Tantos irmãos e irmãs que a passam, mas esses são tidos como santos. Eu não passo de um grande, enorme e porque não dizê-lo gigantesco Pecador, que "nada vê ou sente".
Local onde de quando em vez, qual confessionário, deixarei algumas pegadas dos meus pensamentos Cristãos
12 fevereiro 2016
06 fevereiro 2016
Dicotomia existencial
A grande maioria das
fotografias, mesmo sendo “um apanhado”, quase sempre nos mostra apenas uma
faceta, aliás, uma faceta ou um modo de estar ou ser da pessoa. Desde que me
foi enviada esta fotografia e depois de a ver com calma, cheguei sempre há mesma conclusão. Esta
transporta-me para uma dicotomia existencial ao nível espiritual da fé que
tenho e professo.
Por um lado ou
vertente, nesta caminhada peculiar mas muito bela e simples, na qual participo
como um mero irmão romeiro, como os demais, assim como na minha vida, fora
deste oásis no meio do deserto, o meu coração está quase sempre com a Sua e
Nossa Mãe Maria Santíssima e daí, com a humildade possível, sinto que ela está
sempre comigo, “atrás” de mim e encaminhando-me para Ele, como que a dizer-me:
“- Faz tudo o que Ele te disser.”
“- Faz tudo o que Ele te disser.”
Por outro ponto de
vista, a minha cabeça e o meu olhar volta-se para trás, para ver se me afasto o
mais possível das tentações com que o demónio diariamente me tenta seduzir, umas
vezes óbvias e outras menos óbvias, quais lobos com pele de cordeiro, e são
essas que mais me preocupam, mais me afligem, porque são essas tentações quase
angelicais, mas no fundo demoníacas, que me podem fazer perder a ressurreição
no derradeiro dia, mesmo crendo n`Ele.
Nesta fotografia onde
mais do que o que é visível, o sentir a tal dicotomia existencial é mais forte,
reparo que existe uma terceira faceta ou modo de estar que talvez me possa
levar há salvação, assim queira Jesus Cristo dizer uma só palavra e eu sei que serei salvo. Refiro-me à
confissão que sem me aperceber, em silêncio a faço:
“
(…) Por minha culpa, minha tão grande culpa (…)”
Assim, peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a
vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
5
de fevereiro de 2016
Paulo
Roldão
30 outubro 2015
16 junho 2015
11 junho 2015
Sombra
Perante o olhar
de Deus poderás ser apenas uma sombra, no entanto, aos nossos olhos és a luz
que nos aponta o único caminho para a salvação, porque nós, ainda que sejamos “há
imagem e semelhança”, somos pecadores, portanto...sem sequer fazer sombra.
03 junho 2015
Cartuxos (um oásis no meio do deserto) VIII
“A Quaresma é a Cartuxa ou a Cartuxa é uma Quaresma
continuada.”
Uma frase muito simples dita pelo Prior Antão Lopez da
Cartuxa de Évora, na emissão do passado dia 2 de março à Agência Ecclesia.
Para além da restante entrevista, toda ela fruta fresca,
esta frase ficou-me, qual sino, a badalar na minha mente, porque lá no fundo da
minha alma (re)lembrei-me que foi logo após a Quaresma de 2007 que os descobri
(ou Ele a mim).
Quando no inicio desse ano me propus a fazer a experiência
de participar numa Romaria Quaresmal, por sinal a 1ª nesta ilha e não sabia ao
que ia nem sabia o que iria encontrar. Tão pouco sabia que hoje, alguns
anos depois, mais do que participar, vivo-as de alma e coração, ano após ano.
Lembro-me que durante essa 1ª romaria e no fim do segundo
dia de caminhada, questione-me do que estaria a fazer ali, uma vez que quase
sem forças para dar mais alguns passos, o desanimo (do cansaço) apoderou-se de
mim porque senti que nada tinha sentido até então. Naquele momento, no meio
do nada e apesar de ter tido o apoio de dois irmãos para chegar, pelo menos
ao fim daquele dia, estava preparado para no final do mesmo deixar aquela
fantochada e voltar ao aconchego do lar e da família.
Ao chegar ao pé da Igreja onde iríamos ter a Celebração
Eucarística, antes de nos recolhermos do frio da noite, aconteceu-me algo,
ainda que humanamente explicável, ainda hoje me faz pensar, ainda hoje me leva
ali, quando me sinto quase sem forças para dar mais alguns passos, mas por força
desse acontecimento, a fé e esperança enraizou-se em mim e vai florescendo
gradualmente ainda que, em alguns momentos da vida, algumas folhas caem, alguns
galhos secam por essa fé e esperança, por vezes ainda ser leve.
