Perdoai-me Senhor
pelas inumeras vezes
talvez até em demasia
que tropeço e caio.
Sei que apesar disso
me dás sempre a Tua mão
para novamente erguer-me
e caminhar em direcção a Ti.
Perdoai-me Senhor!
Local onde de quando em vez, qual confessionário, deixarei algumas pegadas dos meus pensamentos Cristãos
27 janeiro 2010
21 janeiro 2010
MENSAGEM DO SANTO PADRE AOS MEMBROS DA FAMILIA DOS CARTUXOS POR OCASIÃO DO IX CENTENÁRIO DA MORTE DE SÃO BRUNO
MENSAGEM DO SANTO PADRE
AOS MEMBROS DA FAMÍLIA DOS CARTUXOS
POR OCASIÃO DO IX CENTENÁRIO DA
MORTE DE SÃO BRUNO
Ao Rev.do Pe.
MARCELLIN THEEUWES
Prior da Cartuxa Ministro-Geral da Ordem dos Cartuxos
e a todos os membros da Família cartusiana
1. No momento em que os membros da Família dos Cartuxos celebra o IX
centenário da morte do seu Fundador, juntamente com eles dou graças a
Deus, que suscitou na sua Igreja a figura eminente e sempre actual de São
Bruno. Numa oração fervorosa, ao apreciar o vosso testemunho de fidelidade
à Sé de Pedro, uno-me de bom grado à alegria da Ordem cartusiana, que tem
neste "pai bondoso e incomparável" um mestre de vida espiritual. A 6 de
Outubro de 1101, "ardendo de amor divino", Bruno abandonava "as sombras
fugitivas do século" para alcançar definitivamente os "bens eternos" (cf.
Carta a Raul, n. 13). Os irmãos da ermida de Santa Maria da Torre,
na Calábria, aos quais ele dera tanto afecto, não podiam duvidar que
este Dies natalis inaugurava uma aventura espiritual singular que ainda
hoje dá abundantes frutos à Igreja e ao mundo.
Testemunha da efervescência cultural e religiosa que, na sua época,
agitava a Europa nascente, tendo tomado parte activa na reforma que a
Igreja desejava realizar perante as dificuldades internas com as quais se
deparava, depois de ter sido um professor apreciado, Bruno sente-se
chamado para se consagrar ao bem único que é o próprio Deus. "E o que há
de melhor do que Deus? Existe outro bem, além do único Deus? Também a alma
santa, que se apercebe desse bem, do seu incomparável fulgor, do seu
esplendor, da sua bondade, arde com a chama do amor celeste e exclama:
"Tenho sede do Deus forte e vivo, quando irei ver o rosto de Deus"" (Carta
a Raul, 15). O carácter radical desta sede estimulou Bruno, na escuta
paciente do Espírito, a descobrir com os seus primeiros companheiros um
estilo de vida eremita, onde tudo favoreça a resposta à chamada de Cristo
que, em todos os tempos, escolheu homens "para os conduzir à solidão e
uni-los num amor íntimo" (Estatuto da Ordem dos Cartuxos). Mediante estas
escolhas de "vida no deserto", Bruno convida desde o início toda a
comunidade eclesial "a nunca perder de vista a vocação suprema, que é
permanecer sempre com o Senhor" (Vita consecrata, 7).
Bruno evidencia o seu profundo sentido de Igreja, ele que foi capaz de
esquecer o "seu" projecto para responder aos apelos do Papa. Consciente de
que a caminhada pelas longas estradas da santidade não se concebe sem a
obediência à Igreja, ele mostra-nos também que o verdadeiro caminho no
seguimento de Cristo exige o entregar-se nas suas mãos, manifestando no
abandono de si um acréscimo de amor. Esta atitude mantinha-o sempre na
alegria e no louvor constantes. Os seus irmãos observaram que "tinha
sempre o rosto repleto de alegria e a palavra modesta" (Introdução ao
Pergaminho fúnebre dedicada a São Bruno). Estas palavras delicadas do
Pergaminho fúnebre exprimem a fecundidade de uma vida dedicada à
contemplação do rosto de Cristo, fonte de eficácia apostólica e força de
caridade fraterna. Possam os filhos e as filhas de São Bruno, seguindo o
exemplo do seu pai, continuar incansavelmente a contemplar Cristo,
montando desta forma "uma guarda santa e perseverante, na expectativa da
vinda do seu Mestre para lhes abrir logo que ele bater à porta" (Carta a
Raul, n. 4); isto constitui um apelo encorajador a que todos os cristãos
permaneçam vigilantes na oração a fim de acolher o seu Senhor!
2. Depois do Grande Jubileu da Encarnação, a celebração do nono centenário
da morte de São Bruno adquire hoje um ulterior relevo. Na Carta Apostólica
Novo millennio ineunte convido todo o povo de Deus a partir de Cristo, a
fim de permitir que todos os que têm sede de sentido e de verdade ouçam
bater o coração de Deus e o coração da Igreja. A Palavra de Cristo,
"estarei sempre convosco, até ao fim do mundo" (Mt 28, 20), convida todos
os que têm o nome de discípulos a tirarem desta certeza um renovado
impulso na sua vida cristã, força inspiradora do seu caminho (cf. Novo
millennio ineunte, 29). A vocação para a oração e para a contemplação, que
caracteriza a vida da Cartuxa, demonstra de modo particular que só Cristo
pode dar à esperança humana uma plenitude de significado e de
alegria.
