devotarem à prática da oração do Rosário, não morrerão sem receber os sacramentos."

OITAVA PROMESSA

"Todos aqueles que rezarem com fidelidade o meu Rosário, terão durante a vida e no instante da morte a plenitude das graças e serão favorecidos com os méritos dos santos."

NONA PROMESSA

"Os devotos do meu santo Rosário que forem para o Purgatório, eu os libertarei no mesmo dia."

DÉCIMA PROMESSA

"Os devotos do meu Rosário terão grande glória no Céu."

DÉCIMA PRIMEIRA PROMESSA

"Tudo o que os meus fiéis devotos pedirem, através do meu Rosário, será concedido."

DÉCIMA SEGUNDA PROMESSA

"Aos missionários do meu santo Rosário prometo o meu auxílio em todas as suas necessidades."

DÉCIMA TERCEIRA PROMESSA

"Para todos os devotos do meu Rosário, eu consegui de meu Filho, a intercessão de toda a corte celeste, na vida e na morte."

DÉCIMA QUARTA PROMESSA

"Todos os que rezam o meu Rosário são meus filhos e irmãos de Jesus, meu unigênito."

DÉCIMA QUINTA PROMESSA

"A devoção ao meu Rosário é grande sinal de predestinação*."
* "Predestinação"(predestinados à salvação)

10 outubro 2007

Ser Cristão

“Quando estou ao pé de Ti sinto-me bem, no entanto, acho que devo estar na última cadeira e não na primeira como muitos fazem.
- Porquê?
Porque sendo humano e pecador, não me sinto digno de Contigo falar, “cara-a-cara”, estar ali tão próximo como se fosse um apóstolo ou alguém mais...Cristão do que eu.”

03 outubro 2007

Pensamento pela manhã

"A Vida não faria sentido, se não houvesse a morte desta para o nascimento da outra, através da Ressurreição."

E foi com este pensamento que acordei esta manhã.

02 outubro 2007

O que é um monge?

