Local onde de quando em vez, qual confessionário, deixarei algumas pegadas dos meus pensamentos Cristãos
11 janeiro 2010
15 dezembro 2009
Sensibilidade e bom senso

Um pequeno artigo que escrevi há dias para eventual publicação num dos jornais da ilha.
Não o Natal das 1001 luzes a piscarem dentro e fora da casa de cada um, mas sim o Natal da Luz Eterna. O Natal em que “Deus se tornou tão humilde ao ponto de ter vindo, não como um redemoinho avassalador ou um fogo devorador. O Criador de todas as coisas encolheu-se além da imaginação, tanto, tanto, tanto, que tornou-se num óvulo, um simples ovo fertilizado, quase invisível, um óvulo que se dividiria e se redividiria até que um feto fosse formado, expandindo-se célula por célula no ventre de uma jovem. “A imensidão enclausurada no seu amado ventre”, maravilhou-se o poeta John Donne. Ele “a si mesmo se esvaziou [...] humilhou-se a si mesmo”, disse o apóstolo Paulo de forma mais prosaica.” 1
Deus veio até nós, nessa humildade indescritível e nós o que fazemos Natal após Natal?
Gastamos dinheiro em prendas (e não lembranças), muitas delas fúteis e sem utilidade aparente, enquanto ao nosso lado, alguém passa fome sem sabermos (a denominada pobreza encoberta) e alguém pede apenas por pedir (a denominada pobreza de espírito).
Gastamos rios de dinheiro em coisas supérfluas e o essencial da vida é-nos dado quase de graça.
Somos soberbos ao ponto de gastarmos oceanos de dinheiro em inutilidades e pagarmos essas mesmas inutilidades em “suaves prestações”.
Onde mora a humildade de Deus feito Homem?
O verdadeiro Natal será aquele em que todos nós partilhemos afecto e amor com aqueles que são o oposto de nós e em especial com os mais carentes e necessitados, tal como Jesus Cristo, que nasceu no meio do nada e teve tudo aquilo que precisava naquela hora, naquele momento, principalmente os pastores, que na altura e na sociedade em que estavam inseridos não eram tidos nem achados.
O verdadeiro Natal, na minha modesta opinião, será aquele em que o Homem terá sensibilidade e bom senso para com o semelhante e para com todos os seres vivos. “Oxalá se tome consciência do essencial e de que falta tempo para ele: amar gratuitamente, descer ao centro da alma e procurar por lá uma palavra de vida eterna que dê sentido a tudo o que se faz.”2
Termino com uma oração peculiar proferida pelo Padre Joe Wright na abertura de uma nova secção do Senado de Kansas nos EUA:
"Senhor, viemos diante de Ti neste dia, para Te pedir perdão e para pedir a tua direcção.
Sabemos que a tua Palavra disse: 'Maldição àqueles que chamam "bem" ao que está "mal”, e é exactamente o que temos feito.
Temos perdido o equilíbrio espiritual e temos mudado os nossos valores.
Temos explorado o pobre e temos chamado a isso "sorte".Temos recompensado a preguiça e chamámo-la de "Ajuda Social".Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e temo-lo chamado “a livre escolha".
Temos abatido os nossos condenados e chamámo-lo de "justiça".
Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e chamámo-lo “desenvolver a sua auto-estima”.
Temos abusado do poder e temos chamado a isso: "Política".Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temo-lo chamado "ter ambição".
Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado "liberdade de expressão".
Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de "obsoleto e passado".
Oh Deus! Olha no profundo dos nossos corações; purifica-nos e livra-nos dos nossos pecados.
Ámen. “
2 “ Se tu soubesse o dom de Deus” de Luís Rocha e Melo SJ
Um Cristão como os demais
14 dezembro 2009
Amalia Rodrigues
30 outubro 2009
Ernâni Lopes (Portugal funciona mal à séculos)
26 outubro 2009
Citação do livro "O Jesus que eu nunca conheci"
22 outubro 2009
Stat crux dum volvitur orbis
09 outubro 2009
Como dizia Santa Brígida
01 outubro 2009
Um pensamento
10 setembro 2009
Um pensamento
31 agosto 2009
Desabafos I
Por vezes ponho-me a pensar se estarei no caminho certo.
Por vezes penso se o passo seguinte será o correcto.