Então, como duvidar um só instante que uma semelhante expressão do puro
amor dê à vida da Cartuxa uma extraordinária fecundidade missionária? No
retiro dos mosteiros e na solidão das celas, paciente e silenciosamente,
os Cartuxos tecem as vestes nupciais da Igreja, "bela como uma esposa que
se ataviou para o seu esposo" (Ap 21, 2); eles apresentam quotidianamente
o mundo a Deus e convidam toda a humanidade para a festa nupcial do Anjo.
A celebração do sacrifício eucarístico constitui a fonte e o auge de toda
a vida no deserto, conformando com o próprio ser de Cristo todos os que se
abandonam ao amor, a fim de tornar visíveis a presença e a acção do
Salvador no mundo, para a salvação de todos os homens e para a alegria da
Igreja.
3. No coração do deserto, lugar de prova e de purificação da fé, o Pai
conduz os homens por um caminho de despojamento que se opõe a qualquer
lógica do possuir, do sucesso e da felicidade ilusória. Guigues, o
Cartuxo, não se cansava de encorajar todos os que desejavam viver segundo
o ideal de São Bruno a "seguir o exemplo de Cristo pobre (para)...
participar nas suas riquezas" (Sur la vie solitaire, n. 6). Este
despojar-se requer uma ruptura radical com o mundo, que não é desprezo do
mundo, mas uma orientação tomada para toda a existência numa busca assídua
do supremo Bem: "Vós me seduzistes, Senhor, e eu me deixei seduzir" (Jr
20, 7). Feliz é a Igreja que pode contar com o testemunho dos Cartuxos, de
total disponibilidade ao Espírito e de uma vida inteiramente dedicada a
Cristo!
Por conseguinte, convido os membros da Família dos Cartuxos, através da
santidade e da simplicidade da sua vida, a permanecer como uma cidade em
cima do monte e como uma luz sobre o lucernário (cf. Mt 5, 14-15).
Radicados na Palavra de Deus, saciados pelos Sacramentos da Igreja,
amparados pela oração de São Bruno e dos irmãos, eles permanecem em toda a
Igreja e no centro do mundo "lugares de esperança e de descoberta das
bem-aventuranças, lugares onde o amor, haurindo na fonte da comunhão que é
a oração, é chamado a tornar-se lógica de vida e fonte de alegria" (Vita
consecrata, 51). Expressão sensível de uma oferta de toda a vida vivida em
união com a de Cristo, a vida de clausura, fazendo sentir a precariedade
da existência, convida a contar unicamente com Deus. É também "o lugar da
comunhão espiritual com Deus e com os irmãos e irmãs, onde a limitação dos
espaços e dos contactos ajuda à interiorização dos valores evangélicos
(Ibid., n. 59). De facto, a busca de Deus na contemplação é inseparável do
amor dos irmãos, amor que nos faz reconhecer o rosto de Cristo no mais
pobre dos homens. A contemplação de Cristo vivida na caridade fraterna
continua a ser o caminho mais seguro da fecundidade de qualquer vida. São
João não deixa de o recordar: "Caríssimos, amemo-nos uns aos outros,
porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama, nasceu de Deus e
conhece-O" (1 Jo 4, 7). São Bruno compreendeu isto muito bem, ele que
nunca separou a prioridade que durante toda a sua vida conferiu a Deus da
profunda humanidade de que era testemunha entre os seus irmãos.
4. O IX centenário do Dies natalis de São Bruno oferece-me a oportunidade
de renovar a viva confiança à Ordem dos Cartuxos na sua missão de
contemplação gratuita e de intercessão pela Igreja e pelo mundo. A exemplo
de São Bruno e dos seus sucessores, os mosteiros dos Cartuxos não cessam
de despertar a Igreja para a dimensão escatológica da sua missão,
recordando as maravilhas que Deus realiza e vigiando na expectativa do
cumprimento último da esperança (cf. Vita consecrata, 27). Sentinela
incansável do Reino que há-de vir, procurando "ser" antes de "fazer", a
Ordem dos Cartuxos dá à Igreja vigor e coragem na sua missão, para se
fazer ao largo e permitir que a Boa Nova de Cristo acenda toda a
humanidade.
Nestes dias de festa da Ordem, rezo ardentemente ao Senhor para que faça
ressoar no coração de numerosos jovens o apelo a deixar tudo para seguir
Cristo pobre, ao longo do caminho exigente mas libertador do percurso dos
Cartuxos. Além disso, convido os reponsáveis da família dos Cartuxos a
responder sem receio aos apelos das jovens Igrejas, para fundar mosteiros
nos seus territórios.
