Local onde de quando em vez, qual confessionário, deixarei algumas pegadas dos meus pensamentos Cristãos
22 setembro 2010
17 setembro 2010
Deserto
Vagueio pelo deserto mais árido e seco que conheci até agora.
Tento a todo o custo e com as minhas forças imaginar-me ao Teu colo nesta areia mas, o conjunto de pegadas que vejo, sinto que são só as minhas.
Já estive em outros desertos mais aconchegantes e menos inóspitos.
Vou parar um pouco, reflectir, meditar e orar, porque mesmo que a minha reflexão seja frouxa, a minha meditação seja cheia de ruídos e a minha oração esvaziada de conteúdo, penso (sonho) que terá algum valor e, pouco que seja a Deus, deverá ser mais do que deixar-me afundar nestas areias que, não sendo movediças, são tão finas que, passo a passo que dê, vou-me “afundando”.
09 setembro 2010
Um pensamento para este dia
"Para alguém que tenha fé, nenhuma explicação é necessária. Para aquele sem fé, nenhuma explicação é possível."
São Tomás de Aquino
08 setembro 2010
Carta a uma filha de Maria de Nazaré
“Deus escreve direito por linhas tortas” diz o povo desde longa data e com muita razão, aliás, salvo melhor opinião, todos os ditados criados e ainda hoje em uso, têm um fundamento lógico e com nexo, e não foram criados ao acaso ou numa altura em que o seu criador estava inspirado.
Esta pequena introdução irmã, vem na sequência do artigo anterior (homem de Deus). Estava eu a ver os meus emails quando reparei que tinha um de ti. Abri, como costume, e li com calma e ponderação aquilo que me dizias.
Assim, a dada altura, dizes-me que desde há algum tempo apelidaste-me de “homem de oração” e que o mesmo é um nadinha mais que o anterior, ou seja, que para ser um “homem de oração” tem que primeiramente ser um “homem de Deus”.
Realmente foi uma afirmação arrebatadora, bombástica até mas, ao contrário da do outro artigo, esta não mexeu comigo da mesma maneira. Aparentemente, nada senti, senão a constatação da afirmação que, a meu ver, tem lógica e fundamento. Na verdade, para sermos homens de Oração, temos que ser antes de tudo mais, homens de Deus.
Como disse, aparentemente nada senti, no entanto, foi nessa aparente falta de alguma sensação que arrebatasse o meu coração, que fiquei a pensar estes dias.
Hoje e após alguma meditação/introspecção constatei que esta tua afirmação é que uma fiel devota de Maria, já que foi na tua simplicidade e humildade que me chamaste tal coisa. Só alguém que segue-O ao lado de Maria diria, tal como todas as suas aparições ao longo dos tempos em que apenas pede que Orem. Só mesmo quem tem convicção e fé na oração, dar-me-ia um apelido tão simples e belo mas, em simultâneo, tão poderoso como a oração o é, tão simples como Maria o foi ao anjo Gabriel e tão silencioso mas fecundo como a oração deve ser.
Eu, minha irmã, sem querer ser repetitivo, sou um pecador ainda a caminho de ser homem de Deus. Oro, é certo e é na Oração que me identifico com Deus, mais do que na acção, no entanto, tantas são as vezes que oro sem saber orar. Inúmeras são as vezes que conto as contas do terço mas o meu pensamento está longe d`Ele. Imensas são as vezes que nem o Coroa de Nossa Senhora rezo e quando rezo, nem sempre sinto-me convicto nas palavras que me banham a mente. Converso muitas vezes com ela, como de filho para mãe mas, será isso orar? Sinto-me amparado por ela porque, quando lhe peço algo, raras são as vezes que a sua intercepção não é atendida e, se não é, é porque Nosso Senhor deve achar que não é chegada a altura de atender a tal pedido mas, com tantas falhas na minha “vocação” de oração, serei um homem de Oração?
Tens razão quando dizes que pensavas que no outro blog iria continuar a escrever orações como a 1ª oração e “desiludi-te”, porque tem sido muito amiúde os meus escritos por lá.
Agora, após estas toscas palavras, sinto que, aparentemente quase nada senti, no entanto, sem querer com o que vou dizer a seguir, vangloriar-me ou algo assim pecaminoso, sinto que é assim que os filhos da Virgem Maria devem ser, isto é, na humildade humanamente possível, não se ficaram pelos elogios, não se sentirem num “altar” quando são ditas coisas positivas a seu respeito, ainda que com alguma verdade inserida.