Texto retirado daqui
"O monge é um homem chamado pelo Espírito Santo a renunciar aos cuidados, desejos e ambições dos outros homens para dedicar toda a sua vida à procura de Deus. O conceito é conhecido. A realidade significada pelo conceito é um mistério. Pois, concretamente, ninguém na terra sabe com precisão o que seja "buscar a Deus" enquanto não se tiver posto em marcha para achá-LO. Homem algum pode dizer a outro em que consiste essa procura, se esse outro não for, ao mesmo tempo, iluminado pelo Espírito que fala em seu coração. Em suma, ninguém pode procurar a Deus a não ser que já tenha começado a encontrá-LO. Ninguém pode encontrar Deus sem que primeiro Deus o tenha encontrado. O monge é o homem que procura Deus porque por Ele foi achado.
Em resumo, um monge é um "homem de Deus".
Uma vez que todos os homens foram criados por Deus para que o pudessem encontrar, todos são, de certo modo, chamados a ser "homens de Deus". Mas nem todos são chamados a ser monges. Um monge, portanto, é alguém chamado a se dar exclusiva e perfeitamente ao único necessário a todos os homens - a busca de Deus. A outros é-lhes permitido procurar a Deus por caminho menos direto, levar no mundo uma vida digna, fundar um lar cristão. O monge põe essas coisas de lado, embora possam ser boas. Dirige-se a Deus pelo atalho direto, "recto trámite". Retira-se do "mundo". Entrega-se inteiramente à oração, à meditação, ao estudo, ao trabalho, à penitência, sob o olhar de Deus. A vocação do monge se distingue até das outras vocações religiosas, pelo fato de que ele se dedica essencial e exclusivamente à busca de Deus, em lugar da busca das almas para Deus.
Encaremos o fato de que a vocação monástica tem tendência a se apresentar ao mundo moderno como um problema e um escândalo.
Numa cultura basicamente religiosa, como a da Índia ou a do Japão, o monge é, por assim dizer, coisa normal. Quando a sociedade inteira está orientada para além da busca meramente transitória dos negócios e do prazer, ninguém se espanta de que homens dediquem a vida a um Deus invisível. Numa cultura materialista, porém, fundamentalmente irreligiosa, o monge se torna incompreensível porque ele "não produz nada". Sua vida parece completamente inútil. Nem mesmo os cristãos têm sido isentes dessa ansiedade por causa da aparente "inutilidade" do monge. Estamos acostumados com o argumento de que o mosteiro é uma espécie de dínamo que, embora não "produza" a graça, consegue esse bem-estar espiritual infinitamente precioso para o mundo.
Os primeiros Pais do monaquismo não se preocupavam com tais argumentos, se bem que possam ter valor quando bem aplicados. Eles não sentiam que a procura de Deus fosse algo que necessitasse ser defendido. Ou, antes, viam que se os homens não tivessem, em primeiro lugar, consciência de que Deus deve ser procurado, nenhuma outra defesa do monaquismo adiantaria.
Deus deve, então, ser procurado?
A mais profunda lei no ser do homem é a necessidade de Deus, de vida. Deus é vida. "Estava nele a vida e a vida era a luz dos homens E a luz brilhou nas trevas e as trevas não a compreenderam" (Jo 1,4-5). Compreender a luz que no meio delas brilha é a maior necessidade que têm nossas trevas. Por isso, deu-nos Deus como seu primeiro mandamento: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças". A vida monástica nada mais é do que a vida daqueles que tomaram o primeiro mandamento com a maior seriedade, e, como diz São Bento, "nada preferiram ao amor de Cristo".
Mas quem é Deus? Onde está?
O monaquismo cristão é busca de alguma pura intuição do Absoluto? Um culto do Bem supremo? A adoração da Beleza perfeita e imutável? O próprio vazio de tais abstrações torna o coração frio. O Santo, o Invisível, o Todo-Poderoso é infinitamente maior e mais real do que qualquer abstração inventada pelo homem. Mas Ele próprio disse: "O homem não me pode ver e viver"(Ex 33,20). Entretanto, o monge persiste em exclamar com Moisés: "Mostra-me a Tua face"(Ex 33,13).
O monge, portanto, é alguém que procura tão intensamente a Deus que está pronto a morrer para poder vê-LO. Por isso é que a vida monástica é um "martírio" bem como um "paraíso"; uma vida ao mesmo tempo "angélica" e "crucificada".
São Paulo resolve, do seguinte modo, o problema: "Deus que disse: ‘Do seio das trevas brilhe a luz' foi quem fez brilhar sua luz em nossos corações, para que façamos brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Jesus Cristo" (2Cor 4,6).
A vida monástica é a rejeição de tudo que obstrui os raios espirituais dessa misteriosa luz. O monge é alguém que deixa atrás de si a ficção e as ilusões de uma espiritualidade meramente humana, para mergulhar na fé em Cristo. A fé é a luz que o ilumina no mistério. É a força que se apodera das íntimas profundezas de sua alma e o entrega à ação do Espírito divino. Espírito de liberdade. Espírito de amor. A fé o segura e, como outrora fez com os antigos profetas, "firma-o sobre seus pés" (Ez 2,2) diante do Senhor. A vida monástica é vida no Espírito de Cristo, vida em que o cristão se dá inteiramente ao amor de Deus que o transforma na luz de Cristo.
"O Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, ali está a liberdade. E todos nós que, com o rosto descoberto, refletimos como espelhos a glória do Senhor, nós nos transformamos nesta mesma imagem, cada vez mais resplandecente, conforme a ação do Senhor, que é espírito" (2Cor 3,17-18). O que São Paulo diz da vida interior de todo 0 cristão, torna-se, em realidade, o principal objetivo do monge vivendo em solidão no claustro. Procurando a perfeição cristã, procura o monge a plenitude da vida cristã, a inteira maturidade da fé cristã. Para ele, "viver é o Cristo".
Para estar livre da liberdade dos filhos de Deus, renuncia o monge ao exercício da sua própria vontade, ao direito à propriedade, ao amor do conforto e do bem-estar, ao orgulho, ao direito de fundar uma família, à faculdade de dispor do seu tempo como bem entender, a ir aonde quer e a viver conforme bem lhe parece. Vive só, pobre, em silêncio. Por que? Por causa daquilo em que ele crê. Crê na palavra de Cristo que prometeu: "Em verdade vos digo: Não há ninguém que tenha abandonado a casa ou os pais, ou os irmãos, ou a esposa, ou os filhos, por causa do reino de Deus, e que não receba muito mais no tempo presente, e, no século futuro, a vida eterna" (Lc 18,29-30).
O MONGE E O MUNDO