Com este espírito, o discernimento e a formação dos candidatos que se
apresentam devem ser objecto de uma atenção renovada por parte dos
formadores. De facto, a cultura contemporânea, marcada por um forte
sentimento hedonista, pelo desejo de possuir e por uma concepção errónea
da liberdade, não facilita a expressão da generosidade dos jovens que
desejam consagrar a sua vida a Cristo, escolhendo percorrer, no seu
seguimento, o caminho de uma vida de amor oblativo, de serviço concreto e
generoso. A complexidade do caminho pessoal, a fragilidade psicológica, as
dificuldades de viver a fidelidade no tempo, convidam a fazer com que nada
seja descuidado, a fim de oferecer a todos os que pedem para entrar no
deserto da Cartuxa uma formação que inclua todas as dimensões da pessoa.
Além disso, dar-se-á uma particular atenção à escolha de formadores
capazes de seguir os candidatos ao longo do caminho da libertação interior
e da docilidade ao Espírito Santo. Por fim, sabendo que a vida fraterna é
um elemento fundamental do caminho das pessoas consagradas, convidar-se-ão
as comunidades a viver sem reservas o amor recíproco, criando um clima
espiritual e um estilo de vida conformes com o carisma da Ordem.
5. Queridos filhos e amadas filhas de São Bruno, como recordei no final da
Exortação pós-sinodal Vita consecrata, "vós não tendes apenas uma história
gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir!
Olhai o futuro, para o qual vos projecta o Espírito a fim de realizar
convosco ainda grandes coisas" (n. 110). No coração do mundo, tornai a
Igreja atenta à voz do Esposo que fala ao seu coração: "Tende confiança!
Eu venci o mundo" (Jo 16, 33). Encorajo-vos a nunca renunciar às intuições
do vosso fundador, mesmo se o empobrecimento das comunidades, a diminuição
das entradas e a incompreensão suscitada pela vossa escolha de vida
radical vos possam fazer duvidar da fecundidade da vossa Ordem e da vossa
missão, cujos frutos pertencem misteriosamente a Deus!
A vós, estimados filhos e queridas filhas da Cartuxa, que sois os
herdeiros do carisma de São Bruno, compete conservar em toda a sua
autenticidade e profundidade a especificidade do caminho espiritual que
ele vos mostrou com a sua palavra e o seu exemplo. O vosso apreciado
conhecimento de Deus, alimentado na oração e na meditação da sua Palavra,
convida o povo de Deus a alargar o próprio olhar até aos horizontes de uma
humanidade nova e rica da plenitude do seu sentido e unidade. A vossa
pobreza oferecida para a glória de Deus e a salvação do mundo é uma
eloquente contestação das lógicas de rendimento e de eficácia que, muitas
vezes, fecham o coração dos homens e das nações às verdadeiras
necessidades dos seus irmãos. A vossa vida escondida com Cristo, como a
Cruz silenciosa plantada no coração da humanidade redimida, permanece de
facto para a Igreja e para o mundo o sinal eloquente e a chamada
permanente do facto que cada ser, hoje como ontem, se pode deixar prender
por Aquele que é amor.
Ao confiar todos os membros da família da Cartuxa à intercessão da Virgem
Maria, Mater singularis Cartusiensium, Estrela da evangelização do
terceiro milénio, concedo-vos a afectuosa Bênção apostólica, que faço
extensiva a todos os benfeitores da Ordem.
Vaticano, 14 de Maio de 200
14 janeiro 2010
Desabafo...
Por vezes sinto uma necessidade horrível de estar só. De me encontrar a sós com o único Deus e Senhor e falar-Lhe. Conversar é certo, agradecer sem dúvida, mas também puxar-Lhe as orelhas pelas coisas menos boas que vão ocorrendo nesta minúscula bola azul no meio de um não sei o quê. Gritar com Ele e perguntar o porquê de tantas atrocidades que cada vez mais ocorrem neste meio do azul. Dar-Lhe alguns socos valentes no estômago e dizer que os familiares que me tirou daqui foi uma grande maldade, logo quando mais precisava deles.Depois, abraça-Lo da maneira que se abraça um Pai e deixar cair as lágrimas contidas ao longo dos anos e pedir-Lhe perdão por estas palavras amargas e violentas porque, algures na minha alma, sei que o que Ele faz é sempre para o meu bem, mesmo que na altura dos acontecimentos pareçam tudo menos isso.
Por vezes (muitas vezes até) sinto uma necessidade imensa de estar só e tentar (por segundos que sejam) contemplá-Lo numa solidão (que é tudo menos isso) a dois e falar-Lhe dos que mais precisam, daqueles que não O conhecem e das maravilhas de faz.
Obrigado Senhor por tudo, mesmo por aquilo que se calhar não merecia, e mesmo assim, derramaste sobre mim.
Por último agradeço ao Sinais do céu.. ao qual, sem a sua música de fundo, não teria escrito estas palavras.
11 janeiro 2010
15 dezembro 2009
Sensibilidade e bom senso

Um pequeno artigo que escrevi há dias para eventual publicação num dos jornais da ilha.
O Natal aproxima-se a passos largos. Não o Natal materialista e consumista, no qual Jesus Cristo foi substituído pelo Pai Natal da Coca-Cola e ultimamente pelas Popotas e Leopoldinas do mundo consumista e materialista, mas sim o Natal do nascimento do redentor.