Se calhar, mesmo nas orações ditas e não sentidas, Nossa Senhora soube aproveitar uma mera vogal ou uma simples consoante e tornou-a perante Deus uma oração digna d`Ele e, com esta aparente falta de sensação, ela voltou a colocar-me no caminho certo em direcção a Deus, no caminho da humildade, sinceridade e seguindo Cristo como ela segui-O, sem me sentir mais que os outros, aliás, tendo como lema próprio “um irmão como os demais”, a sensação de euforia que senti no anterior artigo, ainda que possa ter sido, em parte, uma Graça, um mimo para um homem de Deus, também se calhar fiquei um pouco presunçoso de mais e com essa atitude pequei.
Como disse no inicio “Deus escreve direito por linhas tortas” e com este comentário que me fizeste, Maria, através das tuas palavras fez-me descer do “altar” em que me sentia e voltei a ser apenas e tão só uma tentativa de homem de oração, como aqueles que, no silêncio das suas clausuras, separados de todos, oram por eles, sem que muitos “deles” o saibam ou sonhem.
06 setembro 2010
"homem de Deus"
Há dias atrás, num blog que visito regularmente e num contexto que seria demasiado explicar aqui, o seu autor apelidou-me de “homem de Deus”.
Confesso que por uma breve fracção de segundo, senti um calor abrasador na minha pequena alma, com esta afirmação minimalista e breve mas, ao mesmo tempo, de uma enorme grandeza inexplicável. Depois, veio ao de cima a parte humana de mim, a parte em que senti-me inchado, importante e quase como sendo alguém muito próximo do Altíssimo. De seguida, pedi-Lhe perdão, quase que inconscientemente, por ter tido esses pensamentos normais para o homem mas, tentações para quem é crente, para quem tenta diariamente seguir Cristo por intercessão da Sua Mãe Maria Santíssima. Para quem se diz ser, apenas e tão só Cristão como os demais.
Há noite, não sei se por obra e graça do Espírito Santo (como dizemos na gíria e algumas vezes em jeito de gozo) novamente essa expressão batia incessantemente na minha mente “homem de Deus” como se quisesse dizer algo mais do que apenas isso. É certo que, em termos religiosos, já me deram muitos apelidos, uns bons e outros menos bons, mas todos eles com um impacto na alma muito menor que este. Este realmente mexeu muito comigo porque, nesta pequena afirmação, este irmão em Cristo conseguiu, sem saber ou tão pouco imaginar, agregar todos os outros apelidos num só.
Aos poucos fui ruminando-a para ver se conseguia extrair alguma seiva, alguma gota de orvalho ou algumas proteínas necessárias para a minha alma, mas acabei por adormecer antes que se fizesse luz, antes que retirasse algum ensinamento.
Agora, e enquanto vou passando para esta folha de papel inexistente, com esta tinta virtual, aos poucos vou sentido, não só o peso mas, principalmente, a responsabilidade de tal apelido. Sim, porque apesar de ser membro efectivo da A.P.A. (Associação de Pecadores Anónimos) na qual, comprometi-me que, todos os dias da minha vida, tentaria não pecar, tentaria segui-Lo com todas as minhas forças, todos nós Cristãos, membros do A.P.A. ou não, somos co-responsáveis com aqueles e aquelas que se entregaram a Deus de alma e coração. Apesar de leigos, somos as pedras vivas da Igreja e assim sendo, também temos responsabilidades perante Deus, também temos deveres perante os nossos irmãos e não, como alguns possam pensar, que só temos direitos, e os deveres, esses são para os sacerdotes e afins.
Sermos “homens de Deus”, para além de toda a enormidade inserida, para além de toda a carga emocional e teológica inserida, é agirmos como tal, é sermos sacerdotes, profetas e reis aqui e agora e não amanhã… se calhar. É usarmos dos meios disponíveis neste tempo, para passarmos a “boa nova” a quem está um pouco debilitado na fé mas, principalmente, a quem não tem fé ou a perdeu. É também darmos a mão a que está estendido, o ombro a quem precisa de apoio, uma palavra amiga a quem precisa de auto-estima ou apenas ouvir quem precisa falar, entre muitas outras acções.
