04 fevereiro 2014

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2014

Retive este paragrafo para meditação, desta mensagem do Santo Padre, que poderá ser lida na integra aqui

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Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
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31 janeiro 2014

Oração à Sagrada Familia

Jesus, Maria e José,
em Vós, contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
a Vós, com confiança, nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais se faça, nas famílias, experiência
de violência, egoísmo e divisão:
quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
que o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar, em todos, a consciência
do carácter sagrado e inviolável da família,
a sua beleza no projeto de Deus.
Jesus, Maria e José,
escutai, atendei a nossa súplica.

Oração do Santo Padre Papa Francisco em 29/12/2013

16 dezembro 2013

Batismo

 
 
Não sei porque é que fui batizado tão tardiamente, tendo em conta que é normal uma criança ser batizada mais cedo ou em datas marcantes no calendário religioso mas isso, pouco importa agora. Interessa sim é que nessa data tornei-me filho de Deus e isso basta-me.

13 dezembro 2013

Natividade


O Natal está à porta. Este ano temos na nossa casa os meus sogros por uns tempos. A minha sogra foi operada à coluna e não podendo subir e descer escadas (como na sua casa), na minha casa tem uma parte sem escadas onde tem todos os cómodos necessários e na sala jantamos em família os cinco. Assim, foram recebidos como quem recebe a sagrada família em sua casa aguardando o nascimento do Menino. Não tarda o Natal chega, mas a maioria das pessoas olha mais para o Pai Natal e o consumismo exacerbado em vez do principal e essencial que é o Redentor.

11 dezembro 2013

Paz à sua Alma e que Deus a tenha recebido


Fez ontem 12 anos que a minha avó partiu para o Pai. Apesar de todas as coisas “menos boas” que possa ter feito, acredito que fez outras tantas realmente boas, mais que não tenha sido ajudar-me a crescer. Apesar de já ser alguns anos, parece que foi há menos. Obviamente que gosto muito da minha mãe, mas amava a minha avó e, por vezes, faz-me falta tê-la do outro lado da linha para falar, dizer e ouvir umas tolices.

04 dezembro 2013

Papa Francisco declara 2015 como o ano da Vida Consagrada


O Papa Francisco anunciou nesta sexta-feira, 29, que o ano de 2015 será dedicado à Vida Consagrada. O anúncio foi feito durante a 82ª Assembleia Geral da União dos Superiores Gerais (USG), que está sendo realizada em Roma.

Aos participantes, o Papa afirmou que a radicalidade é pedida a todos os cristãos, mas os religiosos são chamados a seguir o Senhor de uma forma especial. “Eles são homens e mulheres que podem acordar o mundo . A vida consagrada é uma profecia”.

O encontro ocorreu nesta manhã, na Sala Sínodo, no Vaticano. Em três horas de reunião, o Pontífice respondeu às perguntas dos superiores gerais e tratou de temas referentes a Nova Evangelização.

Interrogado sobre a situação das vocações, o Papa afirmou existir Igrejas jovens que estão dando muitos frutos, e isso deve levar a repensar a inculturação do carisma. “A Igreja deve perdir perdão e olhar com muita vergonha os insucessos apostólicos por causa dos mal-entendidos neste campo, como no caso de Matteo Ricci”.

O diálogo intercultural, segundo Francisco, deve introduzir no governo de institutos religiosos pessoas de várias culturas que expressam diferentes formas de viver o carisma.

Durante o diálogo, Francisco insistiu sobre a formação, que em sua opinião, deve ser baseada em quatro pilares: espiritual, intelectual, comunitária e apostólica. “É essencial evitar todas as formas de hipocrisia e clericalismo através de um diálogo franco e aberto sobre todos os aspectos da vida.

Francisco destacou também que a formação é uma obra artesanal e não um trabalho de políciamento. “O objetivo é formar religiosos que tenham um coração terno e não ácido como vinagre”, alertou.

Sobre a relação das Igrejas particulares com os religiosos, o Papa disse conhecer bem os problemas e conflitos. “Nós bispos, precisamos entender que as pessoas consagradas não são um material de ajuda, mas são carismas que enriquecem as dioceses”.

Ao falar sobre os desafios da missão dos consagrados, o Pontifice destacou que as prioridades permanecem as realidade de exclusão, a preferência pelos mais pobres. Destacou também a importância da evangelização no âmbito da educação, como nas escolas e universidades.

“Transmitir conhecimento, transmitir formas de fazer e transmitir valores. Através destes pilares se transmite a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa, e interrogar-se sobre como anunciar Jesus Cristo à uma geração que está mudando”.

No final do encontro, Francisco agradeceu aos superiores gerais pelo “espírito de fé e serviço” à Igreja. “Obrigado pelo testemunho e também pelas humilhações pelas quais vocês passam”, concluiu o Papa.

06 outubro 2013

Carta aos Monges Cartuxos da Scala Coeli no dia do seu fundador


 


Irmãos e Amigos em Cristo com Maria nossa medianeira,

 é com os olhos postos no rosto de Cristo na Sua Paixão por nós que vos escrevo neste dia.

Olho para o Seu rosto em alguns locais de culto e noto que a primeira impressão que tomamos é de dor, sofrimento, amargura e submissão ao Pai. No entanto, olhando mais de perto, olhando nos Seus olhos, vejo isso tudo, mas também vejo um olhar profundo. Um olhar-Nos nos olhos com alegria e satisfação pela nossa redenção, mesmo por aqueles que não creem nele. Um olhar-Nos nos olhos esperando que O vejamos verdadeiramente e que os nosso olhos se abram para o Pai.