O mosteiro não é nem um museu, nem um asilo. O monge permanece no mundo que abandonou, e é, nele, uma força poderosa, embora oculta. Para além de todas as tarefas que poderão acidentalmente se ligar à vocação do monge, este age sobre o mundo pelo simples fato de ser monge. A presença dos contemplativos é para o mundo o que o fermento é para a massa, pois há vinte séculos o próprio Cristo declarou nitidamente que o Reino dos céus se assemelha ao fermento oculto em três medidas de farinha.
Mesmo sem nunca sair do mosteiro em que vive, nem pronunciar uma palavra ouvida pelos demais homens, está o monge inextricavelmente envolvido nos sofrimentos e problemas da sociedade a que pertence. Deles não lhe é possível escapar, nem ele o deseja. Não está isento de prestar serviço nas grandes lutas de seu tempo, antes, como soldado de Cristo, está designado para tomar parte nessa batalhas, combatendo no "front" espiritual, no mistério, pelo sacrifício de si próprio e pela oração. Isso ele faz unido a Cristo crucificado, unido também a todos aqueles por quem Cristo morreu. Está consciente de que o combate não está dirigido contra a carne e o sangue, e sim "contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados nos ares" (Ef 6,12).
O mundo contemporâneo está em plena confusão. Está atingindo o ápice da maior crise na história. Nunca, antes, houve tamanha reviravolta na raça humana inteira. Forças tremendas: espirituais, econômicas, tecnológicas e políticas estão em movimento. A humanidade se vê à beira dum abismo de nova barbaria; restam, todavia, ao mesmo tempo, possibilidades quase incríveis de soluções imprevistas, a criação de um mundo novo e de uma nova civilização, tal como jamais se viu.
Estamos enfrentando o Anticristo ou o Milênio; ninguém sabe dizer se um ou o outro.
Neste mundo em perpétua mutação, permanece o monge como baluarte de uma Igreja que não muda, contra a qual as portas do inferno não podem prevalecer. É verdade que a própria Igreja se adapta, porque é ela uma Corpo vivo, um organismo em constante crescimento. Onde há vida, tem de haver desenvolvimento. Na ordem monástica, também deverá manifestar-se adaptação, desenvolvimento, crescimento.
Diante de Deus, diante dos homens, diante do mundo de concupiscência, seu antagonista, está o monge carregado de tremenda responsabilidade, a responsabilidade de continuar a ser aquilo que seu nome significa: um monge, um homem de Deus. Não apenas alguém que abandonou o mundo, mas alguém capaz de representar Deus neste mundo que o Filho de Deus salvou pela morte na Cruz.
O mosteiro nunca poderá ser, simplesmente, o refúgio de uma arquitetura de falso estilo gótico, de cultura clássica, e de piedade convencional. Se o monge nada mais é do que um burguês bem estabelecido na vida, com os preconceitos e o bem-estar de um membro da classe média e a habitual mediocridade que daí deriva, descobrirá que sua vida não foi dedicada a Deus, e sim ao "serviço da corrupção", e desaparecerá com tudo que é efêmero.
Por outro lado, a vocação do monge proíbe-lhe descer à planície para tomar parte nas lutas que aí se travam. Só poderá considerar como tentações as opções que o mundo lhe oferece e as oportunidades de tomar posição em favor de uns ou contra outros. A vocação do monge chama-o exclusivamente ao que é transcendente. Está e deverá sempre se manter acima das facções humanas. Isso quer dizer que é susceptível de se tornar vítima de todas elas. Contudo, não deve renunciar à posição exclusivamente espiritual que lhe cabe, de maneira a proteger a própria pele ou ter um teto para si.
Todavia, nunca a vida monástica deverá ser de tal modo "espiritual" que chegue a impedir toda encarnação. Aqui também haveria infidelidade. O monge tem de permanecer real, e só o poderá ser mantendo-se em contacto com a realidade. Mas, para ele, a realidade está encarnada na Criação, obra de Deus, na humanidade, suas dores, suas lutas e seus perigos. Cristo, o Verbo, se encarnou de maneira a viver, sofrer, morrer e ressuscitar em todos os homens, libertando-os, assim, do mal, pela espiritualização do mundo material. O monge, portanto, permanece neste mundo em caos, mundo de carne em que ele e sua Igreja proclamam incansavelmente a primazia do espírito, mas fazem-no dando testemunho da realidade da Encarnação do Verbo. Para o monge, como para todo cristão, "viver é o Cristo". A comunidade monástica, já o vimos, vive da caridade e para a caridade, uma caridade que mantém a "lumen Christi", a luz de Cristo ardendo na escuridão de um mundo incrédulo. O mosteiro é um Tabernáculo em que o Altíssimo habita entre os homens, santificando-os e unindo-os a Si em seu Espírito. A comunidade monástica se dedica incansavelmente a todas as obras de misericórdia, em especial, às obras espirituais de misericórdia. Aos olhos do mundo, o mosteiro se ergue como incompreensível sacramento da misericórdia de Deus para com os homens. Incompreensível; portanto, incompreendido. Que há nisso de surpreendente? O próprio monge não consegue avaliar plenamente sua vocação; ainda menos pode ele compreendê-la. Contudo, a misericórdia de Deus está nele. Se assim não fosse, ele nada seria. Isso é algo que o monge não pode ignorar, se é verdadeiramente monge.
Se, em certo sentido, o monge se mantém acima das divisões da sociedade humana, não quer isso dizer que não lhe caiba um lugar na história das nações. Sempre teve e terá por vocação uma atitude de simpatia e compreensão para com todo movimento cultural e social que favoreça o desenvolvimento do espírito humano; por vocação, continuará a fazê-lo. Os beneditinos se celebrizam por seu humanismo, e ninguém ignora que os monges preservaram as tradições culturais da Antigüidade. Os monges serão sempre parte integrante de qualquer sociedade que favoreça a verdadeira liberdade, pois os próprios monges são centros de liberdade espiritual e transcendente. Como tal, o mosteiro representa, neste mundo, a caridade divina de que todas as liberdades e comunhões humanas nada mais são do que a sombra.
Por isso é que importa ao monge, acima de tudo, ser aquilo que seu nome significa: um solitário, alguém que, pelo desapego de tudo, se tornou "só". Mas, na solidão e no desapego, o monge está de posse duma vocação à caridade que atinge dimensões muito maiores do que a de qualquer outra. Pois aquele que tudo abandonou tudo possui, aquele que deixou a companhia dos homens permanece com todos pela caridade de cristo que nele vive, e aquele que renunciou a si próprio por amor a Deus é capaz de se dedicar à salvação de seus irmãos, com o poder irresistível do próprio Deus. "

Prólogo da Vida Silenciosa