Termino confessando a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que nem sempre sou o Cristão que devia ser, que muitas vezes peco com todos os poros do meu corpo e não “… muitas vezes por pensamentos, palavras, actos e omissões”, mas é “por minha culpa, minha tão grande culpa” porque diariamente “peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós irmãos, que roguem por mim a Deus nosso Senhor” e sabendo que intercedem, esta minha pequena alma sofre, quando caio em tentação.
“homem de Deus”… tão perto e tão longe que me encontro desse estatuto mas, foram gotas de água pura na minha alma, muitas vezes impura. Que Nossa Senhora interceda a Deus Nosso Senhor por este irmão, “fruta que cairá quando estiver madura” como me explicou um irmão romeiro, sacerdote por sinal.
02 setembro 2010
“Padres de púlpito precisam-se!”
Quase todas as igrejas possuem um púlpito, local onde os padres antigamente proferiam as leituras da Sagrada Escritura e respectivo sermão. Hoje, na sua grande maioria, são apenas e tão-somente um adorno da igreja, algo que quase parece mais uma varanda com vista para a igreja ou, em cerimónias como casamentos e baptizados, para quem foi contratado para filma-las e/ou fotografá-las. Hoje em dia, as leituras e respectivo sermão são proferidos ao mesmo nível do que os fieis, ao contrário de outros tempos, em que os referidos fieis tinham que olhar para cima.
Independentemente de pontos de vista teológicos ou de directivas da Santa Sé, não quero dizer com esta pequena introdução (quiçá controversa), que pense que os padres devam voltar a usar o púlpito, fisicamente falando. É certo que ainda existem alguns que não deixam acumular pó ou teias de aranha no referido local mas, quando digo que “Padres de púlpito precisam-se!” refiro-me a padres que o são na verdade da palavra, contra tudo e todos, em nome da fé que professam, ou seja, que não se deixam amordaçar pelo poder económico ou político. Que não entram em cantigas, como por exemplo “o socialmente correcto”. Jesus Cristo, naquele tempo também em nome de Deus, não foi nas cantigas de então. Que não caem na tentação do marasmo que se vê em algumas igrejas por este país dentro, principalmente nas missas dominicais, onde as leituras são monocórdicas, e infelizmente, como se isso já não fosse bastante, as explicações da Sagrada Escritura ficam há quem das expectativas da maioria dos fieis, como se o padre não tivesse tido tempo durante a semana para se preparar convenientemente ou como se os fieis não fossem perceber.
A propósito “das expectativas da maioria dos fiéis” há tempos atrás, numa procissão de freguesia, e na sequência de um comentário sobre devoção/obrigação um padre dizia para um outro:
- Não sei o que é que este povo de Deus pretende de nós!”
Bem, na sequência do já acima escrito, o que o povo de Deus possivelmente pretende dos padres de hoje, é que, espanejam as missas, tirem as teias de aranhas dos bancos que não são usados e, por amor de Deus, para além de uma preparação conveniente, principalmente para as missas dominicais, não tenham medo em explicar a Sagrada Escritura à luz dos dias de hoje, ou seja, de um ponto de vista catequetico e profético. De um ponto de vista de sacerdote para fiel, onde não exista a critica pessoal e por vezes destrutiva, o recado a alguém que está na igreja ou pontos de vista pessoais “ofensivos” sobre “determinado(s) movimento(s) da igreja. Todos nós somos filhos de Deus e todos nós professamos a fé em Deus, seja como individuo e/ou inserido em algum movimento.
O que também o povo de Deus possivelmente pretende é que os padres sejam-no, não por obrigação, mas sim por devoção.
Costumo dizer (como possivelmente muitos outros fieis) que existem “padres que chamam-nos à igreja e outros que nos afastam”. Graças a Deus que ainda existem muitos padres que nos chamam à igreja, aqueles a que apelido de Padres do púlpito, no entanto, apesar de (ainda) muitos, começam a ser poucos para a messe que é grande.
Termino dizendo que, com este artigo de opinião pessoal, não estou a apontar o dedo ou a fazer uma crítica destrutiva a algum sacerdote em particular, muito pelo contrário, tento com este modesto artigo despertar o ardor dos nossos corações quando Ele nos fala durante a caminhada terrena e nos explica as escrituras, em especial aos padres, mas também a todos os fieis (começando por mim) que também por vezes, contribuem para a apatia geral nas missas.
25 agosto 2010
Clarissas na Ilha de São Miguel
Dois apontamentos para a posteridade de um mosteiro de contemplativas nos Açores. Gostei de falar com uma das irmãs.