Ponho-me a pensar se o caminho para Deus é aquele onde ando, com todas as suas imperfeições, frustrações e tentações.
Ponho-me a pensar se nós estaremos correctos e somos cristãos de corpo e alma, ou só de corpo.
Por vezes sinto que a nossa igreja vive um catolicismo morno, onde o verdadeiro fogo da paixão só aqui ou ali, só a este(a) ou aquele(a), ferve até ás entranhas da alma. Já a maioria de nós, onde infelizmente me incluo na maioria do tempo, vivemos num eterno marasmo. Muitas vezes vivemos como a cruz onde Cristo foi pregado e crucificado, impávidos e serenos. Mas Cristo foi tudo menos isso. Cristo palmilhou terra atrás de terra a ensinar. Cristo carregou consigo terra e pó de muitos e dispersos lugares, e nós?
A grande maioria de nós, vai à missa ao Domingo, dias santos, casamentos, baptizados, funerais e pouco mais, para além de que, vão porque fica bem, não por outra coisa mais profunda.
Nesta sequência lembro-me de ter lido algures que Eugenio Scalfari (escritor entre outras actividades) disse ao cardeal Carlo Martini que não acreditava em Deus e disse-o "com plena tranquilidade de espírito", ao qual o cardeal lhe respondeu: "Eu sei, mas não estou preocupado por causa de si. Por vezes, os não crentes estão mais próximos de nós do que muitos devotos fingidos".
No fundo sei que o ser apenas homem de carne e osso é isso mesmo. Ter de vez enquanto dúvidas, incertezas e outras teias de aranha na cabeça. Por isso, muitos de nós não passam da porta de entrada do Cristianismo, no entanto humildemente penso que, mais vale um pouco de Luz do que a Escuridão total.
Por vezes, nesta minha procura/descoberta de Cristo, vejo-me como os habitantes das cavernas na alegoria de Platão, vejo apenas sombras criadas pela luz, não a própria luz, mas como Deus é amor, sei que um dia verei a própria Luz.
Por vezes, não sei se estarei certo, mas nessas muitas vezes do “por vezes”, muitas vezes sinto sem ver que Ele está presente.
23 de Julho de 2009
28 agosto 2009
O leve toque de Deus
30 julho 2009
Agora penso saber
23 julho 2009
O não crente e o cardeal
Scalfari, cujo último livro é L'uomo che non credeva in Dio (O homem que não acreditava em Deus), disse ao cardeal que não crê em Deus e que o diz "com plena tranquilidade de espírito". E o cardeal: "Eu sei, mas não estou preocupado por causa de si. Por vezes, os não crentes estão mais próximos de nós do que muitos devotos fingidos".
Então, o que é que o preocupa verdadeiramente, quais são, na Igreja, os problemas mais importantes? Resposta: "Antes de mais, a atitude da Igreja para com os divorciados, depois, a nomeação ou a eleição dos bispos, o celibato dos padres, o papel do laicado católico, as relações entre a hierarquia eclesiástica e a política. Parecem-lhe problemas de solução fácil?"
A nossa sociedade está cada vez mais invadida pela indiferença e são o individualismo e a procura exacerbada dos próprios interesses que cavam fundo o abismo entre a fé e a caridade. Talvez ainda se vá uma ou outra vez à missa e se ponha os filhos em contacto com os sacramentos. Mas esquece-se o essencial: a caridade. Ora, "sem caridade, a fé é cega. Sem a caridade, não há esperança nem justiça". Entenda-se: a caridade não é esmola, é atenção ao outro, compreensão e reconhecimento do outro, presença ao outro na sua solidão, "comunhão de espíritos, luta contra a injustiça". O verdadeiro pecado do mundo é a injustiça e a desigualdade, que bradam aos céus. Jesus disse que "o reino de Deus será dos pobres, dos débeis, dos excluídos".
Para Martini, a questão fundamental não está na escassa frequência dos sacramentos, da missa, das vocações, que são "aspectos externos". "A substância é a caridade, a visão do bem comum e da felicidade comum", incluindo a das gerações futuras. (...para lerem o resto da opinião)
16 julho 2009
Uma generalização
02 julho 2009
Terço dos Cartuxos
Cada Ave-Maria, com sua cláusula, vai concluída com um «Amén» e um breve momento de silêncio para meditar.
