22 maio 2009

Vim Aqui

Vim aqui, ó virgem Mãe
Sem saber o que dizer
Eu olhava a tua imagem
Não a conseguia ver
Sentei-me e assim fiquei
Em silêncio a pensar
Senti descer, ó Mãe
Sobre mim o teu olhar
Foi então que eu comecei
Com alegria a rezar

Um poema belo, não só pela sua simplicidade mas também pela profundidade contida nele. Como nem só da letra se vive aqui está o link de onde podem fazer o download dele cantado.


03 maio 2009

A Oração, o caminho para Deus


"(...) Conta-se, num romance americano, a história de um famoso pregador que empolgava as multidões: «Diante do seu púlpito, um velhinho seguia fielmente todos os sermões. O pregador estava muito contente com o seu êxito. Um dia, apareceu-lhe um Anjo: "Felicito-te pelas tuas conferências...és excelente! Mas já reparaste num velhinho que vem sempre ouvir-te?" "Sim, já o vi", respondeu o orador sagrado. Acrescentou o Anjo: "Fica então sabendo que ele vem, não para te ouvir, mas para rezar por ti. É graças às suas orações que os teus sermões fazem tanto bem aos fiéis"».

Excerto do Livro "Os Defeitos de Maria"

20 abril 2009

Marta e Maria

Em Lucas 10 (38-42), temos a seguinte passagem:

"Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra. Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.» O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; - mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»"

Durante a leitura do livro "Deus responde no deserto" encontrei a seguinte passagem, a respeito do acima mencionado:

"FECUNDIDADE DA VIDA CONTEMPLATIVA

Entre os variados e profundos aspectos da vida contemplativa que particularmente nos interessam e que, por assim dizer, nos dão segurança, situa-se a sua fecundidade apostólica: fecundidade que se realiza na maior medida, apesar das condições e dos meios que pareceriam próprios a impedi-la, o isolamento e o silêncio. É verdade que a actividade apostólica, na sua expressão mais usual, concretiza-se pelo movimento e pela palavra. O próprio Salvador a definiu na missão conferida aos Apóstolos: «Ide e pregai a todas as gentes». Não é no entanto menos verdade que a vida contemplativa — a «melhor parte» segundo palavras do mesmo Jesus — transforma elementos aparentemente opostos em validíssimos instrumentos de uma idêntica finalidade e de um mesmo resultado.
«A paixão missionária e o sentimento eclesial são componentes fundamentais de toda a autêntica vida contemplativa. A contemplação, como conhecimento de Deus, não é só um mistério de intimidade individual, mas também um mistério, de união com os irmãos. Servo e adorador de Deus, mas também filho da terra, o contemplativo não pode deixar de ser bem humano, de se encontrar muito presente no coração do mundo. Não só presta homenagem à transcendência divina, como sabe encontrar em Deus um amor ardente pelo próximo."

Realmente, quer a passagem na Sagrada Escritura, quer esta passagem do livro em questão mostra-nos a "diferença" entre a vida activa e a vida contemplativa no seio da Santa Igreja. No meu fraco entender uma não substitui a outra, no entanto, não devemos descurar a parte contemplativa, não devemos passar ao lado daqueles(as) irmãos(as) que vivem apenas na contemplação, "a melhor parte" segundo Nosso Senhor Jesus Cristo.

É certo que todos nós (meros cordeiros de um rebanho maior), temos um pouco das duas. Umas vezes somos Marta e outras vezes somos Maria mas se, a melhor parte é a contemplação, tentemos contemplar mais o Divino e oremos por aqueles (as) que "apenas" O contemplam.

16 abril 2009

É A ESTA ESTUPEFACÇÃO QUE SE CHAMA EVANGELHO OU BOA NOVA - por D. ANTÓNIO COUTO‏

1. «Do SENHOR veio isto:/ isto é MARAVILHOSO (niphla’t / thaumastê) aos nossos olhos! ESTE-O-DIA que fez o SENHOR:/ exultemos e alegremo-nos nele!» (Salmo 118,23-24).

2. Não é um dia cíclico, um dia entre outros dias, o dia que o salmista aclama! Os dias, de resto, fê-los todos o SENHOR (Génesis 1,1-2,3). Trata-se aqui de um DIA novo, e sem série (cf. Eclesiástico 33,7-9). É o profético «DIA do SENHOR», aqui totalmente cheio da acção benfazeja do SENHOR!