23 julho 2010
Jesus explica a parábola do semeador
Mt 13,18-23
“- Então escutem e aprendam o que a parábola do semeador quer dizer. As pessoas que ouvem a mensagem do Reino, mas não a entendem, são como as sementes que foram semeadas na beira do caminho. O Maligno vem e tira o que foi semeado no coração delas. As sementes que foram semeadas onde havia muitas pedras são as pessoas que ouvem a mensagem e a aceitam logo com alegria, mas duram pouco porque não têm raiz. E, quando por causa da mensagem chegam os sofrimentos e as perseguições, elas logo abandonam a sua fé. Outras pessoas são parecidas com as sementes que foram semeadas no meio dos espinhos. Elas ouvem a mensagem, mas as preocupações deste mundo e a ilusão das riquezas sufocam a mensagem, e essas pessoas não produzem frutos. E as sementes que foram semeadas em terra boa são aquelas pessoas que ouvem, e entendem a mensagem, e produzem uma grande colheita: umas, cem; outras, sessenta; e ainda outras, trinta vezes mais do que foi semeado.”
Esta é a leitura para o dia de hoje.
Depois de a ler, deparei-me com a situação de me sentir enquadrado neste “As sementes que foram semeadas onde havia muitas pedras são as pessoas que ouvem a mensagem e a aceitam logo com alegria, mas duram pouco porque não têm raiz” e neste “Outras pessoas são parecidas com as sementes que foram semeadas no meio dos espinhos. Elas ouvem a mensagem, mas as preocupações deste mundo e a ilusão das riquezas sufocam a mensagem, e essas pessoas não produzem frutos”, isto é, no 1º caso ouço a mensagem e aceito-a com alegria, mas por vezes essa alegria dura pouco, ainda que tente a custo, mantê-la o mais possivel. No entanto, não abandono a Fé. No 2º caso também ouço a mensagem mas, as preocupações do dia-a-dia, algumas vezes sufocam a mensagem e relego-a para 2º plano…infelizmente.
Espero e desejo que, com a ajuda do Espirito Santo, um dia me torne em terra boa…
20 julho 2010
"Deuscidências"
Este fim-de-semana aconteceu-me uma coisa um pouco diferente do que é habitual, passo a explicar-te:
- Vou recebendo e lendo alguns PPS`s, entre os quais, aqueles a que posso apelidar de cariz religioso, entre os quais, aqueles em que determinadas pessoas, por oração, pedido ou meramente uma conversa com Deus, Ele “aceita” e manda o que queremos por terceiros, isto é, nem sempre é como pensamos que seja, no entanto, Ele dá-nos a resposta.
Pois na passada madrugada de sexta para sábado, estava na cama sem sono e pus-me a pensar que precisava de falar com determinada pessoa para me ajudar numa determinada tarefa. Não que a pessoa em questão residisse muito longe mas, passam-se meses que não me cruzo com ela.
Sábado de manhã, estava eu a deitar algum lixo fora num contentor que se encontra na rua onde resido (por sinal um pouco desviada do caminho corrente e como tal um pouco calma) e eis que para um carro ao pé de mim e o condutor, pergunta-me se precisava de ajuda (por “mero acaso”) a pessoa que tinha pensado nessa madrugada).
Não importa se aceitei a ajuda ou por mais vergonha que custo a declinei mas, o “caricato” da questão foi que, muito possivelmente devido à conversa com Deus, Ele ter-me respondido.
16 julho 2010
Onde puseram Deus nesta Sociedade?
Vivemos numa época, na qual o Homem pensa já ter o conhecimento total sobre quase tudo e aquilo que ainda não sabe, não é obra de Deus, ou seja, a grande maioria dos seres humanos tendo já adquirido um enorme grau de conhecimentos em quase todas as áreas da vida, pensa e age como se Deus tivesse sido uma invenção dos nossos antepassados e como tal, alguns põem em causa a Sua existência, mesmo entre aqueles que se dizem Cristãos e outros, já nem duvidam da sua não existência.