A sua boca entreaberta leva-nos a ouvir as suas “últimas palavras”, no entanto, também nos diz “- Vem e segue-Me!” ou “- Amai-vos uns aos outros, como Eu vos Amei!”

Neste dia especial para vós, tendo em conta que é o dia de São Bruno, fundador desse Oásis no deserto em que vivemos, também é particularmente especial para mim e demais irmãos leigos, que não estando entre vós, tentam (mediocremente admito, a titulo pessoal) segui-lO como vós o seguem.

É com os olhos postos no rosto de Cristo que creio em Deus, mesmo quando as dúvidas pairam sobre a minha mente, porque sinto que a minha alma está em Deus, porque Maria Sua e nossa Mãe está permanentemente com a sua mão sobre o meu ombro, transmitido confiança, fé e esperança, ainda que muitas vezes (mais do que as que queria e devia)... esqueço-me dela.

Deus vos continue a abençoar…como SEMPRE e para SEMPRE,

03 outubro 2013

Um pensamento que andou a ruminar alguns dias na minha mente

 
 
 

“Aqueles que se retiram para uma vida inteiramente consagrada à oração e contemplação do Senhor, são como as linhas de um bom fato ou de um belo vestido. Não se veem nem se sentem, no entanto, sem elas, um bom fato ou um belo vestido, não passava de um mero tecido.”

Paulo Roldão

3-out-13


11 setembro 2013

Maria




Mesmo que estejamos numa aparente escuridão, tens sempre a tua mão estendida para nós, para nos ajudares a ver novamente a Luz que brota do teu filho.

31 julho 2013

A caixa dos Brinquedos

Acontece, por vezes, que, à medida que os filhos crescem, desaparece das famílias a caixa dos brinquedos. As casas tornam-se (um pouco) mais ordenadas, aderem a uma rotina perfeita que durante anos não tiveram, numa respeitabilidade estável segura de si. Principia-se então uma estação de tréguas, sem as surpresas que desesperavam: a chuva de peças órfãs dos seus jogos, os bonecos a ressurgirem onde absolutamente não deviam, o inofensivo módulo encontrado pelo canalizador como única explicação para a monumental avaria. Primeiro respira-se de alívio, portanto. Mas depois, estranhamente, nem tanto. Pois há uma hora em que se percebe a falta que nos faz a caixa dos brinquedos. É nessa caixa que se encontram os símbolos, as brincadeiras; os risos distendidos, as férias em família, os aniversários, os jogos intermináveis à volta da mesa com velhos e novos contagiados pelo mesmo entusiasmo, a contemplação carinhosa sem nenhuma finalidade. É nessa caixa que estão as histórias disparatadas e sábias que contamos pela vida fora. Aí se conservam os odores, os registos, as palavras de uma canção que cantamos muitas vezes e depois esquecemos, a primeira bicicleta, os livros que nos ofereceram quando ainda não sabíamos ler, os cromos, o silêncio da intimidade, a viagem à aldeia, as conversas à janela voltados para a noite. Nessa caixa está a arte de fazer tempo, de perdê-lo para que se torne mais nosso, permitindo a imaginação, o sentido lúdico, a alegria A caixa dos brinquedos não serve para nada, e por isso dá-nos razões para viver. Lembro-me de um texto do teólogo Romano Guardini, intitulado "O espírito da liturgia", certamente um dos livros que mais me marcou. Repito sempre com gosto a sua tese: «Brincar diante de Deus, não criar, mas ser uma obra de arte, tal é a essência mais íntima da liturgia. A liturgia não pode ser compreendida senão por quem leva a sério a arte e o brinquedo». Se é assim com o cerimonial litúrgico, com maior razão deve ser com a vida quotidiana, com os seus tráficos e o seu labor. Temos de levar a sério a nossa caixa dos brinquedos. Não nos damos conta do empobrecimento que representa, mas muitos dos conflitos dolorosos que transportamos mais tarde, vida fora, tem aí a sua origem. Lembro-me de uma história que uma querida amiga me contou. O seu pai era juiz em Itália um homem severo e absorto, sem tempo a desperdiçar, sem grande vontade de levantar os olhos do seu importante mundo, ainda menos para escutar as minudências porque passavam os miúdos. Ela cresceu, formou-se e, durante os primeiros anos, chegou a trabalhar como secretária do pai. Essa proximidade em nada alterou o quadro que conhecia: continuavam dois estranhos, com uma relação puramente formal e um mundo submerso de coisas por dizer. Ela conta que um dia fizeram uma viagem de trabalho a uma das ilhas gregas. Foram de barco, e podemos imaginar os longos tempos de travessia. De madrugada, porém, sobressaltada, ela percebe que o pai está no seu camarote, a acordá-la. Fixa-o sem perceber bem o que se está a passar. E ele diz-lhe: «Vem ver o sol que está a nascer. É enorme, enorme. Vem depressa Vais gostar. Vem.» Muitos anos depois, o pai já tinha morrido, esta história tinha-se passado há décadas, a minha amiga confiava-me: «Se ele tivesse feito pelo menos mais uma coisa destas, pelo menos mais uma, eu ter-lhe-ia perdoado tudo.» A caixa dos brinquedos de cada um de nós deveria ser declarada património imaterial da humanidade. José Tolentino Mendonça In Expresso, 27.7.2013 30.07.13