1. Que tu, Virgem pura, concebeste do Espírito Santo. Amén.
2. Que tu foste através da montanha ao encontro de Isabel.
3. Que tu, serva pura, concebeste com grande alegria.
4. Que tu envolveste em faixas e deitaste num presépio.
5. Que os Santos Anjos louvaram com cânticos celestes.
6. Que os pastores procuraram e encontraram em Belém.
7. Que foi circuncidado ao oitavo dia e chamado Jesus.
8. A quem os três Reis Magos ofereceram ouro, incenso e mirra.
9. Que tu apresentaste no Templo a Deus seu Pai.
10. Com quem tu fugiste para o Egito e donde regressaste sete anos depois.
11. Que tu perdeste em Jerusalém e reencontraste três dias depois.
12. Que crescia todos os dias em idade, em graça e em sabedoria.
13. Que São João batizou no Jordão.
14. Que Satanás tentou e não venceu.
15. Que anunciou ao povo o Reino dos Céus com os seus discípulos.
16. Que curou muitos doentes com o poder de Deus.
17. De quem Maria Madalena lavou os pés com as suas lágrimas, enxaguou-os com os cabelos e ungiu-os com perfume.
18. Que ressuscitou dos mortos Lázaro e outros.
19. Que foi transfigurado no Tabor diante dos seus discípulos.
20. Quem, no dia de Ramos, em Jerusalém, foi recebido com grande pompa.
21. Quem, na última ceia, deu o seu corpo aos discípulos.
22. Quem rezou no Jardim das Oliveiras e suou gotas de sangue.
23. Quem se deixou prender, amarrar e conduzir de um juiz ao outro.
24. Que muitas testemunhas acusaram falsamente.
25. De quem a santa face foi escarnecida, velada e impressionada.
26. Quem, despojado seus vestidos, atado a uma coluna, foi duramente golpeado.
27. Que foi cruelmente coroado de espinhos.
28. Diante de quem dobravam o joelho e adoravam com desprezo.
29. Que foi condenado injustamente a uma morte ignominiosa.
30. Que transportou a cruz sobre os seus santos ombros.
31. Quem, ao voltar-se, te dirigiu a palavra, a ti sua mãe, assim como a outras mulheres.
32. Quem foi cravado na cruz pelas mãos e pés.
33. Quem rezou por aqueles que o crucificavam, o torturavam e o matavam.
34. Quem disse ao bom ladrão: «Hoje mesmo estarás comigo no paraíso».
35. Quem te confiou, a ti sua mãe contristada, a João seu discípulo bem amado.
36. Quem gritou: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?».
37. Quem foi dessedentado com fel e vinagre, quando disse: «Tenho sede! ».
38. Quem disse: «Pai, entre as tuas mãos entrego o meu espírito!».
39. Quem disse em último lugar: «Tudo está consumado!».
40. Quem sofreu uma morte cruel por nós, pecadores. Amén. Louvor a Deus!
41. Cujo lado foi perfurado, donde correu sangue e água.
42. Quem, descido da cruz, tu recebeste sobre os teus joelhos, como normalmente se crê.
43. Quem homens justos e bons embalsamaram e sepultaram.
44. Cuja alma santa desceu aos infernos e libertos e libertou os nossos Pais.
45. Que ressuscitou dos mortos ao terceiro dia. Aleluia!
46. Quem te alegrou com uma muito grande alegria, a ti e àqueles a quem apareceu. Aleluia!
47. Quem também, na tua presença subiu ao céu e está sentado à direita de seu Pai. Aleluia!
48. Quem um dia julgará os vivos e os mortos.
49. Quem enviou aos seus fiéis o Espírito Santo no dia do Pentecostes.
50. Quem te fez subir ao céu, a ti sua dulcíssima Mãe, para estar com Ele, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo agora e sempre. Amén.
05 junho 2009
Cegueira

É cega de nascença, no entanto, no meio dos ruídos que nos rodeiam diariamente, consegue ouvir o monólogo cantado de um rouxinol algures.
Nasceu assim, sem pedir, no entanto, “vê” tudo o que se passa à sua volta, as texturas, as cores, os sorrisos, as lágrimas, as alegrias ou as tristezas.
Apesar de ser de nascença, vive a sua vida, como qualquer um de nós, tem uma família, trabalha e é feliz.