Nos dias de hoje, todos aqueles que O seguem, são na sua maioria de rotulados de retrógrados, antiquados ou outros termos mas, todos eles depreciativos. Aliás, na maioria dos países ditos desenvolvidos, a religião apesar de ter séculos de existência e ser aceite, democraticamente falando, cada vez mais os governantes desses mesmos países, criam leis que afastam o Homem do seu Criador. Cada vez mais, indirectamente e em passinhos de lã, vão empurrando o Cristão e o Cristianismo para um canto onde não incomode, não opine, não critique (ainda que construtivamente) e principalmente não interfira em determinadas leis, leis essas que do ponto de vista governativo, são “progressivas”, “inovadoras” e até “humanas”. Lamentavelmente, na minha maneira de ver essas mesmas determinadas leis, todas elas são tudo menos progressivas, inovadoras ou humanas. Todas elas enquadram-se no consumismo, no facilitismo e na pressão que certos grupos da sociedade fazem junto dos governantes, no intuito de fazer prevalecer as suas ideias em detrimento do que é humanamente e eticamente correcto, e eles (os governantes) na maioria das vezes deixam-se ir ao sabor do vento e atrás das cantigas que lhe dizem aos ouvidos, infelizmente.
Aqueles que O seguem, como eu e muitos daqueles que neste momento lêem estas linhas, sentem o mesmo que eu sinto, isto é, o ser Cristão e Segui-Lo é cada vez mais difícil, mas não é impossível.
O começo deste “empurra os Cristãos para um canto” já ocorreu á alguns anos. Primeiro com situações muito subtis, mas actualmente, com situações muito concretas, a saber (entre outras que me esteja a esquecer):
- Retirar os crucifixos das salas de aula (por causa das crianças que professam outros credos). Há poucos dias passou por mim um abaixo-assinado sobre a reposição dos mesmos nas salas de aula, atendendo a que (entre outros argumentos) Portugal é maioritariamente Católico (quis perceber isso). Se formos para países muçulmanos (entre outros credos), apesar de haver igrejas católicas, somos confrontados diariamente com o chamamento para as orações diárias deles, e não vejo os seus dirigentes serem tolerantes ao ponto de retirarem os microfones que chamam pelos seus fiéis;
- Supressão do “nome” Padre nas escolas que o nome era o de um padre. Que situação mais ridícula e ambígua criada, isto é, determinada pessoa tornou-se conhecida, notada e até alvo de reconhecimento publico e institucional (“dar” o nome a um determinado estabelecimento de ensino) não pelo seu nome de baptismo mas sim pela sua vocação. Se o nome “Padre” numa determinada escola pode ferir susceptibilidades, também em outras situações públicas poderá ferir susceptibilidades os nomes “Eng.” ou “Dr.” entre outros cargos que, pelo reconhecimento do seu trabalho e dedicação à sociedade, esta resolveu homenageá-lo;
- Possibilidade de contrair matrimónio civil duas pessoas do mesmo sexo. Cada um é livre de fazer o que quer (mesmo que isso vá contra a moral, os bons costumes e a liberdade dos que estão à volta) e levar a vida que considera ser a mais correcta (mesmo que isso vá contra a Lei de Deus), no entanto, a constituição de o que é designado por Família com duas pessoas do mesmo sexo, não me parece correcto, aliás, sou contra redundantemente. Para mim, e de certeza uma grande maioria das pessoas (felizmente) uma família, em primeira instância é a união de duas pessoas de sexos opostos. E não querendo entrar na procriação da espécie, duas pessoas do mesmo sexo, não conseguem (naturalmente falando) procriar por si só e, em última instância têm que recorrer a uma terceira pessoa para a continuação da espécie humana. Será isto correcto? Não creio, aliás, penso que estas “uniões de facto” ou outro termo que queiram utilizar, não passam de modas ou de ser um “vamos experimentar outra coisa”, como quem hoje come carne e amanhã experimenta-se peixe;
- Numa altura em que se fala, discute e até se criam comissões de trabalho para debaterem a deficitária taxa de natalidade em detrimento da taxa de mortalidade, em simultâneo cria-se uma lei em que se permite o aborto “legal” até determinadas semanas! Num tempo em que existem mil e uma maneiras de evitar gravidezes “indesejadas”, antes do acto e até depois do mesmo, era necessário uma lei que aniquile vidas já criadas no útero da mãe? E depois, os “pro-aborto” dizem que as mulheres (por estas ou aquelas razões) têm todo o direito de o fazer mas, esquecem-se das complicações, não só físicas como principalmente psicológicas;
- Estipulassem regras que dão todos os direitos às crianças na sociedade mas não se diz que também têm deveres a cumprir perante a mesma sociedade, regras essas que tiram quase na integra a “autoridade” aqueles que têm obrigações familiares e/ou sociais, sob pena dessas crianças contraírem doenças, principalmente as do foro psicológico, caso essas regras não sejam cumpridas. Em bom rigor, já chegámos a um ponto em que uma criança pode agredir (fisicamente e/ou verbalmente) um adulto e sair impune e este último, caso dê um pequeno “carolo” ou uma palavra mais áspera (mais pequeno ou mais “soft” dos que ocorrem entre essas crianças) estar sujeito a um processo em Tribunal.
