05 setembro 2008

Oração sem Fé

Existem dias
Como o de hoje, por exemplo
Em que me sinto preso
No meio do vazio
Onde o nada é tudo
E Ele passa ao meu lado
E nada faz

Oro, rezo e medito
Com fé mas
Fé é algo que não sinto
Cá dentro
No meio do coração
Mas sinto que Ele passa
E olha sem me ver

Sinto-me desolado
Abalado, deprimido, triste
E não alcanço ou vislumbro
O lado positivo
Ou o lado cristão
Das coisas menos boas
Que me vão acontecendo

Onde está
O Seu apoio e benevolência
A quem O ama?
Mesmo amando-O
Parece que não ouve
As minhas preces
As minhas suplicas

Apesar de vozes ocas
Apregoarem o contrário
Suplico e rego a Ela
Que interceda por mim, e
Nem mesmo assim
Parece que Ele me ouça
Ou que A ouça

4 de Setembro de 2008
Paulo

02 setembro 2008

Porquê?

Porquê meu Bom Deus de alguns meses para cá me tens virado as costas?
Porquê quanto mais oro, mesmo no carro e com fé, nem Tua Mãe te demove?
Porquê, depois de te pedir que intercedesses pela minha mulher na resolução do seu problema, deixaste que ainda piorasse mais?

Onde está o lado positivo e cristão de tudo isto?
Onde está o Teu apoio e benevolência a quem te Ama?
Onde estás, que parece não ouvires as minhas preces?

Admito que estou magoado conTigo, não perdi a fè mas, sinto-me abalado, desolado, deprimido, triste;
Admito que sinto rancor quando não devia ter;
Admito que penso em deixar de ir Ver-Te no sacrário, como quase diariamente tenho feito.

Algumas pessoas poderão dizer "- Assim Ele fica sozinho e triste!". Eu respondo " - E eu, que me sinto sozinho e triste, sem o Seu apoio, sem um pouco de luz nem um sinal?"

Sinceramente minha Santa Mãe, nem mesmo através de Ti ele se demove nas minhas suplicas.
Porquê?

28 agosto 2008

Sub tuum praesídium

À vossa protecção

À vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém
Em latim
Sub Tuum

Sub tuum praesídium confúgimus, Sancta Dei Génetrix.Nostras deprecatiónes ne despícias in necessitátibus, sed a perículis cunctis libera nos semper, Virgo gloriósa et benedícta.Amen
E com esta oração, segundo consta muito antiga, fico-me por aqui. Que Ela interceda por todos nós junto a seu filho Nosso Senhor Jesus Cristo.

26 agosto 2008

...

Lá diz o ditado:
"Não há fome

que não dê em fartura."


Por mim, Meu Deus...contentava-me pelo meio, se não for pedir muito.


19 agosto 2008

De regresso

Neste sociedade
Cada vez mais
Desfocada

Em que esperamos
Alcançar
A Luz Divina


Precisamos
De um farol, um guia
Algo que nos oriente

Porque mesmo
No meio do azul profundo
Existe algo mais

E não está perdido
Nos confins dos tempos
Nem nas pedras trabalhadas

Mas sim
Na presença D´Ele
Aquele que por nós


Se entregou
Em troca
De todos nós

02 julho 2008

Apenas ser Pai

Não sei se serei
Um bom pai
Ou apenas mais um
No meio de muitos

Não tive a sorte
De ter tido um exemplo bom
Ou apenas mais um
No meio de muitos

Por vezes fico sem saber
Se as decisões tomadas
Serão boas ou apenas mais uma
No meio de muitas

O que me faz sentir predisposto a continuar
É saber que mesmo aqueles
Que tiveram bons exemplos
Por vezes não sentem se são bons
Ou apenas mais um no meio de muitos.

2 de Julho de 2008
Paulo

01 julho 2008

7 habitos dos bons pais e dos Pais brilhantes


E há falta de "melhor", aqui fica a introdução ao livro de Augusto Cury que dá pelo nome de "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes" que estou a ler. Caso alguém queira, tenho em suporte informático e posso enviar por email.