Pergunto:
- Será que nós, aqueles que vemos tudo e todos, vemos tão bem como esta pessoa que é cega de nascença ou ela, é que na sua cegueira consegue ver muito melhor do que nós, que apesar de tudo, não passamos de meros invisuais da vida?
22 maio 2009
Vim Aqui
Vim aqui, ó virgem MãeSem saber o que dizer
Eu olhava a tua imagem
Não a conseguia ver
Sentei-me e assim fiquei
Em silêncio a pensar
Senti descer, ó Mãe
Sobre mim o teu olhar
Foi então que eu comecei
Com alegria a rezar
Um poema belo, não só pela sua simplicidade mas também pela profundidade contida nele. Como nem só da letra se vive aqui está o link de onde podem fazer o download dele cantado.
03 maio 2009
A Oração, o caminho para Deus

20 abril 2009
Marta e Maria
Em Lucas 10 (38-42), temos a seguinte passagem:Durante a leitura do livro "Deus responde no deserto" encontrei a seguinte passagem, a respeito do acima mencionado:
"FECUNDIDADE DA VIDA CONTEMPLATIVA
Entre os variados e profundos aspectos da vida contemplativa que particularmente nos interessam e que, por assim dizer, nos dão segurança, situa-se a sua fecundidade apostólica: fecundidade que se realiza na maior medida, apesar das condições e dos meios que pareceriam próprios a impedi-la, o isolamento e o silêncio. É verdade que a actividade apostólica, na sua expressão mais usual, concretiza-se pelo movimento e pela palavra. O próprio Salvador a definiu na missão conferida aos Apóstolos: «Ide e pregai a todas as gentes». Não é no entanto menos verdade que a vida contemplativa — a «melhor parte» segundo palavras do mesmo Jesus — transforma elementos aparentemente opostos em validíssimos instrumentos de uma idêntica finalidade e de um mesmo resultado.
«A paixão missionária e o sentimento eclesial são componentes fundamentais de toda a autêntica vida contemplativa. A contemplação, como conhecimento de Deus, não é só um mistério de intimidade individual, mas também um mistério, de união com os irmãos. Servo e adorador de Deus, mas também filho da terra, o contemplativo não pode deixar de ser bem humano, de se encontrar muito presente no coração do mundo. Não só presta homenagem à transcendência divina, como sabe encontrar em Deus um amor ardente pelo próximo."
Realmente, quer a passagem na Sagrada Escritura, quer esta passagem do livro em questão mostra-nos a "diferença" entre a vida activa e a vida contemplativa no seio da Santa Igreja. No meu fraco entender uma não substitui a outra, no entanto, não devemos descurar a parte contemplativa, não devemos passar ao lado daqueles(as) irmãos(as) que vivem apenas na contemplação, "a melhor parte" segundo Nosso Senhor Jesus Cristo.
É certo que todos nós (meros cordeiros de um rebanho maior), temos um pouco das duas. Umas vezes somos Marta e outras vezes somos Maria mas se, a melhor parte é a contemplação, tentemos contemplar mais o Divino e oremos por aqueles (as) que "apenas" O contemplam.
16 abril 2009
É A ESTA ESTUPEFACÇÃO QUE SE CHAMA EVANGELHO OU BOA NOVA - por D. ANTÓNIO COUTO
1. «Do SENHOR veio isto:/ isto é MARAVILHOSO (niphla’t / thaumastê) aos nossos olhos! ESTE-O-DIA que fez o SENHOR:/ exultemos e alegremo-nos nele!» (Salmo 118,23-24).2. Não é um dia cíclico, um dia entre outros dias, o dia que o salmista aclama! Os dias, de resto, fê-los todos o SENHOR (Génesis 1,1-2,3). Trata-se aqui de um DIA novo, e sem série (cf. Eclesiástico 33,7-9). É o profético «DIA do SENHOR», aqui totalmente cheio da acção benfazeja do SENHOR!