Já passava das 20:00 e o dia já entardecia a olhos vistos
quando chegámos à igreja e naquele local e naquele momento, vi uma pessoa que
ali estava a aguardar por nós. Uma mulher, por sinal a minha, que quando me viu
esboçou um pequeno sorriso, no entanto, não era ela a sorrir-me. Não era um
sorriso própria dela, disso tenho a certeza. Quando vi aquele sorriso, senti um
calor abrasador, não no corpo, mas sim na alma. Aquele sorriso foi o apoio que
precisava receber da Sua e nossa mãe Maria Santíssima, para continuar, não só
naquela 1º romaria como também...até que Deus queira. Foi como a dizer-me que o
que estava a fazer era tudo menos uma fantochada e qual Maria numa
passagem bíblica, eu e os demais irmãos, tínhamos escolhido a melhor parte,
aquela que nunca nos será tirada.
Em romaria apenas existe silencio, oração e convívio
fraterno. Como é bom e salutar esta tripolaridade durante alguns dias. Como seria bom se fosse mais algum
tempo, talvez 15 dias, um mês, um ano...toda a vida. Foi com essa premissa
(silêncio, oração e convívio) que após o terminus da referida romaria, procurei
na internet “movimentos religiosos” com essas características e qual não foi o
meu espanto, que os primeiros foram os cartuxos, e mais do que terem sido os
primeiros, desde as primeiras leituras sobre o seu verdadeiro papel no seio da
igreja, senti logo uma enorme empatia que, não só se tem prolongado no tempo,
como também amadurecendo as minhas ideias, sentimentos e emoções.
Hoje ao ouvir o irmão Antão Lopez dizer que “A Quaresma é
a Cartuxa ou a Cartuxa é uma Quaresma continuada” fiquei um pouco
arrepiado porque, as romarias em que participo ocorrem na Quaresma e...como
seria bom se fossem por mais tempo, talvez 15 dias, um mês, um ano...toda a
vida.
6 de março de 2015
01 junho 2015
Reflexo
Pobres
pecadores
e
fracos que somos
Sua e nossa Mãe
Maria
Santíssima
quando
oramos
desejando
ardentemente
ver-te
e ouvir-te
nesta
vida de passagem
quando
estás Sempre presente
qual
reflexo em cada um de nós
da
imagem de Jesus
amparando
e encaminhando
permanentemente
estes
teus filhos degredados
para
Aquele que é o único
Caminho, Verdade e Vida.
1 de junho de 2015
28 maio 2015
16 outubro 2014
Ser monge Cartuxo
“Eu
vou pensando e até dizendo: Seria bom irmão passar aqui...15 dias,
um mês, acredite que tenho saudades do silêncio e da contemplação.
(...)Sim era bonito entrar 15 dias, uma semana, um mês...sei lá, um
ano...e entrar a vida inteira?”
Palavras
sabias proferidas pelo Cónego António Rego numa reportagem do
programa 70 x 7, da década de oitenta sobre o único mosteiro da
Ordem Cartuxa (Scala Coeli) existente em Portugal e que, tal como a
Sagrada Escritura, se mantêm permanentemente inalteráveis.
Leio,
relei-o e medito um pouco sobre estas poucas palavras. Tal como eles
(de poucas palavras), são de uma profundidade imensa e seguramente
dariam para uma tese de Doutoramento, para quem as souber trabalhar
nesse sentido.
Tal
como muitos de nós, Cristãos convictos e professos, muitas vezes
sentimos que nos falta algo
mais
do
que aquilo
que a Igreja nos dá. Sentimos um desejo enorme de Amar
permanentemente Deus, de O adorar a todas as horas do dia, mesmo
durante o sono repousante e necessário. Sentimos uma necessidade
quase
extrema de O contemplar em silêncio e oração, mas seriamos
realmente
capazes de deixar
tudo para trás
e segui-lO como eles O seguem?
Muitos
de nós já lemos e meditamos sobre imensas obras que falam deles e
até mesmo aqueles
livros quase proféticos
que são escritos na 1ª pessoa, e nestes últimos, ficamos
maravilhados, não só com as palavras impregnadas no papel, como
também com aquelas que intrinsecamente não foram escritas, no
entanto, seriamos capazes de passar das palavras lidas aos atos
vividos? Talvez
o irmão não nos respondesse, mas perceberíamos, os seus olhos já
nos tinham respondido.