Apesar de todas estas situações, nós Cristãos também temos algumas responsabilidades, isto é, algumas das coisas descritas “deixamos passar” e muitas outras, mesmo com abaixo assinados e possibilidade de referendos, quem nos governa, na sua maioria apenas e tão só governa-se!
Por vezes penso que se calhar somos os Cristãos dos últimos dias descritos no Livro do Apocalipse, e como tal, em comparação com os primeiros, desceremos às “catacumbas”, onde quer que elas existam, para continuarmos a praticar a Fé Cristã e, em segredo ensinarmos aos outros as Leis de Deus, eternas e imutáveis, ao contrário das leis dos homens, finitas e mutáveis.
Mais situações existem com certeza, mas também não pretendo alongar-me mais do que já me alonguei.
Termino como uma eventual reflexão a ser feita por cada um de nós, com o título deste artigo:
- Onde puseram Deus nesta Sociedade?
05 julho 2010
28 junho 2010
16 junho 2010
A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, MAS O HOMEM É DE DEUS
"“A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”.
As doutrinas que no último século postularam o homem sem Deus porque tudo se reduzia a matéria, com o virar do século XX pareciam caducas e sem grande acolhimento. O muro de Berlim caiu e a pátria do materialismo desmoronou-se. Os partidos de inspiração socialista passaram a admitir a propriedade privada, o mercado e o pluralismo democrático. Por isso se tem perguntado – que bandeiras têm hoje? E apenas temos vistos as questões de civilização ou fracturantes – o aborto, a eutanásia, o divórcio, o casamento gay, “educação” sexual, liberalização das drogas, experimentação em embriões humanos, eugenismos vários, etc., etc..
Mas esta agenda não é só desse sector político, já invadiu a política do centro direita, os meios intelectuais mais diversos, as nossas famílias e até alguns sectores religiosos. O relativismo é o factor de propagação.
Cada vez que uma lei é aprovada perguntamo-nos – mas porquê esta agenda? Porque se destrói o casamento com a lei do divórcio, e logo após se quer o “casamento gay”? Parece contraditório, mas não é.
Há duas formas de acabar com um Instituto (Família) – a primeira é revogá-lo (mas decretar o fim da família era chocante), e os regimes socialistas do século XX tentaram mas caíram primeiro que a Família; a segunda forma de acabar com um Instituto (Família) é equipará-lo a tantas realidades meramente semelhantes que se retira a sua especificidade, e por isso caduca. É o que está a acontecer com o casamento e com a família. A Família e o casamento estão a ser minados pelas leis, pela organização social e pelas formas de vida propostas pelo Poder.
A Família é o primeiro lugar de Amor do homem. E Deus é Amor. Por isso, Deus manifesta-se em primeiro lugar na Família, porque ela é o lugar do amor. Acabar com a Família é tirar Deus ao Homem. A família é também o primeiro lugar de solidariedade. O homem sem família é vulnerável ao Poder.
Tudo isto poderia ser uma doutrina de livros e compêndios, mas não o é. Vive-se. Vive-se na solidão de cada idoso, na dor da mulher que abortou, no desespero da família de um toxicodependente, na amargura de quem vê um filho com práticas homossexuais, nos casais dilacerados pelo divórcio fácil com guerras intermináveis. Vive-se em silêncio porque o mundo não entende estas dores.
O homem apoiado numa família, em corpos sociais intermédios e numa relação com Deus é um homem livre. Ora, o Poder não gosta de homens livres.
A última forma, a forma perfeita do Poder não consente oposição (verdadeira). Acabar com a Família é acabar com a possibilidade de liberdade do homem.
Esta tem sido a história da humanidade – o Poder e a liberdade. Mas hoje este binómio não é claro. Ele joga-se em cada passo, em cada lei que fragiliza mais e mais o homem. Cultiva-se o egoísmo e a solidão sob a capa do direito a dispor do meu corpo (aborto), do direito a ser feliz (divórcio), do direito à morte digna (eutanásia) do direito ao prazer (drogas, sexo e álcool), etc.. O Homem está só e despojado da sua humanidade.