PARTE 1 - Sete Hábitos dos Bons Pais e dos Pais Brilhantes

1 • Bons pais dão presentes, pais brilhantes dão seu próprio ser
2 • Bons pais nutrem o corpo, pais brilhantes nutrem a personalidade
3 • Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar
4 • Bons pais preparam os filhos para os aplausos,pais brilhantes preparam

os filhos para os fracassos
5 • Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam como amigos
6 • Bons pais dão informações, pais brilhantes contam histórias

7 • Bons pais dão oportunidades, pais brilhantes nunca desistem

20 junho 2008

Espirito Santo

E para o fim de semana que se aproxima, desejo a todos que o Espirito Santo vos ilumine, neste mundo cada vez menos iluminado infelizmente, mas com Fé e Esperança em Deus e Sua Mãe Maria Santíssima sei e sinto, que ainda existem pessoas, mesmo no meio da tempestade, que conseguem iluminar os caminhos de outros irmãos que, por esta ou aquela razão se sentem com pouca luz.

13 junho 2008

Orações

Há alguns anos atrás, ria-me com algum ar depreciativo, admito, daquelas “jovens senhoras” (principalmente) da 3ª idade que andavam de porta em porta a entregar folhetos, novenas, orações e afins.

Hoje dou-me conta, ainda que anonimamente, a fazer o mesmo e sinto-me bem.

Quando digo anonimamente, é porque algumas das vezes em que vou á igreja conversar um pouco com Ele, por vezes levo alguma oração que li “aqui ou ali” para a poder recitar convenientemente ou uma passagem mais ou menos espiritual que me tocou (previamente imprimida) e depois deixo-a no banco onde me sentei para ser aproveitado por outra pessoa.

Quem sabe se as pessoas que a seguir ali chegam, não estavam à procura dessas palavras ali deixadas?

12 junho 2008

Coroa pelas almas do Purgatório

E porque normalmente rezamos por nós, pelos nossos, e principalmente pelos vivos, aqui fica a "Coroa pelas Almas do Purgatório", tantas vezes esquecidos, e que (aos nossos olhos e pensamento) bastaria apenas uma oração para subirem para o pé do Altissimo.
Assim, quando puderem, rezem. Se todos os que por aqui passam, mesmo que que não comentam, o fizerem, tantas Almas que ficarão agradecidas e, quem sabe (na nossa forma de pensar) não será um parente nosso a ser Abençoado...:
"Meu Jesus, pelo abundante suor de sangue que derramastes no Jardim de Gethsémani, tende piedade das Almas dos meus antepassados mais queridos que sofrem no Purgatório.
Pai Nosso, Avé Maria
Que as Almas dos fiéis defuntos pela Misericórdia Divina, descansem em paz. Ámen.
Meu Jesus, pelas humilhações e troças que sofrestes diante dos tribunais até ser esbofeteado, maltratado pelo povo e banido como um malfeitor, tende piedade das Almas dos nossos defuntos que no Purgatório esperam para serem glorificados no Vosso Reino.
Pai Nosso, Avé Maria
Que as Almas dos fiéis defuntos pela Misericórdia Divina, descansem em paz. Ámen.
Meu Jesus, por esta coroa de agudos espinhos que trespassaram a Vossa Santa Face, tende piedade da Alma mais abandonada e sem socorro, e daquela que está mais longe de ser liberta do Purgatório.
Pai Nosso, Avé Maria
Que as Almas dos fiéis defuntos pela Misericórdia Divina, descansem em paz. Ámen.
Meu Jesus, pelos dolorosos passos que destes com a Cruz sobre os ombros, tende piedade da Alma que está mais próxima de ser liberta do Purgatório, e pelas dores que sofrestes com Vossa Santa Mãe no encontro no caminho do Calvário, livrai das penas do Purgatório as Almas que foram fiéis a esta Mãe Bem-Amada.
Pai Nosso, Avé Maria
Que as Almas dos fiéis defuntos pela Misericórdia Divina, descansem em paz. Ámen.
Meu Jesus, pelo Vosso Santíssimo Corpo estendido sobre a Cruz, pelos Vossos Pés e Mãos trespassados pelos cravos, pela morte cruel e pelo Vosso Santíssimo Lado aberto pela lança, tende piedade das Almas sofredoras e aceitai-as na Vossa doce companhia no Paraíso.
Pai Nosso, Avé Maria
Que as Almas dos fiéis defuntos pela Misericórdia Divina, descansem em paz.Ámen."