3. Os Evangelhos documentam esta alegria grande e nova e esta ESTUPEFACÇÃO MARAVILHOSA a abrir o nascimento de JESUS e o DIA novo da sua Ressurreição. Alegria grande (chará megálê) evangelizada (euaggelízomai) aos pastores, mas que é para todo o povo (Lucas 2,10). De facto, todos quantos escutaram os pastores ficaram MARAVILHADOS (thaumázô) (Lucas 2,18). Em estado de MARAVILHA (thaumázôn: particípio presente) ficou Pedro quando leu os sinais do túmulo aberto (Lucas 24,12), e depois os Onze e os outros com eles, movidos pela alegria (chará) e pela MARAVILHA (thaumázontes: particípio presente) (Lucas 24,41), um versículo sobrecarregado com as notas da alegria incontida e da esfuziante MARAVILHA.
4. Só assim, em estado de MARAVILHA permanente, Maria Madalena pode ir anunciar: «VI (heôraka) o SENHOR!» (João 20,18), e os Dez podem dizer a Tomé, chamado o Gémeo, talvez nosso: «VIMOS (heôrákamen) o SENHOR!» (João 20,25). Os dois verbos «ver» estão no tempo perfeito, pelo que, de facto, significam: «VI e continuo a VER», «VIMOS e continuamos a VER». Um VER perfeito.
5. Lendo muito bem o mistério de Cristo, o Papa João Paulo II, no início do seu Pontificado, deixou escrito, com palavras luminosas, na Encíclica Redemptor Hominis, n.º 10, de 04 de Março de 1979, que o homem deve «apropriar-se e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção para se encontrar si mesmo», e ficar assim «MARAVILHADO face a si mesmo», «ESTUPEFACTO perante o seu valor e dignidade». E acrescenta ainda que é «a esta ESTUPEFACÇÃO que se chama Evangelho ou Boa Nova».
6. Os missionários cultivam a alegria, o espanto e a MARAVILHA, e compete-lhes colocar este mundo em estado de MARAVILHA, ou não fôssemos nós também testemunhas destas coisas (cf. Lucas 24,48; Actos dos Apóstolos 2,32). E, portanto, somos nós, somos nós, Senhor, a prova de que Tu ressuscitaste!
7. Uma Páscoa cheia de CRISTO RESSUSCITADO, MARAVILHA do SENHOR aos nossos olhos, meu irmão da Páscoa.
António Couto
01 abril 2009
Regresso
18 março 2009
12 março 2009
"Deus responde no deserto"
De 25 a 29 desde mês vou estar em “retiro” no rancho de romeiros do qual faço parte. Este ano, sinto que preciso de “atravessar um deserto”. Um deserto de jejum e abstinência, um deserto de "pão e água". No meio dos restantes irmãos, não quero ser diferente deles, no entanto, preciso de sentir a “aridez” que por vezes (sem que seja de propósito) faço os outros passarem. Preciso de sentir a “falta de alimento” (atenção, carinho, compreensão, dialogo…) que por vezes (sem que seja de propósito) faço os outros passarem.Não sei se serão sinais divinos ou meramente conjugações que a minha mente vai fazendo mas, tal como o livro que estou a ler que dá pelo título de “Deus responde no deserto” espero que ao atravessar este deserto de 5 dias Ele me responda. Não sei bem a quê, muito honestamente, mas sei e sinto que Ele vai-me responder a algo.
Fiquem com Deus e Sua Mãe Maria Santíssima
02 março 2009
Simão, O Cirineu

26 fevereiro 2009
17 fevereiro 2009
O horror do vazio

Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.
Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.
Artigo retirado http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
21 janeiro 2009
"O Grande Silêncio"

Como é do conhecimento da maioria de quem por este meu espaço passa de quando em vez, nutro uma empatia por estes nossos irmãos sem uma razão aparente mas, mesmo assim admiro-os profundamente.
19 janeiro 2009
08 janeiro 2009
Ano de 2009
Neste ano que agora começa, falasse muito na crise (que aparentemente existe), das guerras entre homens de fé, dos aumentos das reformas, das obras megalómanas (entre outras coisas) e no entanto, quem detêm o poder sobre esses assuntos esquecesse dos que estão “mais abaixo”.
Neste ano que agora começa, e para além daqueles que pouco têm, lembremo-nos daqueles que nada têm, lembremo-nos dos sem-abrigo, que para além de não terem comida, bebida ou roupa, nem um tecto têm onde se abrigarem, principalmente nesta altura do ano, onde a chuva não para, onde o vento teima em assobiar e onde as temperaturas nos aconselham a usar roupas quentes.