Como
irmão romeiro de um rancho de romeiros aqui na Ilha Terceira, pela
Quaresma, saímos para a rua durante 5 dias, nos quais apenas
oramos e contempla-mo-lO. Sabe-nos muito bem e quando terminam esses
dias, ficam as saudades do silêncio e da contemplação daqueles
dias mas...e
a vida inteira?
Julgo
que falo por todos aqueles que são amigos
dos Cartuxos,
quando digo “era
bonito entrar 15 dias, uma semana, um mês...sei lá, um ano...e
entrar a vida inteira?” “
Um
breve pensamento que me ocorreu, após ruminar algum tempo nas
palavras com que iniciei este “desabafo”.
15 outubro 2014
11 julho 2014
Manjedoura de Oração
Confesso que gosto
particularmente deste novo local de
oração na Igreja Mãe dos Açores, a Sé de Angra. Mais acolhedor e mais intimista
na ligação com Deus, talvez por ser um espaço mais pequeno do que o existente
até há poucos dias. Das poucas vezes em que ali estive, senti no meu âmago uma
paz enorme, quase angelical, não só pela disposição do espaço, mas sobretudo
pelo políptico ali existente que nos relata a vida de Sua e nossa mãe Maria
Santíssima. Uma vez que o mesmo espelha a vida de Maria interligada com a do
seu Filho Jesus, até hoje sentia que a imagem do terceiro quadro (nascimento de
Jesus, Deus feito Homem) destacava-se
das restantes, ainda que as medidas desta imagem sejam precisamente iguais às
dos restantes quadros. Até hoje, porque só hoje fez-se luz na minha forma de
ver, olhar e meditar sobre esta imagem em particular no políptico ali
existente. De repente, apercebi-me que destaca-se das restantes, porque este novo local de oração, por si só também
representa o local onde Maria deu à luz Jesus, e no centro dela encontra-se uma
simples e modesta manjedoura. Neste novo local de oração pudemos e devemos
adora-lO nesta manjedoura onde está
permanentemente Jesus...Sacramentado.
10 de julho de
2014
07 julho 2014
21 maio 2014
09 maio 2014
25 março 2014
Tempo
Quase
a meio da existência
Humanamente
possível
E
por Deus admissível
Chega
um momento
Uma
altura e um tempo
Em
que precisamos de parar
Parar
para refletir
Sossegar
e pensar
Sobre
o nosso propósito existencial
A
nossa ligação com os demais
Os
afetos pessoais e familiares
Para
condignamente prepararmo-nos
Prepararmo-nos
para a vinda
Da
Nova Jerusalém
No
final da restante metade
Precisamos
parar e escutar
Para
ouvir o Seu mensageiro
…o
Tempo.
20 março 2014
Santidade
A minha santidade anda
pelas ruas da podridão amargurada. Por detrás de palavras bonitas e sentidas no
momento, sou tentado a ir pela escuridão tenebrosa, mofosa e ardente, ao invés
da Luz
de Deus, que me ilumina constantemente o verdadeiro caminho, através
das palavras bonitas e sentidas no
momento.
Acredito que é pelo sopro do Espirito Santo, que as palavras
que passo para o papel possam aquecer alguns corações ainda mais frios que o meu e não pela minha ignorância total dos
desígnios de Deus. Sinto que, tal como a Beata Teresa de Calcutá, não sou nada
nem ninguém, sou simplesmente um pequeno e rude lápis na Sua mão, com o qual
ele escreve aquilo que deseja porque, se fossem apenas palavras minhas, seriam
estéreis e inúteis, aumentando mais ainda a escuridão dos corações ainda mais frios que o meu.
A minha aparente
santidade é tudo menos isso. Posso não ter pecados mortais, mas pecar por
pensamentos, palavras, atos e omissões, não deixam de ser Pecados. Pecados que
me marcam, magoam e ferem profundamente o meu coração, afastando-me cada vez
mais da santidade humanamente possível.
A Luz de Deus afasta-se gradualmente, ao contrário da
escuridão, que se aproxima rapidamente, mas não é Ele o responsável, sou eu que
não tenho forças humanamente suficientes e deixo-me seduzir, não pelo Bem
perpétuo mas sim pelo Mal finito, muito mais envolvente e acessível do que
Santa Maria Scala Coeli[1].