09 junho 2008

Uma frase...



“Quando pedires, agradece logo!” é uma frase pequena, simples, mas com uma profundidade imensa onde, nem sempre é possível alcançar a dimensão real e espiritual da mesma.
Como humanos que somos, imperfeitos, cheios de vícios e pecados, nem sempre é fácil ter tanta Fé e Esperança ao ponto de quando pedimos algo, agradecermos logo, como se tivéssemos a certeza absoluta de que esse pedido será aceite. Não que não sejamos ouvidos, mas porque entre o pedido e a dadiva, por vezes passa tanto tempo (humanamente falando) que pensamos que não somos ouvidos. Tal como crianças, por vezes queremos que a resposta seja quase imediata e, (in)felizmente nem sempre é assim.
Realmente ao agradecermos logo, estamos a confiar e a dar todo o nosso ser, mas também (penso eu) a depositar-Lhe toda a nossa Esperança.

Uma frase que me enviaram e que ainda estou a “meditar” sobre ela.

06 junho 2008

Nascer do Sol

E para o fim de semana, deixo-vos um nascer do sol, tirado no pico da ilha do Pico, esperando que aqueles que se encontram no escuro na noite, comecem aos poucos (como eu) a ver a Luz que Ele emana e sentir o abraço doce e terno da Sua Mãe Maria Santíssima.

05 junho 2008

Mãe

Ò minha Santa Mãe
Suplico-te…
Imploro-te…
Auxilia-me…
Intercede…
junto do teu Filho por mim.
Amén!

02 junho 2008

Mãe, o meu dia chegou ao fim...

Confesso que andava à procura de outro cântico, o "Mãe, o meu dia chegou ao fim...", mas todos os que encontrei não estavam como no livro dos nossos Câticos de Romeiros deste ano, talvez tenha sido um sinal ou nem por isso, não sei, mas encontrei este pequeno mas muito belo cântico:
"Vim aqui, ó virgem Mãe
Sem saber o que dizer
Eu olhava a tua imagem, não te conseguia ver.
Sentei-me e assim fiquei, em silêncio a pensar, senti descer ó mãe, sobre mim o Teu olhar.
Foi então que comecei, com alegria a rezar!"
No meio do aparente deserto, que tantos adoram, vou remando à procura de água...

30 maio 2008

Por x

Há dias em que a nossa alma está como o tempo…sombrio, chuvoso e
sem vontade de continuar.

15 maio 2008

"Eis-me aqui"


"Se queres possuir a verdadeira e perpétua vida, guarda a tua língua de dizer o mal e que teus lábios não profiram a falsidade, afasta-te do mal e faz o bem, procura a paz e segue-a". E quando tiveres feito isso, estarão meus olhos sobre ti e meus ouvidos junto às tuas preces, e antes que me invoques dir-te-ei: "Eis-me aqui".
Uma passagem retirada da "Regra". Um pequeno texto que me enviaram referente a Ordens Monásticas (se não me engano) que é excelente. Pensar que quando fizermos o Bem (o que nem sempre é fácil) Ele, sem que o invoquemos falará connosco logo de seguida, dá uma paz de espirito. Que bom seria todos nós ouvi-Lo.
Quem tiver interessado posso mandar este pequeno texto por mail.

14 maio 2008

09 maio 2008

“Deus faz as coisas acontecer no momento certo da nossa vida.”


Este é o pensamento que aparece no mail de uma irmã das “Filhas de Santa Maria de Guadalupe - F.S.M.G.
Estas religiosas regem-se pelo carisma que é levar, como Maria, o amor de Cristo através de uma vida contemplativa e activa, numa profunda humildade e simplicidade, predilecção pelos pobres, laboriosidade e um grande respeito pela Hierarquia eclesiástica, e pela missão que é educação, catequese, missões, promoção dos meios rurais e indígenas, disponibilidade para desempenhar qualquer tarefa que a Hierarquia eclesiástica lhe confie, sem perder de vista o carisma.