3. Os Evangelhos documentam esta alegria grande e nova e esta ESTUPEFACÇÃO MARAVILHOSA a abrir o nascimento de JESUS e o DIA novo da sua Ressurreição. Alegria grande (chará megálê) evangelizada (euaggelízomai) aos pastores, mas que é para todo o povo (Lucas 2,10). De facto, todos quantos escutaram os pastores ficaram MARAVILHADOS (thaumázô) (Lucas 2,18). Em estado de MARAVILHA (thaumázôn: particípio presente) ficou Pedro quando leu os sinais do túmulo aberto (Lucas 24,12), e depois os Onze e os outros com eles, movidos pela alegria (chará) e pela MARAVILHA (thaumázontes: particípio presente) (Lucas 24,41), um versículo sobrecarregado com as notas da alegria incontida e da esfuziante MARAVILHA.

4. Só assim, em estado de MARAVILHA permanente, Maria Madalena pode ir anunciar: «VI (heôraka) o SENHOR!» (João 20,18), e os Dez podem dizer a Tomé, chamado o Gémeo, talvez nosso: «VIMOS (heôrákamen) o SENHOR!» (João 20,25). Os dois verbos «ver» estão no tempo perfeito, pelo que, de facto, significam: «VI e continuo a VER», «VIMOS e continuamos a VER». Um VER perfeito.

5. Lendo muito bem o mistério de Cristo, o Papa João Paulo II, no início do seu Pontificado, deixou escrito, com palavras luminosas, na Encíclica Redemptor Hominis, n.º 10, de 04 de Março de 1979, que o homem deve «apropriar-se e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção para se encontrar si mesmo», e ficar assim «MARAVILHADO face a si mesmo», «ESTUPEFACTO perante o seu valor e dignidade». E acrescenta ainda que é «a esta ESTUPEFACÇÃO que se chama Evangelho ou Boa Nova».

6. Os missionários cultivam a alegria, o espanto e a MARAVILHA, e compete-lhes colocar este mundo em estado de MARAVILHA, ou não fôssemos nós também testemunhas destas coisas (cf. Lucas 24,48; Actos dos Apóstolos 2,32). E, portanto, somos nós, somos nós, Senhor, a prova de que Tu ressuscitaste!

7. Uma Páscoa cheia de CRISTO RESSUSCITADO, MARAVILHA do SENHOR aos nossos olhos, meu irmão da Páscoa.

António Couto

01 abril 2009

Regresso

Não se pode passar o resto da vida no cimo da Montanha. Devemos sim, beber da fonte para depois refrescar quem por nós passa. Para depois dar-mos testemunho de que Cristo é vida e Vive em cada um de nós.

12 março 2009

"Deus responde no deserto"

De 25 a 29 desde mês vou estar em “retiro” no rancho de romeiros do qual faço parte. Este ano, sinto que preciso de “atravessar um deserto”. Um deserto de jejum e abstinência, um deserto de "pão e água". No meio dos restantes irmãos, não quero ser diferente deles, no entanto, preciso de sentir a “aridez” que por vezes (sem que seja de propósito) faço os outros passarem. Preciso de sentir a “falta de alimento” (atenção, carinho, compreensão, dialogo…) que por vezes (sem que seja de propósito) faço os outros passarem.

Não sei se serão sinais divinos ou meramente conjugações que a minha mente vai fazendo mas, tal como o livro que estou a ler que dá pelo título de “Deus responde no deserto” espero que ao atravessar este deserto de 5 dias Ele me responda. Não sei bem a quê, muito honestamente, mas sei e sinto que Ele vai-me responder a algo.


Fiquem com Deus e Sua Mãe Maria Santíssima

02 março 2009

Simão, O Cirineu


"A caminho do Calvário (Mt 27,32-33; Lc 23,26-32; Jo 19,16-17) - Levaram-no, então, para o crucificar. Para lhe levar a cruz, requisitaram um homem que passava por ali ao regressar dos campos, um tal Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo. E conduziram-no ao lugar do Gólgota, que quer dizer ‘lugar do Crânio’. "
Muitos poderão dizer "- Quanta honra teria sido se "eu" estivesse no lugar de Simão!" sem saberem da profundidade deste simples gesto. Na verdade, Nosso Senhor Jesus Cristo poderia ter feito mais um milagre a Si mesmo e não o fez. Poderia ter intercedido ao Pai e também não o fez. No entanto, permitiu que um pecador (como todos nós) tivesse essa "honra" no intuito de nos mostrar (muito possivelmente), que todos nós temos que carregar com a nossa Cruz, por muito pesada que ela possa ser. Alías, no meu modesto entender, Jesus Cristo depois de ressuscitado, tornou-se (para todos nós) um Simão de Cirene.