Peçamos a Deus mas sem nos esquecermos de Homens que somos, para que Ele os ampare e que Nós não passemos ao lado. Suplicamos a Deus que Lhes dê “O pão-nosso de cada dia” mas que Nós não nos esqueçamos de ajuda-los também.
19 dezembro 2008
Um santo Natal
12 dezembro 2008
10 dezembro 2008
03 dezembro 2008
Avé Maria
28 novembro 2008
Por vezes...
Por vezes, quanto mais queremos ser humildes perante Deus, mais soberbos nos tornamos ao pensarmos que determinada situação aconteceu por causa dos nossos actos ou orações diárias, quando na realidade (muito possivelmente) bastou a reza de um terço por parte de uma criança mas, com sinceridade, devoção e muito sentida.20 novembro 2008
A cruz de cada 1
Cada um de nós, tem a sua cruz em Cristo, no entanto, se tivermos Maria no coração, por muito grande que ela seja, será sempre leve.A minha alma glorifica o Senhor
Amen.
18 novembro 2008
São José
Hoje não é o dia dedicado a ele, nem tão pouco na Bibilia é muito falado mas, José, esposo de Maria, como o nome indica, foi "aquele que faz crescer, que protege o crescimento" do filho de Deus.Com disse São Gregório de Nazianzo
10 novembro 2008
Que detalhe Senhor
E no fim de mais um curso de Cristandade, ouvi algumas vezes a letra abaixo. Tão simples mas, tão sincera e cheia de tanto para dar:Tu tiveste comigo.
Quando me chamaste,
Quanto me disseste,
Que eras meu amigo!
Que detalhe Senhor
Tu tiveste comigo!
Chegaste à minha porta
E pronunciaste o meu nome,
Estremecendo te disse
“Aqui estou Senhor”.
Falaste-me de um Reino,
De um tesouro escondido,
De uma mensagem fraterna,
Que incendiou o meu sonho.
Refrão
Eu deixei tudo atrás
P`ra seguir Tua aventura,
Lado a lado Contigo
Comecei a caminhar.
E passaram os anos
Ainda que aperte o cansaço
Passo a passo Te sigo
Sem olhar p`ra trás.
Refrão
Que alegria eu sinto
Quando digo o Teu nome.
Que sossego me inunda
Quando ouço a Tua voz.
Que emoção me estremece
Quando escuto no silêncio
Tua palavra estimula
O meu silêncio interior.
Refrão
E com esta letra no meu Coração, veio-me à memória o meu filho e, quando bebé, adormecia ao meu colo.
06 novembro 2008
Fecho os olhos...

Em redor dele, vejo muitas pessoas. Família, amigos e conhecidos oram por aquele que ali está e não por mim, que aos poucos vou levitando em direcção ao desconhecido.
De repente, sinto uma luz a trespassar-me e uma voz inaudível a chamar pelo meu nome. Volto-me, não sei como, já que não existo materialmente mas, olho e vejo essa luz intensa mas que não cega os olhos fechados para sempre ali em baixo, nem a visão que agora possuo.
Neste corredor, se é o termo certo, vejo algo ou alguém a vir em minha direcção com uma calma e uma serenidade nunca por mim vista, aliás, até eu sinto neste estado essa calma e serenidade.
Vão-se chegando ao pé de mim. São dois mas, não sei se são pessoas, almas, anjos ou outra coisa qualquer. Têm uma forma definida/indefinida, diria que se transfiguram sistematicamente, como se fossem algo que já tenha visto lá em baixo mas, não consigo definir.
Pegam nas minhas mãos e, ainda que continue sem ver aquilo a que se diria serem os rostos, sinto que já tive essas mãos nas minhas, em tempos idos. São familiares mas não sei de quem. Pelos contornos “humanamente visíveis” diria que umas são de mulher e outras de homem mas, apenas posso tentar especular sobre o assunto, nada de concreto.
Sinto-me bem nas suas mãos, olham para mim e transmitem-me Paz, uma Paz diria que, quase celestial.
Aos poucos vou ouvindo das suas bocas fechadas palavras imperceptíveis mas, que acalmam aquilo que sou neste momento. São muito familiares as suas palavras, lembram-me alguém num tempo passado mas, isso não importa.
Olho novamente para cima e a Luz é cada vez mais intensa, cada vez mais calmante, cada vez mais repousante, cada vez mais cheia de ternura e compaixão.