Descobri por mero acaso, no Anuário Católico, quando fazia uma busca por outras razões.

Para além do pensamento ser muito profundo é simultaneamente de uma simplicidade extrema, é uma grande verdade.
Realmente, Deus não faz as coisas acontecerem quando queremos (e tantas vezes que suplicamos para que aconteça) mas sim, no momento certo. E com este pensamento que daria para uma tese, vou para fim-de-semana, desejando a todos que fiquem com Deus Pai, Deus Filho e Sua Mãe Maria Santíssima.

29 abril 2008

Tratado da Verdadeira Devoção à Santissima Virgem

Não sei quando começou esta minha devoção a Ela, ou melhor dizendo, sei quando começou (conscientemente falando), no entanto, quando realmente Ela começou a entrar dentro da minha alma, não sei. Talvez possa dizer que começou quando fui concebido, quando este meu corpo foi impregnado com esta alma, talvez…
Depois desta curta introdução, este meu artigo tem a ver com isso mesmo, a minha Devoção a Nossa Senhora.
Já fazia algum tempo que procurava online o livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luís-Maria Montfort, mas ia “adiando” esta busca até que no blog A Capela, (MEME 5 Livros) encontrei um empurrão para a minha busca. Depois disso agradeço ao Nelson pelo link que me enviou onde pude fazer o download desse Tratado e de outros livros cheios de tanta Fé.
Após a leitura com calma e com o coração aberto para as palavras deste divinal Tratado cheguei à conclusão, de que a minha Devoção não chega aos calcanhares da de São Luís-Maria Montfort. Ainda gatinho aos poucos em direcção a Maria, ao contrário de muitos mas, com Fé e Esperança espero dentro de algum tempo, com a Sua ajuda e apoio, começar a andar na Sua direcção.
Depois desta leitura, apenas desejo tornar-me digno de ser “escravo” de Maria, conforme é citado no Tratado. Para isso é preciso seguir alguns passos e, esses passos, para além da leitura prévia do já citado livro, estão compilados neste belo local que a amiga Malu criou, também ela devota de Nossa Senhora.
A todos os que por aqui passam, peço (se possível e sem obrigação), façam o download do Tratado e leia-no, com calma e ponderação e depois digam-me se não sentiram um calor imenso nos vossos Corações ao lerem tão…belo e simples livro de uma extrema devoção.

24 abril 2008

Ternura

Neste inicio de novo ano
Que hoje começa
Minha Mãe Santíssima
Vim ao Teu encontro
Mais uma vez.

Nesta vida
Inconstante por vezes
És e serás sempre
Uma presença constante
Na minha vidas e dos meus.

O meu coração
Bombeia mais depressa
E o calor aperta-o
Ao aproximar-me de Ti
Santa Virgem Maria.

Novamente a Teus pés me ajoelho
Não em sinal de penitência
Apesar de pecador confesso
Mas em sinal de respeito e louvor
Santa Mãe de Deus.

Hoje agradeço-Te
Todas as bênçãos concedidas
E por conceder
A mim, aos meus
E a quem mais precisa.

Neste inicio de ternura
Que maior bênção receber
Senão a Tua Infinita Ternura
Para comigo e para com os meus
Minha sempre Mãe.

No Teu regaço deposito
Todo o meu ser
Tal como uma criança
Faria à sua mãe
Minha Mãe e Mãe de todos nós.

Olho-Te nos olhos
À procura de uma resposta
Nas Tuas mãos
À procura de um gesto
E nada obtenho.

No entanto
Sei e sinto
Que a resposta será dada
Não no Teu olhar imóvel
Nem nas Tuas mãos estáticas

Mas sim no meu coração
Que bombeia mais depressa
E o calor aperta-o
Quando ao pé de Ti estou
Minha Santíssima Mãe.

23 de Abril de 2008
Paulo

18 abril 2008

ORAÇÃO DE SÃO BERNARDO (LEMBRAI-VOS)


Hoje acordei com esta oração nos meus pensamentos.

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa protecção, implorando o vosso auxílio, e reclamando o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança, ó Virgem das virgens, como à Mãe recorro e de vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus, mas dignai-vos de as ouvir propícia e me alcançar o que vos rogo. À vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.