Como é difícil prescindir de “direitos” individuais, o homem vai comprando cada vez mais “direitos” destes. Ao mesmo tempo, torna-se mais só e egocêntrico. Cada vez mais vulnerável ao Poder. Cada vez mais o homem “é de César”.
Cada vez que aprovamos uma destas leis, o que estamos a fazer é a “entregar o Homem a César”.
Mas o Homem é de Deus.
PS – O mote para este escrito foi dado numa homilia do Padre Nuno Amador. A Sabedoria da Igreja é muito grande. Que alegria encontrá-la nas palavras e no ímpeto de uma homilia de terça-feira, dia de S. Justino mártir. Obrigada Padre Nuno Amador.
Isilda Pegado
Presidente Fed. Port. pela Vida"
Artigo publicado aqui
As doutrinas que no último século postularam o homem sem Deus porque tudo se reduzia a matéria, com o virar do século XX pareciam caducas e sem grande acolhimento. O muro de Berlim caiu e a pátria do materialismo desmoronou-se. Os partidos de inspiração socialista passaram a admitir a propriedade privada, o mercado e o pluralismo democrático. Por isso se tem perguntado – que bandeiras têm hoje? E apenas temos vistos as questões de civilização ou fracturantes – o aborto, a eutanásia, o divórcio, o casamento gay, “educação” sexual, liberalização das drogas, experimentação em embriões humanos, eugenismos vários, etc., etc..
Mas esta agenda não é só desse sector político, já invadiu a política do centro direita, os meios intelectuais mais diversos, as nossas famílias e até alguns sectores religiosos. O relativismo é o factor de propagação.
Cada vez que uma lei é aprovada perguntamo-nos – mas porquê esta agenda? Porque se destrói o casamento com a lei do divórcio, e logo após se quer o “casamento gay”? Parece contraditório, mas não é.
Há duas formas de acabar com um Instituto (Família) – a primeira é revogá-lo (mas decretar o fim da família era chocante), e os regimes socialistas do século XX tentaram mas caíram primeiro que a Família; a segunda forma de acabar com um Instituto (Família) é equipará-lo a tantas realidades meramente semelhantes que se retira a sua especificidade, e por isso caduca. É o que está a acontecer com o casamento e com a família. A Família e o casamento estão a ser minados pelas leis, pela organização social e pelas formas de vida propostas pelo Poder.
A Família é o primeiro lugar de Amor do homem. E Deus é Amor. Por isso, Deus manifesta-se em primeiro lugar na Família, porque ela é o lugar do amor. Acabar com a Família é tirar Deus ao Homem. A família é também o primeiro lugar de solidariedade. O homem sem família é vulnerável ao Poder.
Tudo isto poderia ser uma doutrina de livros e compêndios, mas não o é. Vive-se. Vive-se na solidão de cada idoso, na dor da mulher que abortou, no desespero da família de um toxicodependente, na amargura de quem vê um filho com práticas homossexuais, nos casais dilacerados pelo divórcio fácil com guerras intermináveis. Vive-se em silêncio porque o mundo não entende estas dores.
O homem apoiado numa família, em corpos sociais intermédios e numa relação com Deus é um homem livre. Ora, o Poder não gosta de homens livres.
A última forma, a forma perfeita do Poder não consente oposição (verdadeira). Acabar com a Família é acabar com a possibilidade de liberdade do homem.
Esta tem sido a história da humanidade – o Poder e a liberdade. Mas hoje este binómio não é claro. Ele joga-se em cada passo, em cada lei que fragiliza mais e mais o homem. Cultiva-se o egoísmo e a solidão sob a capa do direito a dispor do meu corpo (aborto), do direito a ser feliz (divórcio), do direito à morte digna (eutanásia) do direito ao prazer (drogas, sexo e álcool), etc.. O Homem está só e despojado da sua humanidade.
Como é difícil prescindir de “direitos” individuais, o homem vai comprando cada vez mais “direitos” destes. Ao mesmo tempo, torna-se mais só e egocêntrico. Cada vez mais vulnerável ao Poder. Cada vez mais o homem “é de César”.
Cada vez que aprovamos uma destas leis, o que estamos a fazer é a “entregar o Homem a César”.
Mas o Homem é de Deus.