Não o Natal das 1001 luzes a piscarem dentro e fora da casa de cada um, mas sim o Natal da Luz Eterna. O Natal em que “Deus se tornou tão humilde ao ponto de ter vindo, não como um redemoinho avassalador ou um fogo devorador. O Criador de todas as coisas encolheu-se além da imaginação, tanto, tanto, tanto, que tornou-se num óvulo, um simples ovo fertilizado, quase invisível, um óvulo que se dividiria e se redividiria até que um feto fosse formado, expandindo-se célula por célula no ventre de uma jovem. “A imensidão enclausurada no seu amado ventre”, maravilhou-se o poeta John Donne. Ele “a si mesmo se esvaziou [...] humilhou-se a si mesmo”, disse o apóstolo Paulo de forma mais prosaica.” 1
Deus veio até nós, nessa humildade indescritível e nós o que fazemos Natal após Natal?
Gastamos dinheiro em prendas (e não lembranças), muitas delas fúteis e sem utilidade aparente, enquanto ao nosso lado, alguém passa fome sem sabermos (a denominada pobreza encoberta) e alguém pede apenas por pedir (a denominada pobreza de espírito).
Gastamos rios de dinheiro em coisas supérfluas e o essencial da vida é-nos dado quase de graça.
Somos soberbos ao ponto de gastarmos oceanos de dinheiro em inutilidades e pagarmos essas mesmas inutilidades em “suaves prestações”.
Onde mora a humildade de Deus feito Homem?
O verdadeiro Natal será aquele em que todos nós partilhemos afecto e amor com aqueles que são o oposto de nós e em especial com os mais carentes e necessitados, tal como Jesus Cristo, que nasceu no meio do nada e teve tudo aquilo que precisava naquela hora, naquele momento, principalmente os pastores, que na altura e na sociedade em que estavam inseridos não eram tidos nem achados.
O verdadeiro Natal, na minha modesta opinião, será aquele em que o Homem terá sensibilidade e bom senso para com o semelhante e para com todos os seres vivos. “Oxalá se tome consciência do essencial e de que falta tempo para ele: amar gratuitamente, descer ao centro da alma e procurar por lá uma palavra de vida eterna que dê sentido a tudo o que se faz.”2
Termino com uma oração peculiar proferida pelo Padre Joe Wright na abertura de uma nova secção do Senado de Kansas nos EUA:
"Senhor, viemos diante de Ti neste dia, para Te pedir perdão e para pedir a tua direcção.
Sabemos que a tua Palavra disse: 'Maldição àqueles que chamam "bem" ao que está "mal”, e é exactamente o que temos feito.
Temos perdido o equilíbrio espiritual e temos mudado os nossos valores.
Temos explorado o pobre e temos chamado a isso "sorte".Temos recompensado a preguiça e chamámo-la de "Ajuda Social".Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e temo-lo chamado “a livre escolha".
Temos abatido os nossos condenados e chamámo-lo de "justiça".
Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e chamámo-lo “desenvolver a sua auto-estima”.
Temos abusado do poder e temos chamado a isso: "Política".Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temo-lo chamado "ter ambição".
Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado "liberdade de expressão".
Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de "obsoleto e passado".
Oh Deus! Olha no profundo dos nossos corações; purifica-nos e livra-nos dos nossos pecados.
Ámen. “
Não o Natal das 1001 luzes a piscarem dentro e fora da casa de cada um, mas sim o Natal da Luz Eterna. O Natal em que “Deus se tornou tão humilde ao ponto de ter vindo, não como um redemoinho avassalador ou um fogo devorador. O Criador de todas as coisas encolheu-se além da imaginação, tanto, tanto, tanto, que tornou-se num óvulo, um simples ovo fertilizado, quase invisível, um óvulo que se dividiria e se redividiria até que um feto fosse formado, expandindo-se célula por célula no ventre de uma jovem. “A imensidão enclausurada no seu amado ventre”, maravilhou-se o poeta John Donne. Ele “a si mesmo se esvaziou [...] humilhou-se a si mesmo”, disse o apóstolo Paulo de forma mais prosaica.” 1
Deus veio até nós, nessa humildade indescritível e nós o que fazemos Natal após Natal?
Gastamos dinheiro em prendas (e não lembranças), muitas delas fúteis e sem utilidade aparente, enquanto ao nosso lado, alguém passa fome sem sabermos (a denominada pobreza encoberta) e alguém pede apenas por pedir (a denominada pobreza de espírito).
Gastamos rios de dinheiro em coisas supérfluas e o essencial da vida é-nos dado quase de graça.
Somos soberbos ao ponto de gastarmos oceanos de dinheiro em inutilidades e pagarmos essas mesmas inutilidades em “suaves prestações”.
Onde mora a humildade de Deus feito Homem?
O verdadeiro Natal será aquele em que todos nós partilhemos afecto e amor com aqueles que são o oposto de nós e em especial com os mais carentes e necessitados, tal como Jesus Cristo, que nasceu no meio do nada e teve tudo aquilo que precisava naquela hora, naquele momento, principalmente os pastores, que na altura e na sociedade em que estavam inseridos não eram tidos nem achados.