Uma bela oração à Virgem Santíssima.

09 abril 2008

Mãe Santíssima

Ajoelhei-me a teus pés
Minha Mãe Santíssima
Orei, supliquei e implorei-te
Uma intercepção a teu filho
Nosso Senhor Jesus Cristo

Tu com esse sorriso meigo
Estendeste-me a mão
Quem sabe a dizer
“Eu ajudo-te!
Segura-te na minha mão.”

Ele abriu-me os braços
Como que a dizer-me
“Vem, meu filho!
Vem a meus braços que te conforto.”

Eu apenas derramei
Algumas gotas de orvalho
Com vontade de ali ficar
Orando infinitamente a Ti.

Esqueci-me de Te agradecer
Todas as graças concedidas
...até este momento,
Minha Mãe Santíssima.

Paulo
08/04/2008

07 abril 2008

Um Domingo Abençoado

Poderia escrever muitas palavras sentidas aqui e agora, poderia até explanar de uma forma ou de outra a alegria quem invade os corações da nossa família desde ontem à tarde, no entanto…

…aqui e agora Lhe agradeço a intercepção que fez junto a Deus nosso Pai pela graça que nos concedeu. Afinal, já há quase 9 anos que a minha cunhada e família não entravam na nossa casa.
As razões pouco importam, essas já se esfumaram no tempo e o que interessa é o dia de “amanhã” e a Fé que Nela tenho depositado nas minhas orações e nas conversas que com Ela vou tendo diariamente.

24 março 2008

Domingo de Páscoa


Ontem foi Domingo de Páscoa, o dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou dos mortos. Tal como Ele, nós também almejamos a ressurreição e a vida eterna, depois da passagem por este mundo onde, tentamos levá-la o mais cristã possível.

Ontem tivemos na nossa casa um almoço de família, não sendo muito numerosa, foram precisas duas mesas para sentar todos. Depois de uma tarde calma, para o fim do dia começamos a ter algumas visitas “inesperadas”. Ao princípio foram aquela conversas retóricas, de circunstâncias, de aquecimento como me lembrei na hora. Depois? Bem, depois vieram as conversas de fundo, de desabafos sobre a vida, duvidas sobre como actuar nesta ou naquela circunstância e inter ajuda entre as famílias presentes.

Num dia como o de ontem (Ressurreição de Jesus Cristo) dá que pensar sobre se essas visitas “inesperadas” e das conversas de fundo não seriam algo mais do que isso…

18 março 2008

Apoios

Foto de Diogo
Os nossos bordões, qual apoio que nos ampara durante a caminhada, ficam fora das igrejas, porque lá, não precisamos desse apoio, lá...é o próprio Senhor Jesus Cristo que nos apoia e não nos desampara.

14 março 2008

CARTA DE GUIGO I A UM AMIGO SOBRE A VIDA SOLITÁRIA


Há algum tempo que tenho feito algumas descobertas interessantes sobre a vida monástica. Na verdade e ao contrário do que algumas "vozes do mundo", que nos querem fazer passar a ideia de que estas pessoas, são pessoas doentes em vários aspectos, reparo que, na verdade, somos "nós" as pessoas doentes. Umas que não vêem e outras que não querem ver que, para além desta vida, existe Outra...na plenitude da presença do Senhor. De entre muitas, escolhi os Cartuxos como exemplo, sem que esqueça os restantes, que se note, e deles retirei esta carta, escrita faz tempo, no entanto muito actual, sobre a vida solitária...a qual nada tem a ver com a vida em solidão.