Lá em baixo, espero que aquele corpo que ficou seja cremado e as cinzas lançadas aos mar já que, afinal, aqueles que sentem por mim alguma afinidade, amor, carinho e outros sentimentos verdadeiros, sinto-os neste estado, mais intensamente que nunca e, como tal, isso é que é o mais importante e não o que ao pó voltará."
30 outubro 2008
24 outubro 2008
Os 4 degraus

"Um dia, ocupado no trabalho manual, comecei a pensar no exercício espiritual do homem. E eis que, de repente, enquanto refletia, se apresentaram a meu espírito quatro degraus espirituais: a leitura, a meditação, a oração, a contemplação.
Esta é a escada dos monges, que os eleva da terra ao céu. Embora dividida em poucos degraus, ela é de imenso e incrível comprimento, com a ponta inferior apoiada na terra, enquanto a superior penetra as nuvens e perscruta os segredos do céu (cf. Gn 28,12).
Estes degraus, assim como são diversos em nome e em número, também se distinguem pela ordem e o valor.
Se alguém examina diligentemente suas propriedades e funções, o que produz cada um deles para nós, e como diferem e se hierarquizam entre si, achará pequeno e fácil por sua utilidade e doçura todo o trabalho e esforço que lhes dedicar.
A leitura é o estudo assíduo das Escrituras, feito com aplicação do espírito.
A meditação é uma ação deliberada da mente, a investigar com a ajuda da própria razão o conhecimento duma verdade oculta.
A oração é uma religiosa aplicação do coração a Deus, para afastar os males ou obter o bem. A contemplação é uma certa elevação da alma em Deus, suspensa acima dela mesma, e degustando as alegrias da eterna doçura."
Excerto retirado daqui
E com esta imagem, serena, calma e transcendente, vou de fim de semana.
16 outubro 2008
01 outubro 2008
Bom dia
Quando te levantaste, pela manhã, Eu já tinha preparado o sol para aquecer o teu dia; e o alimento para a tua nutrição. Sim, Eu preparei tudo isso, enquanto velava o teu sono, a tua família, a tua casa. Esperei pelo «Bom Dia», benzendo-te e dirigindo-me uma oração, mas esqueceste-te de Mim! Parecias ter tanta pressa! O sol apareceu, as flores deram o seu perfume, a brisa da manhã acompanhou-te e tu nem pensaste que fui Eu que preparei tudo para ti!Os teus familiares sorriram, os teus colegas cumprimentaram-te, trabalhaste, estudaste, viajaste, realizaste negócios, alcançaste vitórias, mas ... não percebeste que Eu estava cooperando contigo e mais teria feito se Me tivesses pedido! Eu sei, correste tanto!...
Leste bastante, ouviste e viste muita coisa, mas não tiveste tempo de ler e ouvir a Minha Palavra. Quis falar contigo, mas não paraste para ouvir. Quis aconselhar-te, mas nem pensaste nessa possibilidade ... Se Me ouvisses, se rezasses, tudo seria melhor na tua vida. Mais uma vez esqueceste-te de Mim ... Esqueceste que Eu desejo a tua participação no meu Reino, com a tua vida, o teu tempo, os teus talentos!
Findou o teu dia e voltaste para casa! Mandei a lua e as estrelas tornarem a noite mais bonita, para te lembrar o amor que tenho por ti!
Certamente, agora, vais-me dizer, «obrigado» e «boa noite»! - Estás a ouvir? Que pena! ... Já adormeceste! E passaste o dia sem te lembrares de Mim! Boa noite, dorme bem! Eu fico a velar por ti!
E quando, enfim, quiseres saber quem Eu Sou, pergunta ao riacho que murmura, ao pássaro que canta, à flor que desabrocha, à estrela que cintila, ao jovem que espera e ao ancião que recorda ... Chamo-me AMOR, o remédio para todos os males.
(ontem ao ler "coisas" do cursilho de cristandade encontrei este)
26 setembro 2008
23 setembro 2008
Por vezes...
Por vezes brigamos por um palmo de terra;Por vezes viramos as costas às pessoas por coisas ridículas;
Por vezes desejamos o impossível, quando o possível está ali ao lado;
Por vezes esquecemo-nos d`Ele;
Por vezes…
Tudo isto, porque uma amiga de família embarcou ontem para Lisboa, já que lhe foi diagnosticado Leucemia.