O verdadeiro Natal, na minha modesta opinião, será aquele em que o Homem terá sensibilidade e bom senso para com o semelhante e para com todos os seres vivos. “Oxalá se tome consciência do essencial e de que falta tempo para ele: amar gratuitamente, descer ao centro da alma e procurar por lá uma palavra de vida eterna que dê sentido a tudo o que se faz.”2
Termino com uma oração peculiar proferida pelo Padre Joe Wright na abertura de uma nova secção do Senado de Kansas nos EUA:
"Senhor, viemos diante de Ti neste dia, para Te pedir perdão e para pedir a tua direcção.
Sabemos que a tua Palavra disse: 'Maldição àqueles que chamam "bem" ao que está "mal”, e é exactamente o que temos feito.
Temos perdido o equilíbrio espiritual e temos mudado os nossos valores.
Temos explorado o pobre e temos chamado a isso "sorte".Temos recompensado a preguiça e chamámo-la de "Ajuda Social".Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e temo-lo chamado “a livre escolha".
Temos abatido os nossos condenados e chamámo-lo de "justiça".
Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e chamámo-lo “desenvolver a sua auto-estima”.
Temos abusado do poder e temos chamado a isso: "Política".Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temo-lo chamado "ter ambição".
Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado "liberdade de expressão".
Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de "obsoleto e passado".
Oh Deus! Olha no profundo dos nossos corações; purifica-nos e livra-nos dos nossos pecados.
Ámen. “
1 “O Jesus que nunca conheci” de Philip Yancey
2 “ Se tu soubesse o dom de Deus” de Luís Rocha e Melo SJ
2 “ Se tu soubesse o dom de Deus” de Luís Rocha e Melo SJ
Um Cristão como os demais
14 dezembro 2009
Amalia Rodrigues
FOI DEUS
Composição: Alberto Janes
Não sei, não sabe ninguém
Por que canto o fado
Neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento
Todo o sofrimento
Eu sinto que a alma
Cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus
Que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas
Deu oiro ao sol
E prata ao luar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu o luto as andorinhas
Ai, e deu-me esta voz a mim
Se canto
Não sei o que canto
Misto de ventura
Saudade, ternura
E talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando
Se tem um desgosto
E o pranto no rosto
Nos deixa melhor
Foi Deus
Que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim.
30 outubro 2009
Ernâni Lopes (Portugal funciona mal à séculos)
Com este artigo, fora do comum dos que por aqui publico (até pareço o amigo do blog Tribo de Jacob), este senhor, espelha nesta afirmação, aquilo que eu (e muito boa gente com valores) pensa,
"No entanto, Portugal precisa de «uma elite dirigente capaz de produzir e difundir valores, atitudes e padrões dos comportamentos que moldam a sociedade, e que não se limite a fazer política corrente». "( o resto do artigo)
26 outubro 2009
Citação do livro "O Jesus que eu nunca conheci"
"Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reacção de amor, que é a única coisa que Deus deseja de nós, sendo essa a razão de nos ter criado. "
22 outubro 2009
Stat crux dum volvitur orbis
Poderá ser, quase de certeza, uma mera visão de quem admira os Cartuxos, os quais estando separados de todos nós estão connosco sempre, mas esta 2ª cruz, que está por cima de um sacrário na Igreja Poraquial de Santo António, da freguesia de Porto Judeu, é uma replica quase exacta da 1ª cruz, cruz essa que é o simbolo dessa Ordem Monastica. Será que me tempos idos, alguém ligado a esta ordem quis deixar um sinal da sua presença?
09 outubro 2009
Como dizia Santa Brígida
01 outubro 2009
Um pensamento
10 setembro 2009
Um pensamento
31 agosto 2009
Desabafos I
Por vezes
Por vezes ponho-me a pensar se estarei no caminho certo.
Por vezes penso se o passo seguinte será o correcto.
Ponho-me a pensar se o caminho para Deus é aquele onde ando, com todas as suas imperfeições, frustrações e tentações.
Ponho-me a pensar se nós estaremos correctos e somos cristãos de corpo e alma, ou só de corpo.
Por vezes sinto que a nossa igreja vive um catolicismo morno, onde o verdadeiro fogo da paixão só aqui ou ali, só a este(a) ou aquele(a), ferve até ás entranhas da alma. Já a maioria de nós, onde infelizmente me incluo na maioria do tempo, vivemos num eterno marasmo. Muitas vezes vivemos como a cruz onde Cristo foi pregado e crucificado, impávidos e serenos. Mas Cristo foi tudo menos isso. Cristo palmilhou terra atrás de terra a ensinar. Cristo carregou consigo terra e pó de muitos e dispersos lugares, e nós?
A grande maioria de nós, vai à missa ao Domingo, dias santos, casamentos, baptizados, funerais e pouco mais, para além de que, vão porque fica bem, não por outra coisa mais profunda.
Nesta sequência lembro-me de ter lido algures que Eugenio Scalfari (escritor entre outras actividades) disse ao cardeal Carlo Martini que não acreditava em Deus e disse-o "com plena tranquilidade de espírito", ao qual o cardeal lhe respondeu: "Eu sei, mas não estou preocupado por causa de si. Por vezes, os não crentes estão mais próximos de nós do que muitos devotos fingidos".