PS – O mote para este escrito foi dado numa homilia do Padre Nuno Amador. A Sabedoria da Igreja é muito grande. Que alegria encontrá-la nas palavras e no ímpeto de uma homilia de terça-feira, dia de S. Justino mártir. Obrigada Padre Nuno Amador.
Isilda Pegado
Presidente Fed. Port. pela Vida"
Artigo publicado aqui
02 junho 2010
Nela tudo é milagroso
Em 1754, escrevia o Papa Bento XIV: “Nela tudo é milagroso: uma imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros; uma Imagem estampada num tecido tão transparente que se pode ver através dele facilmente o povo e a nave da Igreja: uma imagem em nada deteriorada, nem no seu supremo encanto, nem na nitidez das cores, pelas emanações da humidade do lago vizinho que já corroeram a prata, o ouro e o bronze... Deus não procedeu assim com nenhuma outra nação.”
24 maio 2010
1º Bodo do Senhor Espirito Santo
Aqui nos Açores, vivemos uma tradição profano/religiosa que dá pelo nome de Culto do Espirito Santo. Na Ilha Terceira, damos-lhe o nome do Culto ao Senhor Espirito Santo.
A foto acima tirei-a durante uma coroação e fez-me pensar um pouco sobre a devoção/culto e os tempos cinzentos que o Mundo no geral e o nosso Pais em especial, atravessam.
"O céu pode estar, na sua maioria cinzento mas, o Espirito Santo passa, como que um sinal de que, dias melhores virão, dias em que o céu cinzento passará a um azul celestial."
20 maio 2010
Perdão
"Meu Deus eu creio, adoro, espero e vos amo,
Peço-vos perdão pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam."
São tantas as vezes que recito isto e, lá no fundo nem sempre sinto essas palavras no âmago da minha alma.
Tantas são as vezes que deveria, em primeiro lugar, pedir perdão por mim mesmo.
Inúmeras vezes, eu próprio, não creio, não adoro, não espero e não O amo.
12 maio 2010
Palavras duras mas como Cristo tinha que as dizer
Duas afirmações duras mas reais, duas afirmações dignas de quem representa Cristo na terra, doa a quem doer:
"A maior perseguição à Igreja não surge dos inimigos que estão fora, mas nasce do pecado dentro da Igreja".
“o perdão não substitui a justiça”.
04 maio 2010
30 abril 2010
28 abril 2010
Karol Woytila descobre o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem
"A leitura deste livro fez com que eu mudasse a minha vida de forma radical e definitiva. Apesar disto, meu caminho interior foi longo, coincidindo com a preparação clandestina ao sacerdócio que eu vivenciava. Na ocasião, este tratado singular caiu em minhas mãos. Não se trata de um simples livro que se lê, apenas, e basta. Eu o levava sempre comigo, mesmo quando ia à fábrica de soda, se bem que a bela capa já estivesse manchada de cal. Eu lia e relia, sem cessar, e, sucessivamente, certas passagens.
Logo percebi que, além da sua forma barroca, o livro apresentava algo de fundamental. A partir de então, a devoção que, outrora eu dedicava à Mãe de Jesus, tanto na infância quanto na adolescência, deixou lugar a uma nova atitude de minha parte, transformando-se numa devoção vinda da mais profunda fé, como sendo o próprio cerne da realidade Trinitária e Cristológica. Antes, eu me mantinha retraído, temendo que a devoção mariana pudesse se avultar, em detrimento do amor a Cristo Jesus, em vez de ceder-lhe o merecido lugar; compreendi, então, à luz do tratado de Grignon de Montfort, que a realidade era bem outra. Nossa relação interior com a Mãe de Deus resulta, de forma orgânica, de nosso elo com o mistério de Cristo. Não existe a menor hipótese de que o amor que dedicamos à Virgem supere nosso amor a Deus. (...) Podemos até afirmar que, àquele que procura conhecer e amar a Deus, o próprio Cristo designa sua Santa Mãe, como caminho e intercessora, como fez no Calvário, oferecendo-a a seu discípulo, João. "
André Frossard e João Paulo II, Não Tenhais Medo! 1982, pp.184-185
Cópia de "Um minuto com Maria" de hoje. Por acaso este livro em tempos foi-me oferecido pela Amiga Malu, o qual, para além da minha devoção, está na mesa de cabeceira.
Cópia de "Um minuto com Maria" de hoje. Por acaso este livro em tempos foi-me oferecido pela Amiga Malu, o qual, para além da minha devoção, está na mesa de cabeceira.
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