"1. Ao Reverendo..., Guigo, o menor dos servos da Cruz que estão em Chartreuse: “Viver e morrer por Cristo” (Cf. Fl 1,21).
2. Um imagina feliz o outro. A meu ver, aquele que o é verdadeiramente não é o ambicioso que luta para conseguir honras altivas num palácio, mas aquele que escolhe levar uma vida simples e pobre no deserto, que gosta de aplicar-se à sabedoria no repouso1, e deseja com ardor permanecer sentado e solitário no silêncio (Cf. Lm 3,28).
3. Porque, brilhar nas honras, estar elevado em dignidade, é, a meu ver, cosia pouco tranqüila, exposta a perigos, sujeita a cuidados, suspeita para muitos, e para ninguém segura. Alegre no princípio, equívoca com a prática, é triste no seu termo. Aplaude os indignos, indigna-se contra os bons, e a maioria das vezes, zomba de uns e de outros. Fazendo muitos infelizes, não faz ninguém feliz, nem satisfeito.
4. Em compensação, a vida pobre e solitária, pesada no começo, fácil no seu curso, torna-se no fim celeste. Está firme nas provas, confiante nas incertezas, modesta no êxito. É frugal na alimentação, simples no vestir, reservada nas palavras, casta nos costumes, e objeto dos maiores desejos porque não deseja absolutamente nada. Sente muitas vezes o aguilhão do arrependimento pelos seus pecados passados, evita-os no presente e previne-se contra eles no futuro. Espera na misericórdia, mas não contam com os seus méritos. Aspirando vivamente aos bens celestiais, rejeita os da terra. Esforça-se por adquirir uma conduta provada, mantém-se nela com perseverança, e guarda-a para sempre. Entrega-se aos jejuns pelo hábito da Cruz, mas aceita alimentos por exigência do corpo. Dispõe uma e outra coisa com a mais perfeita medida; com efeito, domina a gula sempre que decide comer, e o orgulho, sempre que quer jejuar. Dedica-se ao estudo, mas sobretudo das Escrituras e de obras religiosas nas quais o miolo do sentido a mantém mais ocupada que a escuma das palavras. E, o que é mais surpreendente e mais admirável, permanece sem cessar no repouso, e, ao mesmo tempo, nunca está ociosa2. Multiplica as suas ocupações, de modo a faltar-lhe a maioria das vezes o tempo mais que atividades diversas. E lamenta-se mais freqüentemente da falta de tempo que do aborrecimento do trabalho.
5. E que mais dizer? É um belo tema aconselhar o repouso3, mas semelhante exortação exige um espírito senhor de si que, cuidadoso com o seu próprio bem, desdenhe intrometer-se nos assuntos públicos ou alheios; um espírito que sirva sob Cristo na paz de forma a evitar ser simultaneamente soldado de Deus e defensor do mundo, e que saiba perfeitamente que não pode gozar aqui com este século e reinar no outro com o Senhor.
6. Mas estas coisas e outras semelhantes são muito pouco se te lembras do que bebeu sobre o patíbulo Aquele que te convida a reinar com Ele. De bom ou mal grado, importa-te seguir o exemplo de Cristo na sua pobreza, se queres ter parte em Cristo nas suas riquezas. “Se participamos nos seus sofrimentos, diz o Apóstolo, reinaremos também com Ele” (Rm 8,17), “Se morremos com Cristo, viveremos também com Ele” (2Tim 2, 11-12). O próprio Mediador respondeu aos dois discípulos que Lhe pediam para se sentarem um à sua direita e o outro à sua esquerda: “Podeis beber o cálice que Eu vou beber?” (Mt. 20, 21-22)4. Mostrava-nos deste modo que se chega aos festins prometidos dos Patriarcas e ao néctar das taças celestes pelos cálices das amarguras terrestres.
7. E porque a amizade já alimenta a confiança e que tu, meu apreciado amigo em Cristo, sempre me foste caro desde o dia em que te conheci, exorto-te, animo-te e peço-te, visto que és prudente, ponderado, sábio e muito hábil, que subtraias ao mundo esse pouco da tua vida que ainda não foi consumido; não tardes em queimá-lo para Deus, como um sacrifício vespertino (Ps 140,2), depondo-o sobre o fogo da caridade (Cf. Lv 1,17), a fim de que, a exemplo de Cristo, sejas tu próprio sacerdote e também “Vitima (em sacrifício de) agradável odor para Deus” (Ef 5,2)5 e para os homens.
8. Mas, a fim de compreenderes mais plenamente para onde tende o ardor de todo este discurso, indico brevemente à prudência do teu juízo qual é o voto do meu coração e ao mesmo tempo o seu conselho: como homem de coração generoso e nobre, abraça o nosso gênero de vida, tendo em vista a tua salvação eterna, e, feito novo recruta de Cristo, vigiarás, fazendo uma guarda santa no campo da milícia celeste, depois de teres posto à cinta a tua espada (2Tm 2,11-12), por causa dos temores da noite (Ct 3,8).
9. Portanto, como se trata para ti duma coisa boa no seu empreendimento, fácil na sua realização e feliz no seu acabamento, peço-te que ponhas na consecução de um tão justo “negócio” tanta aplicação quanta a graça divina para tal te conceder. Onde e quando deves fazê-lo, deixo a escolha decisiva disso à tua sagacidade. Mas não creio de forma nenhuma que um prazo ou demora nisso seja algo vantajoso para ti.
10. Mas não me alongarei mais sobre tal assunto, receoso de que este discurso rude e deselegante te moleste como freqüentador do Palácio e da Corte. Tenha, pois, esta carta um fim e uma medida, coisa que não terá nunca o meu grande afeto por ti.