No fundo sei que o ser apenas homem de carne e osso é isso mesmo. Ter de vez enquanto dúvidas, incertezas e outras teias de aranha na cabeça. Por isso, muitos de nós não passam da porta de entrada do Cristianismo, no entanto humildemente penso que, mais vale um pouco de Luz do que a Escuridão total.
Por vezes, nesta minha procura/descoberta de Cristo, vejo-me como os habitantes das cavernas na alegoria de Platão, vejo apenas sombras criadas pela luz, não a própria luz, mas como Deus é amor, sei que um dia verei a própria Luz.
Por vezes, não sei se estarei certo, mas nessas muitas vezes do “por vezes”, muitas vezes sinto sem ver que Ele está presente.
23 de Julho de 2009
Por vezes ponho-me a pensar se estarei no caminho certo.
Por vezes penso se o passo seguinte será o correcto.
Ponho-me a pensar se o caminho para Deus é aquele onde ando, com todas as suas imperfeições, frustrações e tentações.
Ponho-me a pensar se nós estaremos correctos e somos cristãos de corpo e alma, ou só de corpo.
Por vezes sinto que a nossa igreja vive um catolicismo morno, onde o verdadeiro fogo da paixão só aqui ou ali, só a este(a) ou aquele(a), ferve até ás entranhas da alma. Já a maioria de nós, onde infelizmente me incluo na maioria do tempo, vivemos num eterno marasmo. Muitas vezes vivemos como a cruz onde Cristo foi pregado e crucificado, impávidos e serenos. Mas Cristo foi tudo menos isso. Cristo palmilhou terra atrás de terra a ensinar. Cristo carregou consigo terra e pó de muitos e dispersos lugares, e nós?
A grande maioria de nós, vai à missa ao Domingo, dias santos, casamentos, baptizados, funerais e pouco mais, para além de que, vão porque fica bem, não por outra coisa mais profunda.
Nesta sequência lembro-me de ter lido algures que Eugenio Scalfari (escritor entre outras actividades) disse ao cardeal Carlo Martini que não acreditava em Deus e disse-o "com plena tranquilidade de espírito", ao qual o cardeal lhe respondeu: "Eu sei, mas não estou preocupado por causa de si. Por vezes, os não crentes estão mais próximos de nós do que muitos devotos fingidos".
No fundo sei que o ser apenas homem de carne e osso é isso mesmo. Ter de vez enquanto dúvidas, incertezas e outras teias de aranha na cabeça. Por isso, muitos de nós não passam da porta de entrada do Cristianismo, no entanto humildemente penso que, mais vale um pouco de Luz do que a Escuridão total.
Por vezes, nesta minha procura/descoberta de Cristo, vejo-me como os habitantes das cavernas na alegoria de Platão, vejo apenas sombras criadas pela luz, não a própria luz, mas como Deus é amor, sei que um dia verei a própria Luz.
Por vezes, não sei se estarei certo, mas nessas muitas vezes do “por vezes”, muitas vezes sinto sem ver que Ele está presente.
23 de Julho de 2009
28 agosto 2009
O leve toque de Deus
Søren Kierkegaard escreveu sobre o leve toque de Deus: “A omnipotência que pode colocar a mão fortemente sobre o mundo pode também tornar o seu toque tão leve que a criatura recebe independência”. Às vezes, concordo, desejaria que Deus usasse um toque mais pesado. A minha fé sofre com liberdade em demasia, com demasiadas tentações para descrer. Às vezes desejo que Deus me esmague, para vencer as minhas dúvidas com a certeza, para me dar provas finais de sua existência e do seu interesse.
30 julho 2009
Agora penso saber
Agora penso saber porque muitas pessoas de freguesias diversas desta ilha de Jesus (como era chamada) ao Domingo se concentram numa determinada igreja para ouvir o pároco que ali celebra o Santo Oficio. Não é porque os outros não tenham dom de palavra ou porque não saibam passar a palavra de Deus, é sim porque este pároco actualiza constantemente para os nossos dias a palavra de Deus, actualizações que por vezes incomodam particularmente os presentes e especialmente os ausentes, mas Cristo também não incomodava os do seu tempo?
23 julho 2009
O não crente e o cardeal
Artigo de opinão de Anselmo Borges no Diario de Noticias.
Obem conhecido jornalista, político e escritor italiano Eugenio Scalfari, fundador do influente La Repubblica, foi ao encontro do cardeal Carlo Martini, antigo arcebispo de Milão e uma das figuras católicas mais escutadas dentro e fora da Igreja, para uma entrevista, acabada de publicar no seu jornal.
Scalfari, cujo último livro é L'uomo che non credeva in Dio (O homem que não acreditava em Deus), disse ao cardeal que não crê em Deus e que o diz "com plena tranquilidade de espírito". E o cardeal: "Eu sei, mas não estou preocupado por causa de si. Por vezes, os não crentes estão mais próximos de nós do que muitos devotos fingidos".
Então, o que é que o preocupa verdadeiramente, quais são, na Igreja, os problemas mais importantes? Resposta: "Antes de mais, a atitude da Igreja para com os divorciados, depois, a nomeação ou a eleição dos bispos, o celibato dos padres, o papel do laicado católico, as relações entre a hierarquia eclesiástica e a política. Parecem-lhe problemas de solução fácil?"