26 fevereiro 2009

Oremos

foto retirada daqui
Aproveitemos esta Quaresma para orar. Orar muito, principalmente pelos mais esquecidos e especialmente...por todos.

17 fevereiro 2009

O horror do vazio




Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.
Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.

Artigo retirado http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo

21 janeiro 2009

"O Grande Silêncio"



Como é do conhecimento da maioria de quem por este meu espaço passa de quando em vez, nutro uma empatia por estes nossos irmãos sem uma razão aparente mas, mesmo assim admiro-os profundamente.
Após esta apresentação, e depois de ter visualizado não só com os olhos mas sim com a alma este excelente filme que retrata a vida interior da Grande Chartreuse, casa-mãe da Ordem dos Cartuxos, uma passagem, das poucas onde o silêncio é interrompido por algumas palavras (por sinal de uma profundidade extrema) ficou-me gravada como um dos maiores louvores que se podem fazer a Deus, um amor incondicional ao Pai, a passagem em que um monge mais velho, quebra o silêncio para agradecer a Deus por te-lo tornado cego. Depois diz: “Tenho a certeza que Deus o fez para o bem da minha alma”.

19 janeiro 2009

Possivel definição de Romeiro

O romeiro é um monge que, pela Quaresma, troca a clausura do convento pela clausura do ambiente que o rodeia e na qual, consegue contemplar com a alma (os pequenos milagres de Deus) aquilo que os olhos não vêm no dia-a-dia.

08 janeiro 2009

Ano de 2009


E eis que chegámos a mais um ano de vida, de fé e de esperança.
Neste ano que agora começa, falasse muito na crise (que aparentemente existe), das guerras entre homens de fé, dos aumentos das reformas, das obras megalómanas (entre outras coisas) e no entanto, quem detêm o poder sobre esses assuntos esquecesse dos que estão “mais abaixo”.
Neste ano que agora começa, e para além daqueles que pouco têm, lembremo-nos daqueles que nada têm, lembremo-nos dos sem-abrigo, que para além de não terem comida, bebida ou roupa, nem um tecto têm onde se abrigarem, principalmente nesta altura do ano, onde a chuva não para, onde o vento teima em assobiar e onde as temperaturas nos aconselham a usar roupas quentes.
Peçamos a Deus mas sem nos esquecermos de Homens que somos, para que Ele os ampare e que Nós não passemos ao lado. Suplicamos a Deus que Lhes dê “O pão-nosso de cada dia” mas que Nós não nos esqueçamos de ajuda-los também.

19 dezembro 2008

Um santo Natal

Um Santo Natal com muita Paz, Esperança, Amor e Amizade, são os meus sinceros votos a todos os que por aqui passam.

12 dezembro 2008

A Consagração

E neste dia consagrado a Nossa Senhora de Guadalupe, também eu me consagrei a Ela.

10 dezembro 2008

"Apenas" e tão só...

Faz hoje 7 anos que a minha Avó materna partiu para o Pai, que Ele (se ainda não a Recebeu) a Receba na Sua misericórdia.

03 dezembro 2008

Avé Maria


Ave Maria, gratia plena
Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus fructus ventris tui Jesus.
Sancta Maria, Mater Dei,
Ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis nostrae
Amen.

28 novembro 2008

Por vezes...

Por vezes, quanto mais queremos ser humildes perante Deus, mais soberbos nos tornamos ao pensarmos que determinada situação aconteceu por causa dos nossos actos ou orações diárias, quando na realidade (muito possivelmente) bastou a reza de um terço por parte de uma criança mas, com sinceridade, devoção e muito sentida.

20 novembro 2008

A cruz de cada 1

Cada um de nós, tem a sua cruz em Cristo, no entanto, se tivermos Maria no coração, por muito grande que ela seja, será sempre leve.
Magnificat

A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da Sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o Seu Nome.
A Sua Misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do Seu braço,
e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos do Seu trono
e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, Seu servo,
lembrado da Sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre.
Amen.

18 novembro 2008

São José

Hoje não é o dia dedicado a ele, nem tão pouco na Bibilia é muito falado mas, José, esposo de Maria, como o nome indica, foi "aquele que faz crescer, que protege o crescimento" do filho de Deus.
Com disse São Gregório de Nazianzo
"O Senhor reuniu em José, como num sol, tudo o que todos os santos juntos têm de luz e de esplendor".