Notas:
1- Como nos diz o estudioso do Monacato Primitivo dos Padres do Deserto, Dom García Colombás, osb (BAC nº. 588, p. 653 y 693), o ideal dos monges orientais que eles designavam com a palavra hesychía, apátheia, os monges ocidentais o traduziam com o vocábulo repouso, quies, puritas cordis, pax, etc. Quando aqui nos fala Guigo do otium do contemplativo, se está referindo a esse ideal, ao qual já fazia referência São Bruno nas suas cartas (Cf., p.e.: Ad Radulphum., 4 e 7; Ad Fratres, 2), no qual já se tinha exercitado aos pés de Jesus Maria de Betânia, como o mesmo Guigo nos fala nos seus Consuetudines Cartusiæ, XX, 2. [regresso]
2- Guigo emprega nesta carta os mesmos termos utilizados por São Bruno ao dirigir-se a seu amigo Raul: Aqui se pratica um repouso bem ocupado, se repousa numa sossegada atividade (Ad Radulphum., 6). [regresso]
3- Ao aconselhar aqui Guigo a seu amigo o repouso, o otium contemplativo, devemos entender que o faz nas duas facetas que isso comporta. A este respeito, Dom G. Colombás fez notar que o ideal dos monges do Deserto levava consigo, por um lado, como estado de vida, a hésychia material, ou permanência repousada na solidão do ermo, e por outro lado, a hésychia interior, ou repouso silencioso, como estado da alma a que se ordena a primeira (Idem. Pág. 692). Tudo isso exige do solitário a seria ascese de negar-se a se mesmo e carregar a cruz de cada dia, como bom soldado de Cristo. [regresso]
4- Perante estas citações da Palavra de Deus, o quinto sucessor de Bruno centraliza a genuína milícia do monge, no deserto, em sua inserção no mistério pascal de Cristo. [regresso]
5- O apreço de Guigo pela dimensão sacerdotal da vida do monge, como membro de Cristo pelo Batismo (Cf. 1Pd 2, 9), fica aqui uma vez mais patente com esta citação do Apóstolo (Cf. Ef 5,2). [regresso]"

13 março 2008

Divórcio na hora: Casados ao abrigo da Lei portuguesa podem divorciar-se pela Internet a partir de hoje