Sou responsável por um
pequeno punhado de Homens que Te seguem como Te seguia a Tua e Nossa Mãe Maria
Santíssima, no entanto, Meu Senhor e Meu
Deus, os seus corações estão mais abrasados do que o meu, para Te
encontrarem desta forma especial e peculiar que são as Romarias Quaresmais. Talvez
por esse facto é que eu os seguirei e não ao contrário, talvez por isso é que
eu serei o último depois do último, mas mesmo neste lugar, ainda serei
privilegiado e sinto que não sou merecedor de tal privilégio, Meu Senhor e Meu Deus.
A minha aparente
santidade é tudo menos isso, é uma santidade marcada e manchada de uma impureza
atroz, onde a Luz de Deus dificilmente entra e a escuridão está impregnada em
todo o meu ser.
Termino este meu
desabafo suplicante com uma pequena oração à Senhora de Guadalupe, minha
medianeira:
Minha doce e terna Mãe
Só tu tens o poder
De engrandecer as súplicas
Da amargura da minha vida
E da aridez que muitas vezes sinto
Apenas tu e só tu
Transformas a minha amargura
E a aridez espinhosa
Em pequenas gotas de orvalho matinal
Na flor mais bela do nosso jardim
Minha terna e doce flor
Peço-te que recebes
As minhas fracas orações
Por vezes apenas faladas
Na ausência do coração
Só tu consegues embelezar
As palavras rudemente ditas
Dos pensamentos sentidos
Por este teu filho pecador
Junto a Teu Filho Nosso Senhor.
11 março 2014
Oração
Nossa
doce e terna Mãe
Só
tu tens o poder
De
engrandecer as súplicas
Da
amargura das nossas vidas
E
da aridez que muitas vezes sentimos
Apenas
tu e só tu
Transformas
as nossas amarguras
E
a aridez espinhosa
Em
pequenas gotas de orvalho matinal
Na
flor mais bela do nosso jardim
Nossa
terna e doce flor
Peço-te
que recebes
As
nossas fracas orações
Por
vezes apenas faladas
Na
ausência do coração
Só
tu consegues embelezar
As
palavras rudemente ditas
Dos
pensamentos sentidos
Por
estes teus filhos pecadores
Junto
a Teu Filho Nosso Senhor.
11 de Março de
2014
18 fevereiro 2014
Carta de um filho a todos os pais
"Não me dês tudo o que te peço. Às vezes peço apenas para saber qual é o máximo que posso obter.
Não me grites. Respeito-te menos quando fazes isso; e ensinas-me a gritar também. E eu não quero fazê-lo.Não me dês sempre ordens. Se em vez de dares ordens, às vezes me pedisses as coisas com um sorriso, eu faria tudo muito mais depressa e com gosto.
Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prémio, dá-o; mas faz o mesmo se for um castigo.
Não me compares com ninguém, especialmente com o meu irmão ou com a minha irmã. Se me fizeres sentir melhor que os outros, alguém irá sofrer; e se me fizeres sentir pior que os outros, serei eu a sofrer.
Não mudes tão frequentemente de opinião acerca daquilo que devo fazer. Decide, e depois mantém essa decisão.
Deixa-me desembaraçar sozinho. Se fizeres tudo por mim, eu nunca poderei aprender.
Não digas mentiras à minha frente, nem me peças que as diga por ti, mesmo que seja para te livrar de um sarilho. Fazes com que me sinta mal e perca a fé naquilo que me dizes.
Quando eu fizer alguma coisa mal, não me exijas que te diga a razão por que o fiz. Às vezes nem eu mesmo sei.
Quando estiveres errado em algo, admite-o e será melhor a opinião que eu terei de ti. Assim ensinar-me-ás a admitir os meus erros também.
Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que tratas os teus amigos. Lá por sermos família não quer dizer que não possamos ser também amigos.
Não me digas para fazer uma coisa que tu não fazes. Eu aprenderei aquilo que tu fizeres, ainda que não me digas para fazer o mesmo; mas nunca farei o que tu me aconselhas e não fazes.
Quando te contar um problema meu, não me digas «não tenho tempo para tolices», ou «isso não tem importância». Tenta compreender-me e ajudar-me.
E gosta de mim. E diz-me que gostas de mim. Agrada-me ouvir-te dizer isso, mesmo que tu não aches necessário dizê-lo.
(Marita Abraham)"
10 fevereiro 2014
04 fevereiro 2014
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2014
Retive este paragrafo para meditação, desta mensagem do Santo Padre, que poderá ser lida na integra aqui
"(…)
Queridos
irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja
inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria
material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio
do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E
poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que
Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos
acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a
nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um
despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não
custa nem dói.
(…)"
Subscrever:
Mensagens (Atom)