A nossa sociedade está cada vez mais invadida pela indiferença e são o individualismo e a procura exacerbada dos próprios interesses que cavam fundo o abismo entre a fé e a caridade. Talvez ainda se vá uma ou outra vez à missa e se ponha os filhos em contacto com os sacramentos. Mas esquece-se o essencial: a caridade. Ora, "sem caridade, a fé é cega. Sem a caridade, não há esperança nem justiça". Entenda-se: a caridade não é esmola, é atenção ao outro, compreensão e reconhecimento do outro, presença ao outro na sua solidão, "comunhão de espíritos, luta contra a injustiça". O verdadeiro pecado do mundo é a injustiça e a desigualdade, que bradam aos céus. Jesus disse que "o reino de Deus será dos pobres, dos débeis, dos excluídos".
Para Martini, a questão fundamental não está na escassa frequência dos sacramentos, da missa, das vocações, que são "aspectos externos". "A substância é a caridade, a visão do bem comum e da felicidade comum", incluindo a das gerações futuras. (...para lerem o resto da opinião)
Scalfari, cujo último livro é L'uomo che non credeva in Dio (O homem que não acreditava em Deus), disse ao cardeal que não crê em Deus e que o diz "com plena tranquilidade de espírito". E o cardeal: "Eu sei, mas não estou preocupado por causa de si. Por vezes, os não crentes estão mais próximos de nós do que muitos devotos fingidos".
Então, o que é que o preocupa verdadeiramente, quais são, na Igreja, os problemas mais importantes? Resposta: "Antes de mais, a atitude da Igreja para com os divorciados, depois, a nomeação ou a eleição dos bispos, o celibato dos padres, o papel do laicado católico, as relações entre a hierarquia eclesiástica e a política. Parecem-lhe problemas de solução fácil?"
A nossa sociedade está cada vez mais invadida pela indiferença e são o individualismo e a procura exacerbada dos próprios interesses que cavam fundo o abismo entre a fé e a caridade. Talvez ainda se vá uma ou outra vez à missa e se ponha os filhos em contacto com os sacramentos. Mas esquece-se o essencial: a caridade. Ora, "sem caridade, a fé é cega. Sem a caridade, não há esperança nem justiça". Entenda-se: a caridade não é esmola, é atenção ao outro, compreensão e reconhecimento do outro, presença ao outro na sua solidão, "comunhão de espíritos, luta contra a injustiça". O verdadeiro pecado do mundo é a injustiça e a desigualdade, que bradam aos céus. Jesus disse que "o reino de Deus será dos pobres, dos débeis, dos excluídos".
Para Martini, a questão fundamental não está na escassa frequência dos sacramentos, da missa, das vocações, que são "aspectos externos". "A substância é a caridade, a visão do bem comum e da felicidade comum", incluindo a das gerações futuras. (...para lerem o resto da opinião)
16 julho 2009
Uma generalização
Como diz uma colega minha " - Já é uma tradição!", isto é, aos poucos e poucos (sabe-se lá o porquê ou por quem) o ser Católico começa a ser quase como uma peça de museu. Muito bonita, vistosa, tira-se uma fotografias aqui e ali, escreve-se meia duzia de palavras bonitas no livro de honra que está à entrada e mais nada.
O Cristão apesar de não se calar aqui e ali, começa aos poucos a ser posto de parte em quase tudo o que é a sociedade em geral, assim como os seus simbolos. Diz-se que é para não ofender as outras religiões/seitas ou credos, no entanto ficam aqui duas pequenas perguntas:
- Se o Catolicismo já não serve para a sociedade (no geral) ou para a classe politica (em particular), porque é que ainda existem os feriados religiosos? Não deveriam ser também abolidos, como tantas outras coisas?
02 julho 2009
Terço dos Cartuxos
Para além do que é norma, depois de se orar a primeira parte da Avé Maria (que vai até Jesus) dever-se-á meditar sobre cada uma das 50 meditações abaixo indicadas. Depois continua-se a rezar com a segunda parte da Avé Maria. Se quiserem saber mais sobre este terço peçam-me nos comentários que, logo que possivel, enviarei por email.
Cada Ave-Maria, com sua cláusula, vai concluída com um «Amén» e um breve momento de silêncio para meditar.