13 de Março de 2008, 11:35


Lisboa, 13 Mar (Lusa) - Todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem a partir de hoje divorciar-se em poucos minutos através de um portal na Internet.
O portal Divórcio na Hora.Com foi lançado pelo mandatário judicial (advogado) português Januário Lourenço em conjunto com uma empresa de tecnologias ligadas à justiça sedeada na Inglaterra.
Segundo Januário Lourenço, este serviço agora disponibilizado de forma gratuita para divórcios simples (sem bens ou filhos comuns) é célere, reduzindo o tempo médio do processo, que envolve requerentes, procuradores e conservatória.
Divorciar-se através da Internet demora entre 04 e 20 minutos, desde que estejam disponíveis todos os elementos relativos aos cônjuges e procuradores.
Por outro lado, adiantou, torna-se simples porque só é preciso indicar o nome, morada, datas e conservatórias de nascimento de ambas as partes, introduzir a data e conservatória de casamento e colocar a assinatura electrónica para, automaticamente, o divórcio ser emitido.
Com este sistema, explicou, um divórcio simples custa apenas o valor dos emolumentos, não havendo outras despesas adicionais.
"O sistema permite a resolução rápida de divórcios simples entre pessoas que já não vivem na mesma casa nem têm nada em comum mas que deixam perdurar a situação", afirmou Januário Lourenço à Lusa.
O "divórcio na hora" permite a duas pessoas casadas requerer o seu divórcio por acordo mútuo, por via electrónica, e fazendo uso do cartão do cidadão.
O valor legal é igual ao do requerimento de divórcio tradicional.
Nesta fase de lançamento, o serviço está apenas disponível para os titulares do Cartão do Cidadão.
Na fase inicial, este serviço é grátis, mas o portal pretende evoluir para a realização de outro tipo de divórcios mais complexos, pagos, para os cidadãos e mandatários judiciais, disponibilizando minutas variadas, nomeadamente, as que concernem à regulação de casa de morada de família, poder paternal, pensão de alimentos, casamento com e sem partilha de bens e com convenção pré-nupcial.
Mas só em Abril, depois de auscultação pública, é que está prevista a entrada em funcionamento do serviço para outro tipo de divórcios.
O portal é uma inovação que tem como base a Lei do Cartão do Cidadão (CC).
Nos termos dessa lei, é aplicável a assinatura electrónica qualificada do CC aos cidadãos portugueses que residem em Portugal ou nas Comunidades Portuguesas, dentro e fora da União Europeia, e ainda aos cidadãos brasileiros que residem em Portugal ao abrigo do Tratado de Porto Seguro.
Segundo Januário Lourenço, este sistema é 100 por cento seguro, uma vez que a partir do momento em que a parte que emite o requerimento introduz os dados que poria num requerimento em papel, está 100 por cento garantida por um certificado digital.

GC.
Lusa/Fim

Poderia dizer alguma coisa sobre este assunto mas, já o publicar aqui, está tudo dito sobre o que penso em relação a "modernices" como esta. Apenas deixo um pensamento no ar:

"O namorar, a meu ver, é conhecer o outro, conhecerem-se os dois. Nos últimos anos, apercebo-me que já muitos poucos namoram nestes pressupostos, apenas existe o conhecimento muito superficial e depois cama. Se forem bons na cama, estão aptos para casar."

12 março 2008

Cartuxos de Évora

Recebi dos Cartuxos de Évora uma pagela do Cristo que se "vê ao fundo" com uma oração por trás muito bela, a qual abaixo transcrevo:

Oração
ao SANTO CRISTO
da CARTUXA DE ÉVORA
Senhor Jesús:
Durante mais de dois séculos
ouvistes as orações dos monges brancos.
Depois, durante mais de um século,
na ausência deles atendestes tão piedosamente
as preces dos visitantes eborenses, que estes
Vos chamaram Santo Cristo dos Milagres.
Agora, Senhor, escutai com igual amor
o canto dos cartuxos aos vossos pés
e as súplicas dos devotos fora da clasura.
E finalmente recebei-nos a todos
junto de Vós no Céu.
Assim seja!
Posto isto apenas deixo uma passagem da carta que acompanhava:
Nós não falamos de Deus aos homens = falamos dos homens a Deus.
Com esta frase fica tudo dito da riqueza espiritual que estes homens (e mulheres noutros paises) vivem diariamente na companhia de Deus, num silêncio onde até se consegue ouvir a Voz D ´Ele, na brisa que corre ou na ausência dela.

07 março 2008

Sem titulo


Poderia dar um titulo diferente, mais sugestivo. Até poderia escrever um lindo texto, todo poetico e cheio de sentimentos de Fé e Esperança. Poderia ainda acrescentar o que sinto ao ver esta minha cruz com a fita a esvoaçar ao sabor do vento que se fazia sentir, mas não vou fazer nenhuma dessas coisas.
Hoje, em véspera de fim de semana, deixo apenas aqui esta foto, desta minha cruz, onde Cristo (sem estar aparentemente), esteve e estará sempre presente, mais que não seja na brisa ligeira que naquele momento passava por ela.