Porquê por vezes...
16 setembro 2008
Dias depois
Passaram-se alguns dias. Penso que nem muitos nem poucos, apenas alguns, muitos para mim, segundos para Ele.Na passada sexta-feira foi a um baptizado, por sinal do meu afilhado (após o respectivo baptismo é obvio) e entre outras coisas, acendi a vela, “dei-lhe a Luz de Deus”.
Algures na bíblia é dito que “O que ligares na terra será ligado no céu”. Não sei se terá sido por ter tido aquela Luz na minha mão, se terá sido por ter assistido á missa ou pelas orações anónimas que muitas pessoas têm feito em meu nome e em nome dos meus, apenas sei é que me sinto diferente.
Diferente em que termos?
Já não sinto aquele vazio ou aquele abismo que sentia.
Não sinto aquela fé que sentia mas, já não sinto a sua ausência.
Não sinto a angustia ou o desespero mas sim, uma calma interior que não sentia, só não sei se será o princípio de mais uma tempestade ou a bonança depois dela.
É uma sensação esquisita, confusa até mas, para melhor sem duvida alguma. É como se algo de muito bom esteja para acontecer, pelo menos quero crer que sim.
Continuo sem saber se terá sido pela intercessão da Nossa Mãe ou pela descoberta d`”Os Segredos do Pai Nosso” onde (re) descobri que Deus é Pai e como tal, não deseja que nada de mal aconteça aos seus filhos, ainda que por vezes pareça isso, ainda que por vezes, a Sua vontade não seja a nossa.
Peço-Lhe apenas que não me desampare, não desampare a minha família e que, não me faça passar por outra escuridão d ´Ele.
05 setembro 2008
Oração sem Fé
Existem diasComo o de hoje, por exemplo
Em que me sinto preso
No meio do vazio
Onde o nada é tudo
E Ele passa ao meu lado
E nada faz
Oro, rezo e medito
Com fé mas
Fé é algo que não sinto
Cá dentro
No meio do coração
Mas sinto que Ele passa
E olha sem me ver
Sinto-me desolado
Abalado, deprimido, triste
E não alcanço ou vislumbro
O lado positivo
Ou o lado cristão
Das coisas menos boas
Que me vão acontecendo
Onde está
O Seu apoio e benevolência
A quem O ama?
Mesmo amando-O
Parece que não ouve
As minhas preces
As minhas suplicas
Apesar de vozes ocas
Apregoarem o contrário
Suplico e rego a Ela
Que interceda por mim, e
Nem mesmo assim
Parece que Ele me ouça
Ou que A ouça
4 de Setembro de 2008
Paulo
02 setembro 2008
Porquê?
Porquê quanto mais oro, mesmo no carro e com fé, nem Tua Mãe te demove?
Porquê, depois de te pedir que intercedesses pela minha mulher na resolução do seu problema, deixaste que ainda piorasse mais?
Onde está o lado positivo e cristão de tudo isto?
Onde está o Teu apoio e benevolência a quem te Ama?
Onde estás, que parece não ouvires as minhas preces?
Admito que estou magoado conTigo, não perdi a fè mas, sinto-me abalado, desolado, deprimido, triste;
Admito que sinto rancor quando não devia ter;
Admito que penso em deixar de ir Ver-Te no sacrário, como quase diariamente tenho feito.
Algumas pessoas poderão dizer "- Assim Ele fica sozinho e triste!". Eu respondo " - E eu, que me sinto sozinho e triste, sem o Seu apoio, sem um pouco de luz nem um sinal?"
Sinceramente minha Santa Mãe, nem mesmo através de Ti ele se demove nas minhas suplicas.
Porquê?
29 agosto 2008
28 agosto 2008
Sub tuum praesídium
À vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém
Sub Tuum
Sub tuum praesídium confúgimus, Sancta Dei Génetrix.Nostras deprecatiónes ne despícias in necessitátibus, sed a perículis cunctis libera nos semper, Virgo gloriósa et benedícta.Amen
26 agosto 2008
...
que não dê em fartura."
Por mim, Meu Deus...contentava-me pelo meio, se não for pedir muito.
