1. Que tu, Virgem pura, concebeste do Espírito Santo. Amén.
2. Que tu foste através da montanha ao encontro de Isabel.
3. Que tu, serva pura, concebeste com grande alegria.
4. Que tu envolveste em faixas e deitaste num presépio.
5. Que os Santos Anjos louvaram com cânticos celestes.
6. Que os pastores procuraram e encontraram em Belém.
7. Que foi circuncidado ao oitavo dia e chamado Jesus.
8. A quem os três Reis Magos ofereceram ouro, incenso e mirra.
9. Que tu apresentaste no Templo a Deus seu Pai.
10. Com quem tu fugiste para o Egito e donde regressaste sete anos depois.
11. Que tu perdeste em Jerusalém e reencontraste três dias depois.
12. Que crescia todos os dias em idade, em graça e em sabedoria.
13. Que São João batizou no Jordão.
14. Que Satanás tentou e não venceu.
15. Que anunciou ao povo o Reino dos Céus com os seus discípulos.
16. Que curou muitos doentes com o poder de Deus.
17. De quem Maria Madalena lavou os pés com as suas lágrimas, enxaguou-os com os cabelos e ungiu-os com perfume.
18. Que ressuscitou dos mortos Lázaro e outros.
19. Que foi transfigurado no Tabor diante dos seus discípulos.
20. Quem, no dia de Ramos, em Jerusalém, foi recebido com grande pompa.
21. Quem, na última ceia, deu o seu corpo aos discípulos.
22. Quem rezou no Jardim das Oliveiras e suou gotas de sangue.
23. Quem se deixou prender, amarrar e conduzir de um juiz ao outro.
24. Que muitas testemunhas acusaram falsamente.
25. De quem a santa face foi escarnecida, velada e impressionada.
26. Quem, despojado seus vestidos, atado a uma coluna, foi duramente golpeado.
27. Que foi cruelmente coroado de espinhos.
28. Diante de quem dobravam o joelho e adoravam com desprezo.
29. Que foi condenado injustamente a uma morte ignominiosa.
30. Que transportou a cruz sobre os seus santos ombros.
31. Quem, ao voltar-se, te dirigiu a palavra, a ti sua mãe, assim como a outras mulheres.
32. Quem foi cravado na cruz pelas mãos e pés.
33. Quem rezou por aqueles que o crucificavam, o torturavam e o matavam.
34. Quem disse ao bom ladrão: «Hoje mesmo estarás comigo no paraíso».
35. Quem te confiou, a ti sua mãe contristada, a João seu discípulo bem amado.
36. Quem gritou: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?».
37. Quem foi dessedentado com fel e vinagre, quando disse: «Tenho sede! ».
38. Quem disse: «Pai, entre as tuas mãos entrego o meu espírito!».
39. Quem disse em último lugar: «Tudo está consumado!».
40. Quem sofreu uma morte cruel por nós, pecadores. Amén. Louvor a Deus!
41. Cujo lado foi perfurado, donde correu sangue e água.
42. Quem, descido da cruz, tu recebeste sobre os teus joelhos, como normalmente se crê.
43. Quem homens justos e bons embalsamaram e sepultaram.
44. Cuja alma santa desceu aos infernos e libertos e libertou os nossos Pais.
45. Que ressuscitou dos mortos ao terceiro dia. Aleluia!
46. Quem te alegrou com uma muito grande alegria, a ti e àqueles a quem apareceu. Aleluia!
47. Quem também, na tua presença subiu ao céu e está sentado à direita de seu Pai. Aleluia!
48. Quem um dia julgará os vivos e os mortos.
49. Quem enviou aos seus fiéis o Espírito Santo no dia do Pentecostes.
50. Quem te fez subir ao céu, a ti sua dulcíssima Mãe, para estar com Ele, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo agora e sempre. Amén.
05 junho 2009
Cegueira

Conheço uma pessoa que é cega de nascença, no entanto, com as mãos, sente as tenções e emoções de cada pessoa com quem fala, convive e vive.
É cega de nascença, no entanto, no meio dos ruídos que nos rodeiam diariamente, consegue ouvir o monólogo cantado de um rouxinol algures.
Nasceu assim, sem pedir, no entanto, “vê” tudo o que se passa à sua volta, as texturas, as cores, os sorrisos, as lágrimas, as alegrias ou as tristezas.
Apesar de ser de nascença, vive a sua vida, como qualquer um de nós, tem uma família, trabalha e é feliz.
Pergunto:
- Será que nós, aqueles que vemos tudo e todos, vemos tão bem como esta pessoa que é cega de nascença ou ela, é que na sua cegueira consegue ver muito melhor do que nós, que apesar de tudo, não passamos de meros invisuais da vida?
É cega de nascença, no entanto, no meio dos ruídos que nos rodeiam diariamente, consegue ouvir o monólogo cantado de um rouxinol algures.
Nasceu assim, sem pedir, no entanto, “vê” tudo o que se passa à sua volta, as texturas, as cores, os sorrisos, as lágrimas, as alegrias ou as tristezas.
Apesar de ser de nascença, vive a sua vida, como qualquer um de nós, tem uma família, trabalha e é feliz.
Pergunto:
- Será que nós, aqueles que vemos tudo e todos, vemos tão bem como esta pessoa que é cega de nascença ou ela, é que na sua cegueira consegue ver muito melhor do que nós, que apesar de tudo, não passamos de meros invisuais da vida?
22 maio 2009
Vim Aqui
Vim aqui, ó virgem MãeSem saber o que dizer
Eu olhava a tua imagem
Não a conseguia ver
Sentei-me e assim fiquei
Em silêncio a pensar
Senti descer, ó Mãe
Sobre mim o teu olhar
Foi então que eu comecei
Com alegria a rezar
Um poema belo, não só pela sua simplicidade mas também pela profundidade contida nele. Como nem só da letra se vive aqui está o link de onde podem fazer o download dele cantado.
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